![]() |
![]() ![]() |
![]() ![]() |
![]() ![]() |
![]() ![]() |
![]() |
|
Publicado em: 25/05/2010 |
A terceira temporada de The Big Bang Theory contém 23 episódios.
| # | Título: | Exibição original (EUA): |
No Brasil: | ||
| 01 | "The Electric Can Opener Fluctuation" |
21 setembro | 27 outubro | ||
A terceira temporada começa com uma nota muito alta, e termina fora do tom. A segunda temporada é uma coleção dos melhores episódios de uma série de comédia em anos, e este retorno parece utilizar o que melhor funcionou na temporada passada em muito pouco tempo de tela. Não me entenda mal, existem momentos ótimos nesta estreia, acontece que o episódio não tem ritmo ou equilíbrio. Até mesmo Sheldon (o excelente Jim Parsons) parece perder um pouco do seu charme no decorrer do episódio. E a trama entre Leonard e Penny é menos engraçada que o esperado. Por outro lado, as participações de Howard e Raj estão mais brilhantes do que nunca.
Howard (sobre seu bigode): Eu o chamo de 'Clooney'. Raj (sobre o bigode de Howard): Eu o chamo de 'Mario e Luigi'. Penny (beijando Leonard): Nós esperamos por meses, podemos esperar mais alguns dias. Leonard (em resposta): Talvez você possa. Sheldon: Eu vou ficar em Texas, tentando ensinar evolucionismo para criacionistas. |
|||||
| 02 | "The Jiminy Confecture" |
28 setembro | 03 novembro | ||
"Acho que cruzei algum tipo de limite". Sheldon continua criando situações constrangedoras para seus amigos. Dessa vez, seu desajuste social coloca o relacionamento de Leonard e Penny em crise. Enquanto isso Sheldon se envolve em uma aposta com Howard para descobrir a espécie de um grilo que crica no prédio. A disputa e o desapontamento de Sheldon com a aposta do grilo - que não é um jogo do Wii - são os melhores momentos do episódio (ainda longe do brilhantismo da segunda temporada). As cenas com Leonard e Penny não são nada engraçadas e não despertam interesse na relação do casal. Sheldon faz justamente este apontamento no final do episódio: "Quem se importa?".
Sheldon: Se vocês passassem menos tempo pensando em sexo, e mais tempo concentrando-se em comic books, teríamos menos momentos embaraçosos como este. Raj: Eu imagino o que as pessoas não-patéticas estão fazendo esta noite. |
|||||
| 03 | "The Gothowitz Deviation" |
05 outubro | 10 novembro | ||
Sheldon, Penny e Leonard passam o dia no apartamento. Eles comem e assistem TV. Sheldon precisa se acostumar com o namoro de Penny e Leonard e a presença constante da vizinha no seu apartamento. Como? Usando chocolate para recompensar o comportamento aceitável da moça. E quando ela sai da linha? Aqui está um dos melhores episódios da série; mais uma vez pela ótima dinâmica de Sheldon e Penny. Enquanto isso, Howard e Raj tem uma noitada em um clube gótico - de onde sai o título do episódio.
Penny: Eu desisto! Você é impossível! Sheldon: Eu não posso ser impossível. Eu existo! Acredito que você queria dizer é 'eu desisto! você é improvável'!
Leonard: Você está usando chocolate para afirmar aquilo que considera comportamento correto! Sheldon: Muito bem! ... (oferecendo) Chocolate? Leonard: Você não pode treinar minha namorada como um rato de laboratório! |
|||||
| 04 | "The Pirate Solution" |
12 outubro | 17 novembro | ||
Raj teme ser deportado após chegar a um beco sem saída em sua pesquisa na universidade, e precisa escutar as propostas de Sheldon para o seu futuro. Possivelmente a idéia de vagar os oceanos como um pirata sem pátria não parece tão ruim quanto trabalhar com (ou para o) Sheldon.
Raj: Quer que eu trabalhe com você? Sheldon: Para mim! Você deve ouvir com mais atenção quando estiver no trabalho. Raj: Ok, por favor, não entenda mal, mas prefiro nadar pelado pelo Ganges, com um corte de papel no mamilo e ter uma morte lenta e agonizante por infecção, do que trabalhar com você. Sheldon: Para mim! É a primeira vez que Raj sai da sombra de Howard e assume a linha narrativa principal do episódio. Colocá-lo ao lado de Sheldon, então, é brilhante. A dupla pode ser tão interessante quanto Sheldon e Penny, como demonstra o clipe ao som de "Eye of the Tiger". Pior para Howard, que ficou de vela na relação Penny e Leonard. Howard: Então, o que estamos assistindo? Sex and the City?! Credo! Penny: Ei, eu amo este filme! Howard: Tudo bem, vamos assistir. Talvez os nossos ciclos sincronizem. |
|||||
| 05 | "The Creepy Candy Coating Corollary" |
19 outubro | 24 novembro | ||
Leonard: Pode me passar um guardanapo?
