Esta pode ser a obra-prima de Quentin Tarantino? |
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Publicado em: 11/09/2009 |
Quentin Tarantino é uma anomalia. Uma figura completamente estranha da contemporaneidade. Em entrevistas, parece uma criança falando de seus brinquedos favoritos. Também sua filmografia não é particularmente extensa, nem são seus longas sucessos extrondosos de bilheteria. Mas seu estilo é único e inimitável, e seus filmes, inesquecíveis.
Pense por um instante nas obras do cineasta, de Cães de Aluguel aos dois Kill Bill, passando pelo obrigatório Pulp Fiction. É possível perceber as marcas de sua estética: os códigos de conduta, a violência, a destreza dos diálogos e a atenção ao tempo da narrativa. Todos estes filmes pertencem ao mesmo universo, um mundo fantasioso criado por Tarantino, com suas regras e leis próprias.
A expansão natural desse universo é este Bastardos Inglórios, que presta homenagens a diversos filmes da história do cinema, mas também é uma grande celebração das obras anteriores do cineasta. Um Tarantino em sua melhor forma, capaz de superar o brilhantismo de Kill Bill: Volume 2, com personagens e diálogos mais marcantes que Pulp Fiction, que monta aqui sua obra-prima.
Comparado a outros filmes do cineasta, Bastardos, pode-se dizer, tem uma narrativa bastante simples. Há uma progressão dos capítulos, o encadeamento é lógico e descomplicado. Simples, mas nem por isso é menos genial. Sem grandes experimentações de linguagem, Tarantino criou aqui um filme de atores e demonstra assim a sua maturidade como diretor. O resultado é algo inacreditável, com os melhores personagens e diálogos da sua filmografia. Mais uma vez, Tarantino nos traz cenas que vão ficar por muito tempo na nossa memória, diálogos que vão entrar para a história e signos que nunca mais esqueceremos. Uma obra imperdível.
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Bastardos Inglórios |
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