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Publicado em: 25/05/2010 |
O oitavo e último dia de 24 horas tem 24 episódios.
| # | Título: | Exibição original (EUA): |
No Brasil: | ||
| 01 | "4:00 p.m. – 5:00 p.m." | 17 janeiro | 16 março | ||
| Mais um dia na vida do (vovô) Jack Bauer. Mais um dia cheio de conspirações, pistas falsas e reviravoltas surpreendentes. É difícil não embarcar na história do maior herói da televisão americana. Improvável, inacreditável, quase surreal. Quem se importa? O importante é ver Bauer dando sopapos em bandidos, torturando suspeitos em busca de informações e claro, tentando sobreviver a mais um dia espetacularmente irreal (sem comida, sem dormir, sem ir ao banheiro, etc.). A primeira hora apresenta a trama da temporada: uma conspiração para matar o presidente 'da república islâmica' está em andamento no mesmo momento em que esse se encontra com a presidente Taylor para assinar um acordo. E, claro, Jack é 'o cara que sempre faz a coisa certa', disposto a evitar o atentado à vida do presidente estrangeiro. Com a ajuda de Chloe - sim, ela está de volta! - Jack entra em contato com a CTU (a unidade contra-terrorista) de Nova York e avisa sobre o plano de assassinato. Mas antes que consiga entregar sua fonte para as autoridades, Jack precisa enfrentar alguns capangas no caminho. Oba! Tudo indica que o tratamento funcionou e Jack se recuperou da intoxicação da temporada passada; nosso herói está em plena forma física para mais um dia de muita correria. Tudo muito bem, tudo muito bom... mas alguém pode explicar o que é aquela instalação da CTU? A estrutura toda lembra uma boate, o ambiente é pouco iluminado e não contribui para a história; a decoração não deveria chamar tanta a atenção! O que também parece meio fora do lugar é Freddie Prinze Jr., que não convence como agente da CTU (ou como ator?). Posso começar a torcer já pela sua morte? Nada caracteriza melhor a série do que separar um casal apaixonado, não é mesmo? À propósito, onde está a agente Renee Walker? |
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| 02 | "5:00 p.m. – 6:00 p.m." | 17 janeiro | 23 março | ||
| Ah sim, além de conspirações mirabolantes e pistas falsas, há também burocratas burros que atrasam a investigação e agentes com algo a esconder. Se não fosse pela insistência da super-nerd Chloe, disposta a burlar a 'burrocracia' do seu chefe na CTU e convencer Jack a seguir uma pista, estariam todos os mocinhos seguindo 'fantasmas'. A segunda hora desta temporada é menos agitada que a anterior; não há uma grande cena de ação para fechar o episódio nem uma incrível reviravolta que aumente o suspense para a hora seguinte. Em vez disso, conhecemos um pouco mais do nosso primeiro vilão dessa temporada (não há dúvidas que ele deve morrer no meio caminho e que um super-vilão vai aparecer para 'terminar o dia', não é mesmo?); o russo Davros, com um sotaque arrepiante e uma atitude agressiva, deverá ser um inimigo à altura para Jack Bauer. Na CTU, a agente Dana Walsh recebe uma ligação que revela seu passado obscuro. Por que ela mudou de nome ou por que ela trabalha na CTU ainda é um mistério. E quando será que seu parceiro, o inquestionável bonzinho (bobinho, quem sabe?) agente Cole Ortiz (Freddie Prinze Jr.), vai entrar na correria ao lado de Jack? É apenas uma questão de tempo, certo? | |||||
| 03 | "6:00 p.m. – 7:00 p.m." | 18 janeiro | 30 março | ||
| Pobre Chloe, a nerd de personalidade agressiva está passando o Inferno com o seu chefe 'burrocrata' da CTU em Nova York. O Sr. Hastings não conhece a moça há oito anos como nós; nem imagina o pensamento rápido e sempre adiantado que a experiência de trabalhar ao lado (no telefone, nas câmeras de seguranças, na frente do computador) de Jack Bauer lhe trouxe ao longo das temporadas/dias. Suas certeiras suspeitas sobre a atentado contra o presidente Hassan não são levadas em conta e Chloe está cada vez mais perto de perder o emprego. Enquanto isso, o plano de Davros prossegue, com o vilão se infiltrando como policial durante a conferência na ONU. Jack está em apuros quando dois policiais o mantém refém por suspeita de assassinar um colega policial (morto por Davros, claro). Chega a dar pena do policial linha dura que resolve dar umas porradas em Jack; imagine reencontrar com ele depois dessa?! O policial vai perder todos os dentes da boca por esse erro. Chloe e Jack, óbvio, estavam corretos e logo que descobrem o plano de Davros recorrem aa agente Cole para impedir o atentado contra o presidente Hassan (passando por cima do chefe Hastings). E boom! Carros voam alto e o relógio bate as sete da noite. Meu desejo se realizou? | |||||
| 04 | "7:00 p.m. – 8:00 p.m." | 18 janeiro | 06 abril | ||
| Não, meu desejo não se realizou. Não adianta torcer pelo bandido nesta série; mesmo atrás dos traços de um ótimo ator, o primeiro vilão não viveu para ver a oitava hora deste dia maluco na vida de Jack Bauer. Logo a CTU descobre que a máfia russa está envolvida no transação de urânio enriquecido para o irmão de Hassan (em uma clara inspiração em Senhores do Crime) e imediatamente entra em contato com uma velha conhecida nossa. Sim, Renee Walker está de volta; e meu amigo, devo dizer, a mulher está piradinha. No final da temporada passada, Renee perdeu Larry Moss (Jeffrey Nordling, que virou um dono-de-casa desesperado este ano), passou vinte e quatro horas ao lado de Bauer; tornou-se muito mais agressiva e fechou o dia indicando que interrogaria o vilão com toda força. Descobrimos nesta hora que o interrogatório custou o seu emprego no FBI e que Renee teve um colapso em seguida (tentou se matar, cortando os pulsos). Neste intervalo de tempo - entre temporadas -, Renee nunca retornou as ligações de Jack; mostrando que a relação do casal (ah, eles são perfeitos um para o outro!) está longe de acontecer. Que tal algumas horas para discutir a relação (bater um d.r., como preferir); pois Renee é a ex-agente com o melhor histórico trabalhando infiltrada na máfia russa. Jack, tentando protegê-la, diz para quem quiser ouvir que Renee não deveria se envolver nesta investigação. O que acontece em seguida: ninguém dá ouvidos para Jack e Renee 'Cuco' Walker demonstra o nível do seu desequilíbrio; colocando em risco toda a operação ao deixar o seu contato na máfia russa maneta. Jack deveria pedir a mão (ops) de Renee em casamento!