Sheldon: Desculpe-me. Não. Leonard: Mas você tem um monte. Sheldon: Sim, eu mudei para um sistema de quatro guardanapos: colo, mãos, rosto e emergência pessoal. Se você quiser, começando amanhã, eu posso acrescentar um guardanapo para acompanhante. Mas infelizmente não há nada o que eu possa fazer por você hoje. Raj convida Sheldon para um jogo de cartas na loja de comic books mas precisa convencê-lo a participar da disputa, pois o jogo não é desafiador o bastante para Sheldon e sua memória fotográfica (ou "eidética"). Sheldon decide participar da disputa ao descobrir que Wil Wheaton (seu arquiinimigo número 6) estará presente; uma oportunidade de se vingar do desencontro na convenção de 1995. Enquanto isso, Howard cobra de Leonard uma antiga promessa, que o obriga a pedir um favor para Penny: arranjar um encontro para Howard com uma amiga dela. Bernadette estuda micro-biologia e pode ser um bom par para Howard, ele também uma pequena criatura viva.
Raj: Você continua citando "A Ira de Khan", mas ele esteve na "Nova Geração". É um conjunto completamente diferente de personagens. Sheldon: "Silence!" Pode imaginar o que Sheldon faria contra Joel Schumacher, seu arquiinimigo número 5 por ter quase destruído a série cinematógrafica do Batman? Wil Wheaton: O que há de errado com ele? Stuart: Cada um tem uma teoria diferente! |
|||||
| 06 | "The Cornhusker Vortex" |
02 novembro | 01 dezembro | ||
Os quatro rapazes saem para um duelo de pipas. Leonard e Sheldon disputam contra Raj e Howard, enquanto Penny recebe amigos em seu apartamento. Com a prática de atividades diferentes, Leonard questiona o seu relacionamento com Penny e decide se enturmar com os amigos da namorada assistindo um jogo de futebol com o grupo. Como não sabe nada sobre o esporte, Leonard pede a ajuda de Sheldon (claro! por que não?!) para aprender as regras do futebol americano. Enquanto isso, Howard e Raj 'discutem a relação' após perderem a briga de pipas para Sheldon.
Sheldon: Na verdade, o risco de cortar a garganta é muito baixo. Em compensação, queimaduras severas com fio são muito comuns. Raj: Sheldon, não há uma maneira de eu ter a minha pipa de volta? Sheldon: Sinto muito, Raj. Mas as regras do duelo ditam que a pipa caída fica com o conquistador. E sem as regras, a competição não teria sentido. E sem sentido, este seria um gesto vazio: 'Eu tenho a sua pipa! Eu tenho a sua pipa!'. Raj: A única coisa que eu aprendi nas últimas duas horas é que os americanos adoram beber cerveja, precisam fazer xixi muitas vezes e têm problemas de ereção. Leonard: Concentre-se no jogo e não nos comerciais, Raj. Howard: Ok, você está bravo comigo. Que tal a gente passar o dia juntos? Só nós dois. A gente vai aonde você quiser. Raj: Não sei. Howard: Deixa eu te levar para um lugar agradável. (Come on! Let me take you some place nice). |
|||||
| 07 | "The Guitarist Amplification" |
09 novembro | 08 dezembro | ||
Durante a partida do jogo criado por Sheldon "Research Lab" (A Física é teórica, mas a diversão é real), Penny e Leonard discutem sobre a visita de um ex-namorado da moça, e as constantes brigas do casal colocam Sheldon em um estado de nervos, revivendo sua infância e fechando-se no universo dos quadrinhos. Leonard: Nós estamons indo ao cinema. Sheldon: Não, não estamos. Nós estamos parados no corredor, onde tivemos este encontro. (...) Quando esta mulher se mudou, três anos atrás, eu disse para você não falar com ela. E agora, nós estamos atrasados para o cinema.
