Não, nem ele. |
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Publicado em: 15/08/2010 |
Psicanálise. Didaticamente explicada pelo pioneiro, apresentou-se, conferência a conferência, releitura a releitura, como método investigativo visando a cura de descaminhos marcados na constituição do sujeito por conta de vivências infantis. Uma e todas as vezes, a história particular do sujeito analisado a ser considerada e o saber inconsciente que reside no próprio sujeito são o a priori indicado do tratamento. À revelia do estamento, surge a figura contexto na qual se aloca a autoridade ilusória a respeito da verdade que funda o vínculo necessário para que a relação discursiva se mantenha entre analista e analisando – e propicie assim o espaço do vir-a-ser da descoberta de uma inconsciência que se ilumina – só consolidado quando o Sujeito Suposto Saber é endossado no papel do psicanalista
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Sujeito Suposto Saber, essa entidade ansiada pelo sujeito que delega e reconhece no outro o poder de deter o entendimento de que ele necessita sobre si mesmo.
Esse ser que abarca um poder de conhecimento, entendimento e saber além da possibilidade humana, esse pai que sabe o absoluto sobre a vida, essa mãe que encarna a autoridade última sobre o certo e errado, essa emissora que detém o mundo em si em um saber imparcial sobre o acontecimento e o que se deve pensar dele, esse tratado impresso e reimpresso que apresenta a verdade sobre o porvir de um coração que se imobiliza, esse link que aponta a resposta sobre a questão diversa de cada sujeito que o movimenta, essa cantata que apreende o caminho do afeto que o sujeito acolhe, por identificar-se como ignorância pessoal sobre si mesmo, esse crítico que define que valor terá a relação pessoal do leitor com a obra, esse espaço sacralizado requisitado pelo discurso autoritário, necessitado para a movimentação da indução do consumo de uma idéia, um produto, um pensamento, uma atitude, instaurado pelo reforço do humano que se submete em sua ansiedade de apontar um pilar que norteie as respostas e o rumo fora de si mesmo, esse Senhor que John Lennon buscou em todos os lugares do mundo e só encontrou em si mesmo, essa explicação sobre a verdade para o pessoal, que Freud nunca explicou ou propôs explicar, indicando o aproveitamento deste espaço – contexto para o reenvio da questão do sobre-si para o si a fim da emergência da verdade pessoal (única possível) do sujeito. E que, junto com outros agregados, identificou o Legião que demonizou a psicanálise, por identificar a impossibilidade de uma Verdade absoluta e impessoal e jogar o sujeito no desconforto da sua liberdade inalienável, da sua implicação e limitação na constituição da única verdade possível e apreensível – a verdade pessoal, relativizada pela retina particular, parcial, sempre única entre muitas, nunca uníssona
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