Do lado da CTU; o presidente Hassan agradece os agentes por salvar a sua vida e encontra a réporter-amante no prédio. Já Chloe recebe um sinal de reconhecimento do seu chefe (o boboca Hastings) enquanto Dana Walsh/Jenny Scott continua sendo pressionada pelo seu antigo parceiro; como é que a moça conseguiu entrar na CTU com uma identidade forjada ainda me intriga! Do lado da máfia russa, o Godfather da vez é um tal de Bazhaev, que detém os componentes nucleares e está disposto a ganhar uma fortuna com eles. O sujeito demostra ser linha dura; não parece se importar com o seu filho mais novo, exposto à radiação. E para a minha surpresa quem interpreta o filho mais velho do 'chefão' é David Anders (como disse hoje mesmo nos comentários do episódio de Heroes: he is 'oh so cute'). Será que com este time o irmão de Hassan vai continuar vivo por muito mais tempo? Qual será a proporção dos seus planos; um ataque nuclear? |
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| 05 | "8:00 p.m. – 9:00 p.m." | 25 janeiro | 13 abril | ||
| Quanto vale o seu polegar esquerdo? Dois, três milhões de dólares? Não está bom o suficiente para você? Para Ziya, aquele contato da Renee-disfarçada, a quantia é uma boa razão para perdoar a moça por ter cortado o seu dedo (eu juro ter visto a mão inteira do sujeito ser cortada fora no episódio anterior, mas estava claramente errado). A infiltração da Renee-maluquete na gangue de Vlad (com quem Renee-disfarçada teve um passado violento no passado) é a melhor coisa no episódio; a personagem mudou bastante da temporada passada e está realmente com atitudes quase suicidas. As demais narrativas deste episódio, porém, não despertam o menor interesse. Fico preocupado que o restante da temporada desenvolva estas histórias até o fim. Podemos tentar adivinhar alguns desdobramentos dessas tramas: o ex de Dana Walsh (Jenny Scott) vai fazê-la refém de suas ameaças e revelar toda a verdade para Cole; o apaixonado geek da CTU vai salvar Dana; o médico que está tratando o filho do godfather russo vai escapar do consultório e entregar a máfia (e o seu envolvimento com o material nuclear) para a CTU ou diretamente para Jack Bauer. O que me intriga no entanto é saber se Renee vai sobreviver a este dia de trabalho, e se ela e Jack vão 'se entender' até lá! E você, o que acha? | |||||
| 06 | "9:00 p.m. – 10:00 p.m." | 01 fevereiro | 20 abril | ||
| Nada muito importante acontece nesta hora. Desse jeito, os produtores poderiam fazer a próxima temporada em meio dia; "os eventos a seguir ocorrem em tempo real, mas apenas nas horas pares, quando as coisas bacanas realmente acontecem". Assim, poderíamos nos livrar dos momentos em que a presidente Taylor informa que "precisa ganhar tempo", ou perder tanto tempo na ida e vinda da máfia russa (por que não mataram simplesmente o filho mais novo logo?), ou ainda economizar nas cantadas nojentas do nerd da CTU em cima de Dana. O episódio pouco acrescenta no desenvolvimento da temporada e sinto que a trama está me decepcionando mais do que gostaria. A história de Dana Walsh / Jenny Scott parece fadada ao fracasso: eu simplesmente não me importo com a moça. Sinto falta do Tony Almeida. Sinto falta de vilões bem cruéis e de tramas conspiratórias. Cadê a ação nesta série? | |||||
| 07 | "10:00 p.m. – 11:00 p.m." | 08 fevereiro | 27 abril | ||
| Problemas. Sinal de alerta! Esta temporada de 24 Horas parece destinada ao fracasso: personagens secundários desinteressantes ocupam muito tempo de tela, falta ação e tensão nas cenas, a trama avança muito pouco a cada hora e as motivações não são nem minimamente críveis. Para ser justo, há uma certa progressão nesta hora (se comparada ao episódio anterior): vemos o roubo dos 'amigos' de Dana (daquela história do passado de Dana/Jenny que ninguém se importa); acompanhamos o presidente Hassan mandando prender todos os seus subordinados (de certo, ele endoidou!) e assistimos a operação de Jack e Renee chegar ao fim com Vladimir e seus capangas mortos. Infelizmente todas as cenas são desprovidas de emoção (ou adrenalina), e nada nos prende a esta trama ridícula que se apresenta nesta temporada. Há uma esperança, porém: a hora termina com Jack sendo levado pelos russos que detém os cilindros nucleares, enquanto Renee fica com a CTU. Talvez seja o momento de um novo recomeço para a temporada. | |||||
| 08 | "11:00 p.m. – 12:00 a.m." | 15 fevereiro | 04 maio | ||
| Com tantos altos e baixos em uma hora, não saberia dizer se há mais erros ou acertos neste episódio. Está sendo impossível acompanhar algumas narrativas desta temporada; sendo aquela que coloca Dana Walsh/Jenny Scott lidando com o seu ex-parceiro Kevin a pior de todas as histórias. Aqui, revela-se o óbvio; que Kevin não vai deixar de procurar Dana quando precisar de mais dinheiro. Arlo, o geniozinho da computação da CTU pega Dana no pulo e informa o que sabe sobre o seu envolvimento com Kevin, fazendo Dana quase confessar o crime para o seu noivo Cole. O "quase" é que um problema: quando a trama parece que vai avançar significativamente, algo interrompe a ação e deixa o assunto sem resolução. Então, Dana decide resolver o assunto sozinha e segue Kevin "armada e perigosa"; quer saber, Dana, mate logo o sujeito e pague o seu tempo de cadeia, eu simplesmente não me importo contigo. O que