Raj: Desculpe, eu não acho que Penny esteja errada. Você não é o dono dela. É como minha gata Beyoncé diz: If you liked it then you should have put a ring on it. O episódio acerta ao escolher o ponto de vista de Sheldon para a briga do casal. As reações do personagem são infinitamente mais interessantes que a relação de Penny e Leonard. Também é boa a participação de Stuart, o dono da loja de quadrinhos; "então nos encontramos novamente". Porém, o conjunto não faz a banda, e o episódio peca em momentos pouco inspirados: a briga entre Penny e Leonard poderia ter um motivo melhor, as cenas com Howard e Raj carecem de originalidade e até Sheldon parece se repetir. Só digo isso porque reconheço a qualidade da série e tenho uma expectativa bem alta sobre seus episódios. Sheldon: Isto é um restaurante. É hora do almoço. Como garçonete, eu acho que você deve estar familiarizada com o paradigma. (...) Desculpe, senhorita! Eu gostaria de fazer meu pedido. (...) E ela ainda se pergunta por que recebe gorjetas tão baixas! |
|||||
| 08 | "The Adhesive Duck Deficiency" |
16 novembro | 15 dezembro | ||
"Soft kitty, warm kitty, little ball of fur": com os rapazes no deserto apreciando a passagem de meteoros no céu (ou quando a Terra se move no caminho delas, como observa Raj), Penny precisa da ajuda de Sheldon após escorregar e cair na banheira. Com o ombro deslocado, Penny grita por Sheldon e pede para levá-la ao pronto-socorro. Seria mais fácil e menos constrangedor (para ambas as partes) se a moça simplesmente chamasse a ambulância.
Penny: Sheldon, olha, eu estou assustada e com muita dor. Será que você pode parar por um minuto de ser você e e tentar ser, eu não sei, mais carinhoso (more conforting). Sheldon: There, there. Vai ficar tudo bem. Sheldon está aqui.
A relação entre Sheldon e Penny continua sendo a melhor coisa da série, com um misto de estranhamento e afeto. Infelizmente a narrativa envolvendo Leonard, Howard e Raj foi uma das mais fracas desta temporada. Não me agradou muito a atuação do trio, exagerada demais para nerds chapados no meio do deserto. Também não ajuda que tudo é meio previsível e pouco original. Ainda bem que temos Sheldon e Penny; inclusive cantando "Soft kitty" em dupla, com tempos diferentes. Uma graça. Leonard: Eu odeio o meu nome. Tem "nerd" nele: Le - "nerd". |
|||||
| 09 | "The Vengeance Formulation" |
23 novembro | 12 janeiro | ||
Com a volta de Bernadette e Kripke, a série demonstra que esta pode ser a sua melhor temporada, mais bem desenvolvida e com grandes arcos narrativos. E isto não é pouco, pois a segunda temporada já era excelente. O que faltava à série era um sentido de continuidade das tramas, o que parece estar sendo respondido neste ano. A história envolvendo Howard e Bernadette, iniciada no quinto episódio, tem prosseguimento aqui com o terceiro encontro do casal. Bernadette pergunta para Howard o que ele espera do relacionamento, fazendo-o questionar quanto ele gosta da moça. Dias passam e Howard continua fantasiando com Katee Sackhoff na banheira, acreditando que pode encontrar alguém que corresponda melhor ao seu padrão de beleza, gerando uma ótima discussão com Penny, quem lhe apresentou Bernadette.
Penny: Ela concordou em sair contigo de graça. O que mais você quer? Howard: Ei, só porque você se acomodou, não significa que eu precise fazer o mesmo. Penny: Eu não me acomodei pelo Leonard. Quero dizer, obviamente ele não é o tipo de cara com quem eu normalmente me relaciono, fisicamente falando. Mas eu não julgo o livro pela capa.
