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Publicado em: 15/12/2009 |
No princípio era o Verbo. E assim foi, verbalizado por tantos e tanto por Homero, em sua narrativa do cotidiano grego em que explicava, mítico, o sentido da vida.
Depois o Verbo se fez carne, e feito carne que era, precisou verbalizar por si mesmo qualquer sentido cientificamente comprovado.
E então nasceu Heinrich Schliemann, comerciante de destino, divulgador de si próprio, e inspirador, dizem as más línguas, de Indiana Jones. Depois de nascido, devidamente humanizado e homerizado, constitui-se comerciante, enquanto lê, e enquanto lê, elucubra.
Elucubrações sempre ao lado, quando tem o bolso suficientemente pesado, manda às favas o comércio e traz junto a si seu exemplar de Homero, apertado. Fazendo deste seu mapa, esquece cientificismo, pensamento científico e da língua as papas, e circunda no globo as regiões marcadas no seu mapa de tesouro, aspirando encontrar Tróia malfalada.
Para desgosto de ascetas e surpresa de céticos desavisados, por Heinrich Schliemann, Tróia emerge comprovada. Discípulo de Homero incontestável, Schliemann, abala as estruturas do desprezo científico-histórico pelas lendas ecoadas.
O mito não é mentira. Tróia existe. A Tróia de Homero, a Tróia divinizada, persiste realizada.
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