eu espero sim é que Cole e Arlo se entendam; vai dizer, eles não se merecem?! Ainda sobre as narrativas ruins da temporada, o presidente Hassan continua pirando na batatinha, acusando Deus e o mundo de perseguição e complô. A próxima vítima deverá ser sua própria filha, que tenta defender o namorado da paranóia do pai. Por que mesmo estamos acompanhando esta tragédia islâmica?! Ah sim, devido um acordo de paz entre este país e os Estados Unidos. Pobre presidente Taylor, que ficou com uma história muito sem graça nesta temporada. Mas nem tudo é ruim neste episódio. Após sofrer minutos de tortura dos russos, Jack - que estava claramente equivocado em seu disfarce de comprador de material nuclear - consegue se libertar e fazer toda a máfia refém de sua ira. Com o mandante da operação em suas mãos, Jack consegue localicar os caminhões que transportavam os cilindros nucleares; mas antes que a CTU possa chegar ao local, Josef (o filho mais velho do mafioso) já havia roubado o material (e passado a perna no seu próprio pai). Sei que este final pode ter decepcionado muitas pessoas - que queriam ver o fim da missão russa logo -, mas gosto bastante do ator David Anders (que vive Josef) e acho que ele pode ser um bom vilão para as próximas horas da série. Ou seja, a hora começou mal, mas terminou deixando esperanças para a temporada. |
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| 09 | "12:00 a.m. – 1:00 a.m." | 22 fevereiro | 11 maio | ||
| Oba! Pode não ser a melhor hora da temporada, mas pelo tivemos uma resolução para a trama Dana Walsh/Jenny Scott e seus exploradores. A presença de Cole 'Prinze, Jr.' na história não foi lá muito brilhante - o agente impediu que Dana resolvesse o assunto com suas próprias 'balas' e ainda tentou dar uma de macho-alfa sobre os bandidos pé-de-chinelo - mas a narrativa valeu pelo confronto de Kevin e seu parceiro-traíra, que matou o amigo a sangue frio e partiu para cima do 'casal-CTU'. No seu último suspiro, Kevin foi capaz de avisar Jenny sobre a ameaça do seu próprio parceiro, salvando a vida da moça e do seu noivo-agente. Dana/Jenny mostrou-se agradecida ao moribundo Kevin sob os olhares atentos de Cole; nesta que foi a melhor cena desta trama terrível. Será que os personagens vão ganhar uma história melhor agora? Jack volta para CTU para renegociar sua participação na operação em troca do perdão de Renee, naquela conversa-clichê típica de todas as temporadas de 24 Horas. Enquanto isso, os cilindros nucleares passam de mão em mão, ficando quase impossível para nós e a CTU rastrear o seu paradeiro (quem são aqueles sujeitos?). Fiquei bastante decepcionado com a morte de Josef logo nos primeiros segundos desta hora; era a promessa de um vilão melhor, mais interessante. Mas de fato quem mais me incomodou neste episódio foi o chefe molenga da CTU; sem pulso e sem caráter, incapaz de pedir - com clareza - ajuda a Jack Bauer. Logo, parece que Hastings deverá assumir a responsabilidade pelo fracasso da operação, liberando Renee das acusações. Demorou! Deixem Jack trabalhar à sua maneira. |
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| 10 | "1:00 a.m. – 2:00 a.m." | 01 março | 18 maio | ||
| Essa temporada é qualquer coisa e não é nada; entre personagens desinteressantes e tramas mal-elaboradas, o que se sobressai deste episódio meia-boca é a estranha presença do agente Owen. Iniciante na carreira, com mais medo do que gato antes de tomar banho, o agente é obrigado a participar da operação ao lado de Jack Bauer (isso deve ser intimidante até para o James Bond!); a saber, uma emboscada com o corpo do terrorista/irmão do presidente estrangeiro Farhad para pegar os envolvidos no plano de explodir uma bomba nuclear. De guarda de uma das portas do hospital, Owen recebe a visita do homem-bomba que deverá garantir que o morto não abra sua boca para os federais; levando o terrorista Marcos até o quarto de Farhad. A resolução é óbvia: Chloe desativa remotamente o explosivo enquanto Bauer invade o local. Como todo bom terrorista, Marcos se joga da janela e se esconde dentro de uma (err..) cápsula de pressão (!). A hora termina não muito diante desse ponto; infelizmente, Marcos desligou o sistema de comunicação da cápsula e Bauer não poderá ver o terrorista explodindo ali dentro. Em outro ponto da cidade, Dana 'cabelos-no-ombro' e Cole 'Prinze, Jr.' dão um fim aos corpos do ex-namoradinho da moça e seu capanga; pelo olhar de Dana/Jenny a ação não deve ficar em segredo nas próximas horas (e eu torcendo para que a trama acabasse logo!). As pessoas erradas morreram nesta temporada, enquanto outras nem deveriam ter nascido. Já estou torcendo para ver a Renee-maluquinha de volta à ativa! | |||||
| 11 | "2:00 a.m. – 3:00 a.m." | 08 março | 25 maio | ||