Com a participação do engraçadíssimo Barry Kripke - o melhor personagem convidado da série - pregando uma peça em Sheldon durante a participação em um programa de rádio, o episódio encontra a perfeição. A rivalidade da dupla vem num crescente: a briga de robôs da temporada passada, a zombaria no primeiro episódio deste ano. Desta vez, os planos são mais elaborados e rendem cenas e situações hilariantes. Jim Parsons, que interpreta Sheldon, é incrível em suas expressões; durante a entrevista para a rádio, o personagem tenta conter (e entender) o efeito do hélio e ao mesmo tempo explicar questões da física. Após o incidente, Sheldon é incentivado por Leonard a bolar um plano de vingança, enquanto Raj zomba do incidente; Sheldon: Eu recuso me "baixar ao nível" dele. Raj: Você não vai "baixar". Com todo aquele hélio, você tem sorte de não sair voando. Leonard: Você não está ajudando. Raj: Eu não vim ajudar, vim zoar. (I didn't come to help, I came to mock). Com o apoio de Leonard - e uma metáfora do Coringa no asilo Arkham -, Sheldon coloca em prática um plano para sabotar Kripke em seu laboratório. O efeito do seu composto é muito impressionante durante o teste no apartamento, mas talvez as consequências do atentado contra Kripke sejam mais duras que o previsto para Sheldon e seus parceiros no crime. A "bazinga" de Sheldon não sai exatamente como planejado e pode colocar em risco sua vida na academia. Espero que o duelo continue e que Sheldon tenha que responder na universidade sobre o ataque: "Hello, Kripke". |
|||||
| 10 | "The Gorilla Experiment" |
07 dezembro | 19 janeiro | ||
Chega a ser irônico que conhecemos mais sobre a relação entre Penny e Leonard através da dupla Penny e Sheldon. Verdade seja dita: o casal não é muito interessante junto em cena. Em compensação, a dinâmica entre Sheldon e Penny fica cada vez melhor. Com o tempo, os dois vizinhos estão se conhecendo mais, e a familiaridade entre eles rende aqui um excelente episódio: "talvez haja esperança para você, no final das contas".
Com a demonstração de interesse de Bernadette pelos experimentos científicos de Leonard, Penny sente que precisa conhecer 'um pouco' de física para poder conversar com Leonard sobre o seu trabalho. Para surpreender Leonard, Penny pede ajuda de Sheldon para lhe ensinar alguns conceitos básicos do assunto; Penny: Sheldon, posso falar contigo? Sheldon: Não é sobre sapatos, né? Acho que eu não consigo passar por isso de novo. Penny: Não. Na verdade, será que podemos conversar em particular. Sheldon: (para Raj) Vai embora! (...) Eu concordo que é grosseiro, mas ela pediu para conversar em particular. Penny convence Sheldon do desafio e assim se inicia o experimento Gorilla de Sheldon (se a gorila Coco aprendeu a linguagem de sinais, Penny pode aprender alguma coisa de física!). Sheldon: Onde está o seu notebook? Penny: Eu não tenho notebook. Sheldon: Como é que você vai tomar notas sem um notebook? Penny: Eu preciso tomar notas? Sheldon: E como é que você vai estudar para os testes? Penny: Vai ter teste? Sheldon: Testes!
A jornada de 2.600 anos de história da física começa em uma tarde de verão da Grécia Antiga... Sheldon: Relatório do projeto Gorilla - 'eu estou exausto'. Apesar das dificuldades nas aulas de física, Penny absorve os ensinamentos do seu mestre; mas também a sua opinião desmeritosa sobre o trabalho de Leonard. Sheldon: Por que você está chorando? Penny: Porque eu sou estúpida. Sheldon: Isso não é motivo para chorar. As pessoas choram quando se sentem tristes. Por exemplo, eu choro porque os outros são estúpidos e isso me deixa triste. Leonard: Quanto mais gente, melhor. Sheldon: Não, esta é uma equivalência falsa. 'Mais gente' não significa que seja melhor. Se tivessem 2.000 pessoas neste apartamento agora, nós estaríamos celebrando? Não, nós estaríamos sufocando! Sheldon: Howard, seus sapatos são um encanto. Onde você comprou? (...) Bazinga! Eu não me importo. |
|||||
| 11 | "The Maternal Congruence" |
14 dezembro | 09 fevereiro | ||
Pobre Leonard! Sua mãe, a psiquiatra Beverly Hofstadter aparece para uma visita na época do Natal. Para quem conhece a difícil relação entre mãe e filho, e o jeito singular da senhora Hofstadter, pode imaginar o que o reencontro pode gerar. Pobre Penny! Se a vizinha já fora humilhada pela mãe de Leonard um ano atrás, o que dirá quando descobrir que Penny é a nova namorada do seu filho? Se bem que ela parece mais interessada em Sheldon mesmo...
Ano passado, na temporada anterior de The Big Bang Theory, a presença da personagem Beverly fez um dos melhores episódios da série: encantada com a inteligência de Sheldon, a psiquiatra chegou a fazer exames para ver a atividade do seu cérebro e terminou cantando ao lado de Sheldon. Devo dizer também que entre os melhores da série também listo o inesquecível episódio de Natal do ano passado, quando Sheldon ganhou de Penny um guardanapo usado por Leonard Nimoy. Logo, a expectativa para este retorno (de Beverly e do Natal em TBBT) só poderia estar nas alturas. E o episódio responde no mesmo nível: "The Maternal Congruence" coroa o excelente ano da série.
