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Mila Kunis e Justin Timberlake tentam provar o sexo sem compromisso. |
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Publicado em: 02/08/2011 |
Quantas vezes pode uma mesma fórmula ser usada antes que cause fadiga ao olhar? Pois enquanto houver um casal tão belo - e com tão afinada química - na tela como Justin Timberlake e Mila Kunis, a receita está segura. Se não há uma revolução das regras que regem as comédias românticas, o modelo produz aqui um longa simpático que se beneficia muito do carisma da dupla central e de um roteiro com bons diálogos.
A trama mostra o acordo firmado entre Dylan e sua amiga Jamie, dois sujeitos emocionalmente aleijados que acreditam na possibilidade de terem uma relação com sexo sem compromisso, sem vínculo afetivo - promessa jurada em um aplicativo da bíblia. O filme acerta ao explorar os conflitos dos personagens e justificar suas decisões de vida sem cair no melodrama ou no acoitadamento dessas situações. O mais importante é que a narrativa nos convence de seus dilemas e provoca o nosso investimento na história; em certo momento, começamos a questionar até que ponto este tipo de relação é mesmo possível - como não se afeiçoar pelo outro quando há atração e amizade em jogo?
Do que é estritamente da ordem da diegese, a história parece vender melhor o ponto de vista de Jamie sobre a relação, mesmo quando Dylan parece ser o protagonista; essa perspectiva fica mais evidente na segunda metade do filme quando o casal viaja até Los Angeles para o feriado. A viagem é um equívoco da narrativa - porque o drama familiar de Dylan, que tem um pai doente, quase rouba toda a atenção da história - mas funciona ao mostrar como Jamie tem um novo entendimento do acordo, enquanto Dylan acredita que o primeiro acordo continua valendo. O contexto familiar de Dylan justifica a desatenção dele para as necessidades de Jamie, mas este rumo da história prejudica a unidade narrativa - o que sugere a boa presença de Richard Jenkins no filme no papel do portador do mal de alzheimer, trama secundária que acaba dividindo a nossa atenção com a narrativa principal.
Além de Jenkins, o filme conta com um ótimo elenco de apoio, entre os quais se destacam Patricia Clarkson no papel de mãe de Jamie; Woody Harrelson como um editor gay da revista onde Dylan trabalha; e o pequeno e irresistível Nolan Gould (o Luke de Modern Family), que interpreta o sobrinho de Dylan. Timberlake, comprovado ator de talento, aproveita sua persona de pop star neste papel - e com a dose certa de ironia nos conquista com sua interpretação. O sucesso do filme, porém, deve ser creditado ao brilho de Mila Kunis, excelente na construção de sua personagem espivetada e maluquinha. A atriz, de belos e expressivos olhos, é impecável no equilíbrio do humor e da emoção; provando que quando tocadas as notas certas, a comédia romântica ainda pode ser uma opção agradável.
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| Amizade Colorida (Friends with Benefits, EUA, 2011) Direção: Will Gluck. Elenco: Mila Kunis, Justin Timberlake, Patricia Clarkson, Jenna Elfman, Richard Jenkins, Nolan Gould, Woody Harrelson, Bryan Greenberg, Andy Samberg, Masi Oka e Emma Stone. Duração: 109 min. |
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