| De repente fico com a impressão que a temporada pode melhorar daqui em diante. Talvez seja uma sensação sem motivo, já que há mais problemas do que acertos na trama desse dia na vida de Jack Bauer. Acontece que a pior narrativa dessa temporada começou a me conquistar neste episódio; a história da família Hassan ganhou novos contornos com a revelação que Tarin - o ex-chefe de segurança do presidente estrangeiro e amante de sua filha Kalya - é mesmo um co-conspirador envolvido no plano terrorista, que ameaça o acordo de paz entre os dois países. Parece pouco, mas o bom dessa revelação é que deixamos de odiar tanto o presidente Omar Hassan; afinal, ele não estava tão paranóico assim! Bauer lida com o homem-bomba preso na câmera de oxigênio, colocando o garoto frente-a-frente com sua mãe. A tentativa de conseguir pistas com Marcos é bastante tensa (nada como um relógio preso a explosivos para aumentar a tensão!), e o cenário entrega pelo menos um bom momento dramático entre mãe e filho. Mas o melhor do episódio é mesmo Jack, que mostra o seu lado cruel ao negociar com Marcos a sua rendição: caso não se entregue, Jack deixará a mãe do garoto na área da explosão nuclear. A expressão de gângster mafioso no rosto de Bauer vale o episódio. Menos interessante continua a lenga-lenga entre Dana e Cole (Scooby Scooby Doo) após o assassinato de Kevin; agora é um tal de Prady, do departamento de correções que busca o paradeiro de Kevin e que rastreou as ligações do sujeito para Dana. A discussão entre os agentes é chatíssima e parece interminável. Por outro lado, o oficial com cara de poucos amigos é interpretado pelo excelente Stephen Root (do filme Como Enlouquecer Seu Chefe); ou seja, ainda resta alguma esperança para esta narrativa. E se Prady fosse na verdade mais um parceiro de Kevin, disposto a ameaçar Dana? |
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| 12 | "3:00 a.m. – 4:00 a.m." | 15 março | 01 junho | ||
| Em toda temporada de 24 Horas sempre há alguma ação por parte dos personagens que não faz o menor sentido para nós espectadores; pura enrolação da trama ou, por uma perspectiva mais realista, um mecanismo pobre dos roteiristas para ocupar o dia de Jack Bauer. Aqui, é o caso do sequestro da filha do presidente Hassan, servindo de disfarce para o plano de explodir a CTU. Ora, analisando em retroação, as motivações não são críveis. Se Tarin estava disposto a se matar no primeiro episódio para cumprir o plano de assassinato de Omar, não seria mais fácil e rápido ele mesmo adentrar na CTU com a bomba de EMP (pulso eletromagnético), enquanto ainda tinha a confiança do presidente? Mas tudo bem. Ainda que levante nossas desconfianças sobre a progressão da trama, o episódio funciona muito bem e corrige o ritmo dessa temporada. Primeiro porque a narrativa do drama de Dana Walsh finalmente está ficando interessante com a presença de Prady (bastante esperto e ameaçador, lendo todas as reações de Dana). Segundo porque algumas revelações sobre o passado do presidente Hassan evidenciam uma maior complexidade ideológica da sua presença no território americano. E por fim, claro, porque é sempre interessante ver a segurança do país ser enfraquecida por conta de um atentado terrorista. Com a detonação da bomba de EMP na CTU, a ameaça de um ataque nuclear se torna mais próxima e mais provável. Conseguirá Dana se beneficiar desse ataque da CTU e se livrar das acusações? E por onde anda Renee? No fundo, meu único desejo é que Chloe esteja bem. |
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| 13 | "4:00 a.m. – 5:00 a.m." | 22 março | 08 junho | ||
| De certa forma, essa hora corresponde a todas as nossas vontades e desejos para um bom episódio de 24 Horas: há um incessante tiroteio entre os agentes da CTU e os terroristas, Chloe prova a sua habilidade técnica e sua preocupação com Jack, e nos minutos finais uma grande reviravolta na história nos faz questionar todos os acontecimentos passados na temporada. O problema está - como no episódio anterior - na pouca credibilidade dessa reviravolta em relação aos episódios anteriores. A minha crença era de que Dana, neste episódio, estava trabalhando com o agente da NSA para apagar todos arquivos dos servidores da CTU e assim limpar qualquer vestígio de sua operação ilegal com Kevin. Essa atitude justificaria a resistência de Dana contra a ação de Chloe, que decide forçar uma conexão no servidor para que os equipamentos voltem a funcionar rapidamente. O desfecho, porém, apresenta algo inusitado e ainda mais improvável. Se o desenvolvimento da história dessa temporada já está prejudicado, pelo menos podemos nos contentar com as ótimas cenas de ação envolvendo Jack na caça dos terroristas. Enquanto todo o sistema de comunicação da CTU está fora do ar, Jack e sua equipe precisa enfrentar às escuras o grupo terrorista; ocasionando mortes e lançando Jack em um movimento suicida. Quem aparece para salvar a hora é Renee - informada por Chloe sobre a situação -, que chega para resgatar Jack nos minutos decisivos da operação. É muito bom ver a moça de volta à ação; se não por menos, a temporada enfraqueceu bastante desde sua partida. Fica a promessa de ver Jack e Renee trabalhando juntos novamente, e com eles reside a esperança de melhora para esta temporada. |
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| 14 | "5:00 a.m. – 6:00 a.m." | 29 março | 15 junho | ||