Sem bazingas, sem soft kitty, sem chocolate para Penny; mesmo assim Sheldon rouba mais uma vez a série para si. Ao lado de Beverly, Sheldon encontra o par perfeito para expressar suas esquisitices (das mais diferentes teorias e áreas de conhecimento). A demonstração de que Sheldon sabe mais da família Hofstadter do que Leonard é brilhante: Sheldon manteve contato com Beverly no último ano, e esta nova relação traz novos dilemas para Leonard; Beverly: Sheldon e eu mantivemos contato, devido o mútuo interesse e respeito, enquanto você me evita por questões de infância não-resolvidas. Sheldon: É o que nós achamos que causou a sua personalidade narcisista. Nós discutimos isso em detalhes no nosso último vídeo-chat. Já como chegamos a discutir você como assunto é desconcertante. Beverly: Sheldon, quando foi que eu larguei o pai do Leonard? Sheldon: 22 de setembro. Beverly: É mesmo. Uma semana após a cachorra do Leonard morrer. Leonard: Mitzi morreu?! Sheldon: Ela estava velha e cega, Leonard. Que escolhas nós tínhamos? Leonard: Eu não acredito nisto! Por que eu sou o último a saber? Beverly: Desculpe-me Leonard. Sou eu quem estou passando por um divórcio. A Mitzi foi quem morreu. Por que é você que tem fazer um estardalhaço? Penny: Eu estou dormindo com o seu filho. Beverly: Como ficou o pênis dele? Beverly: Obrigada por me levar até o aeroporto. Sheldon: De nada. Leonard: Sou eu que estou dirigindo. Estou bem aqui! Beverly: Por favor, eu não estou no humor de satisfazer as suas necessidades por atenção. Beverly: E eu quero você cuide muito bem dessa jovem. Ela não tem muita perspectiva de carreira. Não a faça ficar responsável pelo próprio orgasmo também. |
|||||
| 12 | "The Psychic Vortex" |
11 janeiro | 23 fevereiro | ||
Uma pergunta não quer se calar: afinal, o que Penny vê em Leonard? Difícil imaginar quais são as qualidades que a moça encontra no seu namorado. Parece que os roteiristas estão com a mesma dificuldade, já que constantemente colocam o casal brigando ou discutindo em cena. Será este relacionamento tão implausível que apenas as diferenças se destacam? O assunto volta a ocupar a narrativa principal da série neste episódio; com mais erros que acertos, Leonard sofre para manter a relação com Penny. Quem sai ganhando com a briga do casal é o time de coadjuvante: de Sheldon a Raj, passando pelo sempre simpático Howard, os personagens fazem valer todo o episódio. Enquanto a dupla Leonard-Penny demonstra sinais claros de cansaço, Sheldon, por outro lado, pode dividir a cena com qualquer um (aliás, inclusive sozinho, certo?). Mais uma vez é Raj quem contracena com o super-gênio, em uma das melhores narrativas da série.
Disposto a fazer de tudo para sair de casa, Raj oferece presentes (recompensas, chantagens) para Sheldon acompanhá-lo. Que estes presentes sejam absurdamente ridículos, já era esperado; talvez Raj só não imaginasse que Sheldon seria capaz de levar uma lanterna do Lanterna Verde (mais o anel, claro!) para uma festa. Sheldon: No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença!.
A narrativa - enxuta, sem barriga - envolvendo Raj e Sheldon acrescenta novas dimensões aos personagens. Assim como nos episódios 4 e 5 desta temporada, Raj aparece muito mais ao lado de Sheldon (do que ao lado de seu parceiro habitual Howard); a sua timidez se transforma em malícia, a sua tristeza dá lugar para a coragem. E Sheldon, fazendo par com Raj, desenvolve seu lado mais extrovertido, irônico e até mesmo auto-depreciativo. Sheldon: Eu vou dormir no quarto do Leonard. Boa noite! |
|||||
| 13 | "The Bozeman Reaction" |
18 janeiro | 09 março | ||
Ao assistir este episódio de The Big Bang Theory um pensamento não saia da minha cabeça: por que Jim Parsons, o ator que interpreta Sheldon na série, ainda não teve seu trabalho reconhecido nas cerimônias de premiações? Sim, ele recebeu uma indicação para o último Emmy, mas foi completamente esquecido nos prêmios da Imprensa Estrangeira e do Sindicato de Atores. Sua performance na série é fora do comum. Neste episódio, Sheldon/Parsons é a estrela, sem nenhuma outra narrativa paralela para dividir tempo de tela. É Sheldon/Parsons provando ser o centro gravitacional da série; seu grande protagonista e melhor intérprete.
Não que fosse preciso um episódio inteiro nas suas costas para provar talento. Nem é este o seu melhor desempenho. Mas há de se reconhecer que poucos atores consegueriam dar vida a Sheldon. Poderia se argumentar que a personalidade tão excêntrica, cheia de maneirismos, é escrita com o objetivo claro de arrancar risadas do público. E claro, Sheldon nos faz rir muito. Porém, são nos pequenos detalhes que o ator imprime nas ações de Sheldon que o tornam tão rico e interesse. Aqui, esses detalhes aparecem após Sheldon encontrar o seu apartamento arrombado e seus pertences roubados. Com o pavor de quem tem sua residência violada, Sheldon se tranca no quarto para dormir, mas quando escuta um barulho vindo de dentro do apartamento, entra em conflito com suas próprias regras. Entre a curiosidade e o medo de sair do aposento, Sheldon paraliza. Com um expressão sem exageros o ator resume o dilema do personagem brilhantemente. A narrativa envolve ainda um sistema de segurança projetado com a ajuda de Howard e a decisão de Sheldon de abandonar Pesadena por uma cidade mais tranquila.
Sheldon: Eu não sou mais o dono da minha própria bexiga. |
|||||
| 14 | "The Einstein Approximation" |
01 fevereiro | 23 março | ||
Bem-vindos ao The Sheldon Cooper Show, também conhecido como TSCS, rip-off de uma série de comédia de sucesso chamada The Big Bang Theory, ou simplesmente TBBT. Sheldon: Bazinga! Neste programa, Sheldon leva todos a sua volta ao limite de suas paciências com suas manias em resolver problemas da física, em usar a comida alheia para visualizar compostos orgânicos e sistematicamente ignorando os sentimentos e as necessidades dos outros. Howard: Você já tentou reiniciá-lo? Parece, no entanto, que a sua genialidade é invejada pelos seus amigos. Do seu colega de apartamento Leonard à vizinha Penny, todos olham para Sheldon com um misto de admiração e espanto. Pode ser que aqui a quarta parede tenha sido derrubada; talvez não sejam os personagens que olham para Sheldon, mas os próprios atores que acompanham a performance brilhante do seu colega mais talentoso. Sheldon: Bazinga! O episódio aposta todas as fichas no seu maior interpréte - e no seu comportamento mais extremo -, correndo o risco de expor o personagem mais do que deveria. A narrativa chega ao final já gasta; colocar Sheldon trabalhando ao lado de Penny rendeu menos do que o esperado e a piada se perde. O episódio peca pelo excesso (de bazingas!). Há porém, um sentimento verdadeiro de afeição entre os amigos de Sheldon que segura as falhas do episódio. É o caso de Bernadette, a namorada de Howard, que demonstra um incrível talento em lidar com Sheldon; e de Raj, que mostra quanto sente falta dos seus amigos agora que eles têm namoradas. Diverte, Sheldon está incrível, mas o roteiro deixa a desejar. |
|||||
| 15 | "The Large Hadron Collision" |
08 fevereiro | 06 abril | ||
A ótima abertura do episódio sugere as dificuldades que Leonard deverá enfrentar após escolher Penny como sua acompanhante para a viagem até o Grande Colisor de Hádrons na Suíça, preferindo a moça no lugar de Sheldon. Apesar da estrutura ser mais interessante para o físico do que para a garçonete, a viagem acontece no dia dos namorados, e não há nada que Sheldon possa fazer para convencer Leonard ao contrário; Penny é a sua companheira. Sheldon: Isto é um absurdo! Penny não tem o menor interesse em pesquisa de partículas subatômicas. (...) Eu desejo ir para o Grande Colisor desde os meus nove anos de idade. Leonard: E eu desejo passar o dia dos namorados com uma garota desde os meus cinco anos de idade. Sheldon: Você devia se envergonhar! Isso não é objetivo para um cientista! Porém, antes que Leonard possa embarcar com sua namorada para a Suíça, ele deverá enfrentar a resistência de Sheldon, que convoca o contrato entre os amigos para provar que Leonard é obrigado a levá-lo na viagem (não é fantástico que há neste