| Agora é oficial: esta é a última temporada de 24 Horas. Depois de um mês de negociações entre produtores, canal FOX e inclusive a NBC (que considerou resgatar a série em sua grade de programação), o relógio vai parar no final deste dia. Talvez o sentimento de despedida tenha me atingido mais do que esperava, já que por todo momento dessa hora pensava sobre as qualidades da série, naquilo que ela vai deixar saudades e nas suas marcas revolucionárias para a televisão norte-americana. O ponto que mais chama a atenção neste episódio é a conspiração que se forma dentro do governo americano após Samir - o terrorista da vez - ameaçar explodir uma bomba em Manhattan caso o presidente Hassan não seja entregue para o seu grupo. É uma trama clássica da série, envolta de muita paranóia e suspense, mas também improvável e implausível. Neste caso, a intriga entre a presidente Taylor (ao lado de Ethan Kanin) e o militar General Brucker (que encontra um aliado em Rob Weiss) tem origem em filosofias distintas, em maneiras diferentes de enxergar a prática política. Essa discussão rende uma das melhores cenas dramáticas da temporada, com o discurso da presidente Taylor justificando sua postura perante a ameaça terrorista. A retórica fica interessante com argumentações bem fundamentadas, ainda que clichês e usadas à exaustão na série. De qualquer forma, é essa conspiração que prepara o terreno da grande cena de ação que ocupa a maior parte da segunda metade do episódio, com Jack e Renee protegendo o presidente Hassan dos agentes especiais do governo que tentam forjar um sequestro. Jack descobre todo o plano, mas tem menos de 15 minutos para decidir o que fazer sobre a ameaça terrorista. Será que o presidente Hassan vai se entregar para evitar a explosão da bomba no meio de Nova York? Será que Tarin vai mesmo se sacrificar pela causa? Chloe vai descobrir as atidades terroristas de Dana? |
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| 15 | "6:00 a.m. – 7:00 a.m." | 05 abril | 22 junho | ||
| A hora é um amontoado de clichês da série: a ameaça de explosão de uma bomba, a participação de um traidor dentro da CTU até a fuga dos terroristas usando disfarces e pistas falsas. Ainda que não entregue nada original, o episódio é mais movimentado que as horas anteriores e imprime um ritmo mais eletrizante para o desenvolvimento da trama dessa temporada. Após o presidente Hassan se entregar para os terroristas e evitar a explosão da bomba no meio de Nova York, Jack Bauer lidera a equipe que deverá resgatá-lo, cumprindo as ordens da presidente Taylor. Da CTU, Dana está comprometendo cada vez mais seu disfarce tentando ajudar a fuga dos terroristas com o presidente Hassan. A personagem - a pior coisa dessa temporada e portanto responsável pelo cancelamento da série - começa a levantar suspeitas entre os colegas, principalmente para Chloe e Arlo. Em uma das cenas, Dana considera enforcar seu ajudante; a ação tenta enfatizar o modus operandi da personagem, mas falta emoção em toda a construção e a analogia não funciona (ainda bem que o crime não aconteceu, seria uma cópia fraca de tramas anteriores). Com o fracasso do resgate de Hassan, Bauer percebe que alguém dentro da CTU está informando aos terroristas sobre detalhes das operações. Para descobrir a identidade da informante, Jack coloca as duas únicas pessoas que confia completamente a par dos acontecimentos: Chloe e Renee. Qual será a reação de Cole quando descobrir as atividades da sua noiva? |
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| 16 | "7:00 a.m. – 8:00 a.m." | 05 abril | 29 junho | ||
| Parece um final de temporada, mas não é. Se a trama desse dia na vida de Jack Bauer era centrada no acordo de paz entre a presidente Taylor e o presidente Hassan, podemos dizer com segurança que a história acabou neste episódio. O que resta contar nas próximas oito horas? Poderá surgir uma nova ameaça - mais interessante - para terminar a série com louvor? Podemos esperar uma reviravolta na história ou os episódios seguintes vão tratar dos julgamentos dos terroristas? Claro que há narrativas que precisam ser resolvidas (Dana, Cole, Samir), mas parece que nenhuma delas terá ação digna da participação de Bauer e companhia. Este episódio fica entre os melhores da temporada, principalmente pela abertura com Dana atirando contra os colegas da CTU e pela tensa sequência final com o fracasso da operação de Bauer. No caso de Dana, a revelação de suas atividades ao lado dos terroristas é recebida com choque pelos seus colegas de trabalho. Cole passa rapidamente da confusão para a raiva, sendo responsável pelo aprisionamento da moça ainda no estacionamento da CTU. A melhor troca de diálogo ocorre entre Arlo e Chloe, quando o rapaz se diz inconformado de trabalhar anos ao lado de Dana sem nunca desconfiar de nada, no que Chloe responde que ela mesma não duvidara de Dana no primeiro dia de trabalho. Com as informações obtidas com Dana/Jenny, a CTU descobre a localização de Samir, onde o terrorista mantém refém o presidente Hassan. Bauer lidera mais uma vez a equipe de resgate, contando com a ajuda de Renee e Cole. Se o histórico da série serve como aprendizado, podemos sentir de antemão que algo deverá sair muito real nesta operação. Minha aposta era de que Renee não sairia do local com vida; algo que ficou muito próximo de acontecer quando descobrimos uma terrorista disfarçada no prédio. Mas a surpresa era outra; quando Bauer invade o aposento dos terroristas, descobrimos que a transmissão do vídeo - com o presidente Hassan sendo julgado pelos supostos crimes contra o seu país - foi previamente gravada. A pergunta que faço é: por que Jack não interrompeu a transmissão? Não seria essa uma demonstração maior de respeito do que segurar a cabeça do presidente Hassan?