acordo uma cláusula para a eventualidade de um deles ser mordido por um zumbi?!). Penny: Não há nada neste contrato sobre um de vocês conseguir uma namorada? Sheldon: Não, parecia um esforço inútil (de colocar no contrato) e muito difícil de acontecer. A atitude de Sheldon nos faz pensar sobre como a turma aguenta suas manias e provocações; Leonard: Ele acha que eu o traí. Fala sério, o que vocês fariam no meu caso? Howard: Eu levaria Sheldon para a Suíça. Leonard: Sério mesmo? Howard: Com certeza. E eu o deixaria lá. Sheldon ainda tenta convencer Penny de que ele é um acompanhante mais apropriado para a viagem, através de uma apresentação em power point bem mal-educada e desrespeitosa. Sheldon (e Penny) só não esperavam pegar uma gripe, que deixa os dois de molho em casa, enquanto Raj aproveita a viagem de sua vida. Sheldon: Você não precisa ser malvada. Eu estou doente. Penny: Eu também estou doente. Sheldon: Isso não é problema meu. |
|||||
| 16 | "The Excelsior Acquisition" |
01 março | 13 abril | ||
The Big Bang Theory volta, após três semanas de hiato, com um excelente episódio que celebra a cultura de HQ's e seus fãs calorosos. Sheldon, claro, é o mais devoto deles e tem a chance de conhecer o mago Stan Lee, que estará presente na loja de comic books de Stuart para uma tarde de autógrafos. Quem estraga a festa é Howard, que descobre no meio das correspondências de Sheldon uma intimidação do departamento de trânsito para o aprendiz de motorista responder uma infração do ano passado; do dia em que Sheldon passou o sinal vermelho quando encaminhava Penny ao pronto-socorro (história apresentada no oitavo episódio: "The Adhesive Duck Deficiency"). Com sua defesa pronta e ensaiada com Penny, Sheldon acredita que logo se livrará da multa e dos pontos na carteira; enquanto todos os seus amigos - que decidem seguir com o plano de encontrar Stan Lee - sabem que os questionamentos de Sheldon devem levá-lo à cadeia.
Mais uma vez a série acerta ao explorar a ótima dinâmica entre Sheldon e Penny, no misto de incompreensão e afeto que marca a relação. É interessante notar como Penny já está acostumada com os maneirismos de Sheldon e sabe responder com mais rapidez às suas ações; algo bastante lógico, mas que foi muito bem desenvolvido no decorrer da temporada. Em determinado momento, Penny informa Leonard sobre a reação do juiz ao escutar a defesa de Sheldon: Penny: O que você acha? Por fazer sempre a mesma merda, só que dessa vez para um juiz. Além das demonstrações de esperteza de Penny (ela não precisa saber quem é Stan Lee e fica muito mais agradável provando sua inteligência "emocional"), outro personagem que se destaca é Raj. O sujeito ganhou um ótimo recurso de expressão para lidar com sua mudez patológica: a camiseta com auto-falante. Para falar a verdade, no começo não curti muito o aparelho, mas o personagem me convenceu durante o episódio. Talvez, melhor do que a camiseta, tenha sido suas constantes reclamações sobre Stan Lee e suas criações; Raj está ótimo criticando os nomes dos personagens criados por Stan Lee, em que nome e sobrenome começam sempre com a mesma letra. Não sabia que eram tantos! |
|||||
| 17 | "The Precious Fragmentation" |
08 março | 20 abril | ||
Os rapazes encontraram o um-anel, não exatamente "o" anel com poderes mágicos de Mordor, mas o anel perdido das gravações da trilogia O Senhor dos Anéis. E aquele que possuir o objeto poderá governar todos os outros. A idéia é genial, até porque faz todo o sentido ver os personagens disputando pelo "precioso". Pior para Penny, que fica completamente de escanteio enquanto Leonard resolve o conflito com seus amigos. É bom ver que a série está testando outras dinâmicas e não dependendo tanto de Sheldon; claro, ele continua dominando as cenas, mas pelo menos há aqui uma maior participação do resto do elenco; inclusive do pouco visto relacionamento de Leonard e Penny.