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| 17 | "8:00 a.m. – 9:00 a.m." | 12 abril | 06 julho | ||
| Com o fim do presidente Hassan, parecia que o tal acordo de paz da presidente Taylor tinha ido por água abaixo. E com ele, o episódio anterior parecia encerrar trama da temporada. É interessante portanto como esta hora começa sem muitas perspectivas pela frente e termina de forma tão chocante e surpreendente. E mais uma vez, a hora fecha com o relógio rolando em silêncio, pela morte de mais uma personagem. A série aposta neste episódio mais no drama do que na ação, colocando em debate os acontecimentos passados e preparando as soluções para as próximas horas. A tensão passa das operações de campo para os diálogos espertos entre os personagens. Primeiro, através da substituição da chefia da CTU, com Hastings entregando o posto para Chloe; para a alegria de todos os fãs, a moça finalmente chega ao cargo máximo sem deixar de lado sua personalidade inquieta. Segundo, a presidente Taylor passa por mais um momento de crise no governo enquanto lida com a morte de Hassan; o confronto de Allison com o governo russo - que recusa a assinar o acordo de paz com Dalia no comando do país islâmico - faz a presidente dos EUA se aliar a ninguém menos do que Charles Logan. A cena em que os dois discutem seus interesses no acordo de paz é puro ouro, um show de atuação. Não sabemos quais são as reais motivações de Logan, se ele é confiável ou não; será que a série vai entregar para o ex-presidente o papel de grande vilão? De uma forma ou de outra, a presença de Logan aumenta as expectativas para o final da temporada; é um excelente personagem, cheio de defeitos e formado por dúvidas. Se todas essas informações já são suficientes para fazer deste um episódio histórico de 24 Horas, a hora termina com Bauer ensanguentado no hospital ao lado do corpo de Renee; vítima de um atirador que trabalha para os russos. A idéia de ver Bauer perdendo mais uma pessoa pode não parecer muito nova, mas faz todo o sentido para a progressão da trama. Afinal, Renee usou no começo da temporada o seu disfarce na máfia russa para obter informações sobre os cilindros nucleares, nada mais justo - do ponto de vista 'inimigo' - eliminar a moça da jogada. Mas desde o momento em que o atirador se prepara para executar a sua missão, ficamos torcendo para que algo dê errado; Renee foi uma personagem que nos conquistou à força na temporada passada e sua morte é recebida com muito lamento. Qual será a reação de Jack contra os responsáveis? Os russos podem esperar muita violência e tortura como resposta? E como será a CTU no comando de Chloe, eficiência cem por cento? E Logan, está fazendo papel de bandido ou de mocinho? Qual é o acordo que ele mantém com os russos? Podemos aguardar por um excelente final de temporada? |
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| 18 | "9:00 a.m. – 10:00 a.m." | 19 abril | 13 julho | ||
Madame Presidente, com todo respeito, quem a senhora acha que é para questionar o julgamento do Deus Jack Bauer? Do alto do que antes era a 'sala do Sr. Hastings', Bauer acompanha os pesados passos da presidente Taylor até a sala do confessionário, sabendo que aquela conversa irá contra tudo aquilo que ambos consideram como certo. O confronto de Bauer e Alisson (e Chloe!) é o ápice de um episódio marcado pela retórica e por ótimas interpretações. A presidente Taylor é convencida por Logan (ele ainda demonstra em um misto de calculismo e perturbação das suas participações no governo) sobre o que fazer a respeito do governo russo; em vez de usar as informações para desmascarar a sujeira no outro governo, decidem por fazer deste conhecimento uma ameaça para que ocorra a assinatura do acordo de paz. Algo muito estranho ocorre com a presidente Taylor ao se deixar convencer por Logan; a decisão não é coerente com sua postura política e soa inverossímil. Será que a presidente percebe um cenário maior e esconde algum plano? É inconcebível ela preterir o discurso de Logan em detrimento do correto Ethan. Mas, ainda mais importante, como ela pode pedir uma concessão dessa magnitude para Jack Bauer? A visita de Taylor ao centro anti-terrorista é interessante, se não por menos permite que Chloe e Alisson finalmente se conheçam. O pedido oficial é que Dana não seja mais interrogada sobre as atividades do governo russo na conspiração que matou o presidente Hassan. Mas também, Alisson pede o afastamente e a contenção de Bauer até a assinatura do acordo de paz. Eles discutem: ele quer justiça, ela quer a paz.
Antes de ser levado, porém, Jack consegue dominar os agentes e roubar o helicóptero da unidade. Será que Chloe vai facilitar a sua fuga e colocar em risco o seu próprio trabalho como diretora temporária da CTU? E Jack, para onde ele vai e como ele vai fazer justiça com as próprias mãos? É possível encontrarmos antigos personagens? |
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| 19 | "10:00 a.m. – 11:00 a.m." | 26 abril | 20 julho | ||
| É inacreditável como a presidente Taylor muda de opinião a cada meia-hora, dependendo de quem está ao seu lado. Chega a ser irritante. Se a tomada de consciência de Alisson parecia fazer um certo sentido quando ela descobriu que Bauer fugira da CTU com o helicóptero; a decisão seguinte de manter a assinatura do acordo de paz, após conversar com Logan dá vontade de socar a tv. Parece um repeteco do conflito do episódio anterior, mas com menos intensidade por parte dos atores (que não fazem cenas tão bonitas - dramaticamente - de assistir). A presidente Taylor encontrou o lobo mau na floresta e possivelmente não vai sair dessa ilesa; Ethan pede demissão sugerindo que não há espaço nesta administração para ele e Logan. Vendo-o partir, não dá vontade de fazer o mesmo? Enquanto as cenas envolvendo a presidente não funcionam e chateiam; a diversão fica por conta do confronto de Jack e Chloe. A dinâmica entre os dois personagens aqui - tão amigos e obrigados a ficar de lados opostos da lei - é algo que qualquer fã sempre gostaria de ver: "Você está me ameaçando?" A maneira como Jack descobre que Chloe não está sendo sincera sobre as informações e descobre a emboscada para lhe capturar é fascinante (o que exatamente ela disse que entregou o plano?). A narrativa apresenta ainda um momento emocionante quando Jack faz Cole se render e despistar Chloe com uma notificação de que o plano deu certo: a conversa do telefone mostra o carinho deles por Jack. Ainda assim, falta ação ao episódio. Fica a impressão que não há mais histórias para contar; qual é a tensão? qual é a ameaça? Jack quer provas para incriminar os russos, mas neste ponto sabemos que o acordo de paz não vai acontecer; e mesmo se acontecer, não vai funcionar de qualquer jeito (como Alisson - e os roteiristas - não perceberam isso?). |
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| 20 | "11:00 a.m. – 12:00 p.m." | 03 maio | 27 julho | ||
| Dana Walsh pode ser uma personagem irritante e possivelmente uma das vilãs mais sem-graça de toda a história a série, mas temos que reconhecer que a atriz que a interpreta faz aqui um trabalho fantástico. Sem entregar o que é desvirtuamento, desespero ou planejamento em suas ações, se Dana tem um plano ou se reage conforme as situações, a personagem nos leva às mais diferentes direções. Será que Dana tem razão quando diz que Jack só quer vingança, que o seu desejo é ter uma lista de pessoas para matar e não fazer justiça sobre o plano de assassinato do presidente Hassan? Parece que a moça conhece mais sobre o protagonista do que nós, já que na cena final do episódio Jack surpreende com uma vingança fria e irredutível contra Dana; não há nada mais que ela possa fazer por ele, a não ser, claro, cair morta. É Jack, então, quem responde pela personagem, mostrando que Dana sempre fora mais esperta do parecia. Mas será que há alguma evidência no cartão de memória para incriminar os russos? Se sim, terá dito ela a verdade sobre o seu sentimento por Cole? O agente Ortiz pode não ser um personagem tão irritante quanto Dana, e sua participação ao longo da temporada é até certo ponto agradável (lembra quando ele correu atrás da noiva no estacionamento da CTU?). Mas o ator Freddie (Scooby-Doo) Prinze Jr. é fraquinho demais para trabalhar ao lado de Bauer/Sutherland. Em uma cena memorável (de tão ruim), o agente se coloca na mira da arma de Bauer e diz que "não pode fazer isso" (ameaçar Dana a entregar as provas). O ator curva a cabeça pra frente e força a respiração, procurando enfatizar um conflito emocional que o personagem mantém com a noiva revelada agente dupla. Bauer/Sutherland desvia o olhar, com quem demonstra pena pelo parceiro. O episódio é movimentado o bastante para prender a atenção e nos manter empolgados com o final da temporada (e da série). Jack parece seguir um caminho acima da lei, em que seu julgamento dos fatos é sempre melhor e mais apurado do que todo o sistema legal, mas será que ele conseguirá manter uma atitude justa e incriminar os responsáveis sem se comprometer? E Chloe; o poder subiu à sua cabeça ou a amizade com Jack ainda está acima do bem e do mal? |
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| 21 | "12:00 p.m. – 1:00 p.m." | 10 maio | 03 agosto | ||
| A hora responde com muito vigor as dúvidas que tínhamos sobre as motivações dos personagens; de Jack ao ex-presidente Logan, todos revelam seus objetivos neste episódio. No caso do protagonista, a perseguição contra os responsáveis pela morte de Renee apresenta requintes de vingança, em detrimento ao sentimento de justiça pelo assassinato do presidente Hassan. Após preparar uma armadilha para os agentes russos, Bauer consegue capturar Pavel, aquele que puxou o gatilho contra a agente Walker. Pobre sujeito! Pavel é torturado até a morte por Bauer, sem entregar qualquer nome dos mandantes do crime. Acho que as ações de Jack conduzem para revelar a farsa montada pelo governo, principalmente com o envolvimento da jornalista Reed no processo, mas aqui as cenas de tortura com Pavel são tão brutais que não deixam dúvidas sobre o desejo de vingança de Bauer. Deduzindo que Pavel havia engolido o cartão SIM do celular, Jack decide abrir o estômago do sujeito para recuperar os dados sobre as últimas ligações realizadas pelo agente russo. Assim, Jack realiza mais um ato de pura crueldade, mas também descobre que o ex-presidente Logan está envolvido na farsa e na morte de sua amada Renee Walker. Para Logan, a hora representa um grande equívoco da sua parte ao se adiantar em relação ao pronunciamento oficial da sua participação nas negociações de paz. Logan pressiona a presidente Taylor para fazer logo o anúncio do seu envolvimento neste que deveria ser um dia histórico para a política norte-americana, mas o ex-presidente erra ao confiar demais na capacidade de Pillar em capturar Jack Bauer. Logan deveria saber do que Jack é capaz! A atitude de adiantar o pronunciamento oficial mostra sobretudo o desespero de Logan de limpar a sua imagem pública; não é necessariamente um vilão, mas antes disso um sujeito perdido e traumatizado pelo seu passado corrupto. Logan decide continuar com o plano mesmo quando aconselhado por Pillar a se distanciar das negociações, afinal Jack já está em posse da evidência para incriminar os russos sobre o assassinato de Hassan e agora tem também indícios claros do envolvimento de Logan na operação. Quem serão os aliados de Jack? Chloe e Arlo vão conseguir entrar em contato com Jack logo? A presidente Taylor vai revelar o que sabe no encontro da ONU? E o que vai acontecer com ex-presidente Logan neste final de temporada quando ele estiver cara-a-cara com Jack Bauer? |
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| 22 | "1:00 p.m. – 2:00 p.m." | 17 maio | 10 agosto | ||
Isto sim que é diversão! A oitava temporada será lembrada pelos eventos que ocorrem nesta hora; da sequência em que Bauer, vestido com uma incrível armadura, captura o ex-presidente Logan em uma emboscada. A cena é tão improvável quanto genial. Além da tensão e da adrenalina, não falta bom humor na condução da narrativa: de dentro do carro, Logan segue em um crescente pavor assumindo que o mascarado que se aproxima é mesmo Jack Bauer. Pelo tamanho do desespero, pode-se imaginar que Logan não vai esconder qualquer informação de Bauer; também pudera, o ex-presidente soube como Bauer torturou e estripou o agente russo Pavel para conseguir as pistas que queria. Capturado, Logan entrega o nome do delegado russo Novakovich como o responsável por chefiar e comandar a operação que matou o presidente Hassan e, mais importante, a agente Renee Walker. Jack não mata Logan; em vez disso, deixa-o inconsciente e com um microfone implantado na camisa, apenas para ele ser resgato por Pillar e para Jack descobrir o envolvimento do presidente russo Yuri Suvarov nos ataques. A ação é realmente envolvente neste episódio. A matança dos agentes russos por Jack Bauer compensa qualquer desenvolvimento mais fraco das tramas com a presidente Taylor ou com Dalia e sua filha. O acordo de paz pode ser o motivo de todas as operações para este dia, mas com certeza é o que menos importa para nós. Felizmente, as outras narrativas conseguem acompanhar o ritmo de Bauer. Chloe e a jornalista Meredith Reed comandam as histórias paralelas com a mesma sensação de perigo iminente e de senso de justiça que a narrativa de Bauer. Cole pode estar certo: talvez revelar a farsa seja o objetivo em comum, mas Chloe não esconde o desejo de proteger seu amigo de longa data. Podemos esperar que Jack seja encurralado por agentes federais? Conseguirá entregar as evidências e expor a farsa? Ele sobrevive, certo? Mas e os outros personagens? Quem corre perigo e quem deve ser punido pelos crimes? O final da série nos aguarda!
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| 23 | "2:00 p.m. – 3:00 p.m." | 24 maio | 17 agosto | ||
| A presidente Taylor perdeu a última chance de fazer a coisa certa em relação ao envolvimento do governo russo no assassinato de Omar Hassan: Dalia descobriu toda a verdade sobre o plano a partir da acusação feita pela jornalista Meredith Reed. O confronto de Alisson e Dalia marca o momento de maior tensão nesta penúltima hora que prepara o terreno para o final de temporada. A presidente dos Estados Unidos se revela uma hipócrita sem caráter ao ameaçar com uma retaliação militar o país de Dalia caso ela não assine o acordo de paz. É uma exigência dura da presidente para conseguir o seu desejado acordo, sem perceber que nada significa essa assinatura depois de tudo o que já aconteceu. Qual é a validade de um acordo de paz feito com tanto derramamento de sangue? Jack Bauer, o vigilante da justiça e atual fora-da-lei, é a última esperança para honrar o nome de Omar Hassan. Conseguirá ele interromper a assinatura do acordo e prender os responsáveis? A presidente Taylor será julgada pelos seus crimes? Quem assumirá a presidência no seu lugar? E Logan, sobreviverá à mira de Jack Bauer? | |||||
| 24 | "3:00 p.m. – 4:00 p.m." | 24 maio | 24 agosto | ||
| A tensão corre solta no series finale e é difícil controlar as emoções nesta despedida de Jack Bauer. Claro que o anúncio de uma produção de longa-metragem com o personagem acalma o nervosismo; essa não será a última vez que vamos ver Bauer ou Chloe. Mesmo assim, essa é a hora derradeira do personagem no formato televisivo, onde a série fez fama como um produto diferenciado, inovando os processos narrativos e aproveitando como nunca a linguagem do vídeo. Foi definitivamente um marco para o meio tanto em forma quanto em conteúdo; a série sobre agência contra-terrorista já estava com a estréia agendada quando aconteceu o atentado do dia 11 de setembro de 2001 nos EUA. O final recupera a memória da série sem parecer piegas através do vídeo que Jack deixa gravado exigindo que a justiça seja feita apesar das demandas políticas. Enquanto Jack mantém Logan na mira da sua arma, Chloe vai ao seu encontro para impedí-lo de fazer a besteira de assassinar o presidente russo. A amizade entre Jack e Chloe dá o tom do episódio; Chloe convence Jack a parar com a matança vingativa e, com a sua ajuda, Jack tenta passar adiante a prova sobre a conspiração. Mas para tanto Jack obriga Chloe a atirar nele para que ela consiga escapar do cerco da CTU. Apesar de todo o esforço, Pillar desconfia de Chloe e recupera o cartão de memória com a gravação do vídeo.
A mensagem de Jack chega até a presidente Taylor, enquanto ele é levado por homens de Logan para uma execução. Nesse momento, a atitude da presidente - de consentir com a proposta de Logan de eliminar Jack e seguir com a assinatura do acordo de paz - impede que tenhamos qualquer sentimento de perdão por ela. É interessante, portanto, como a série conclui seu discurso sobre a noção de democracia norte-americana. Alisson demorou demais para agir, seja em relação ao acordo de paz ou sobre Jack. Sim, ela volta atrás na sua decisão e assume a responsabilidade por encobrir a conspiração, mas por muito pouco a sua atitude não custou a vida de Jack Bauer. Chloe, ao lado de Cole e Arlo na CTU, encontra o local para onde Jack foi levado para ser executado; através do drone eles conseguem visualizar a ação e impedir que os homens de Logan matem Bauer. A presidente Taylor pede perdão a Jack e informa que os dois terão que acatar com as conseqüências dos seus atos. O herói, transformado em vigilante fora-da-lei, fica sem alternativa a não ser fugir (mais uma vez). Antes de partir, porém, Jack tem uma emocionante conversa com Chloe pelo telefone; despedindo da amiga e pedindo que ela proteja seus familiares. "Shut it down".
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