Mas nem tudo funciona às mil maravilhas neste episódio; até mesmo Sheldon incomoda um pouco com os constantes (e não tão engraçados) furtos do anel. Parece que o episódio não responde às expectativas, principalmente depois da ótima abertura. Se algumas decisões foram geniais, mostrando o lado aficionado do grupo de amigos pelos filmes de Peter Jackson; outras não chegaram à mesma altura. A solução de quem deverá ficar com o anel passa por um constrangedor momento de insultos (incluindo a vó de Sheldon) e piadas de banheiro ("devemos nos levantar ou fazer xixi?"). O resultado da disputa até é satisfatório: mesmo tendo Penny ao seu lado, Leonard não abre mão do seu lado nerd; e Sheldon prova mais uma vez a sua esperteza. Já o resultado do episódio como um todo não é assim tão bom. |
|||||
| 18 | "The Pants Alternative" |
22 março | 27 abril | ||
Sheldon com medo de palco, de se apresentar perante uma multidão? Estou com Howard na teoria contrária: de que Sheldon na verdade não consegue mesmo é ficar calado. A trama é boa, principalmente na interação do gênio genioso com seu grupo de C-Men: os amigos decidem ajudar Sheldon a preparar o seu discurso e a perder o seu medo de palco; decisão essa que possivelmente eles devem se arrepender no decorrer do episódio.
Howard: Onde estão as dezessete crianças quando nós precisamos delas?
Sheldon: Oh, o horror simulado! O que podemos verificar com esse episódio é que as maluquices de Sheldon funcionam muito mais quando o personagem está acompanhado de Penny ou de Raj; as 'habilidades especiais' desses personagens são as melhores cenas do episódio. O mesmo não acontece com Leonard, cuja função no esforço coletivo de ajudar Sheldon é providenciar uma sessão de análise. O episódio me perdeu neste ponto, principalmente pela previsibilidade da cena e por reforçar a idéia de que Sheldon é uma espécie de super-gênio, sem defeitos. Outra crítica que pode ser feita ao episódio é a constante dependência da série sobre o personagem: é, mais uma vez, o show particular de Sheldon (especialmente na parte final) que domina toda a narrativa. Gosto bastante do personagem, mas chamo a atenção para o risco de super-exposição de Sheldon enquanto há outras tramas que poderiam ser exploradas (por exemplo, a relação de Leonard e Penny ou o namoro de Howard com Bernadette). Acho que é o momento de Sheldon deixar a resistência de lado e refletir sobre as suas falhas (nada como uma bebedeira/ressaca para fazer pensar, certo Sheldon?). |
|||||
| 19 | "The Wheaton Recurrence" |
12 abril | 04 maio | ||
O relacionamento de Leonard e Penny é ameaçado pela declaração de amor precoce por parte de Leonard, que recebe um nada agradável 'obrigado' da moça antes de ir dormir. O diálogo que desencadeia o conflito do casal já foi usado diversas vezes em outras sitcoms e comédias românticas, mas a maneira como os personagens lidam com este problema é bastante convincente; afinal, quem fica pior nesta situação: aquele que declara sua paixão ou aquele que não consegue corresponder o sentimento no mesmo nível do parceiro? Entretanto, não sei até que ponto realmente nos importamos com esse relacionamento, já que vimos muito pouco dessa relação nesta temporada. Faltou química ou era esse o plano desse o começo? Parece que os personagens não foram mesmo feitos um para o outro; o rompimento do casal chega a ser desejável para o bom andamento da série.
Leonard: Eu não quero falar sobre isso. Sheldon: Mas eu sinto que você vai falar e eu não quero ouvir, portanto com licença. Howard: O que você fez, Romeu? Passou mel pelo seu corpo e perguntou se ela queria dar uma lambidinha? Houve um tempo em que Leonard era o personagem principal da série, um eixo gravitacional que equilibrava as diferentes esquisitices dos demais personagens, aproximando pólos tão distintos como Sheldon e Penny. Superada essa necessidade inicial, o personagem parece estar atualmente sufocado pelos seus colegas, sem relevância para a história e sem despertar simpatia nos espectadores. Por isso aceitamos com facilidade o ponto de vista de Penny - tão mais interessante e divertida - sobre o relacionamento; logo espero que a moça encontre um novo namorado e que Leonard entenda com naturalidade - sem ciúmes, inveja ou auto-depreciação - o passo seguinte dessa história. Howard: Você pediu para ela começar a se depilar? Raj: Você começou a se depilar? Para Sheldon, a crise no relacionamento de Leonard e Penny representa uma ameaça para a sua disputa de boliche com o arquiinimigo Wil Wheaton, já que Penny é extremamente habilidosa no jogo: neste caso, a falta de feminilidade em Penny é uma vantagem para o time. Sheldon fará de tudo para vencer Wheaton na pista, colocando em prática todo o seu conhecimento sobre o universo feminino para acalmar a sua jogadora principal. Penny: Sorvete? Sheldon: Estive me familiarizando com as crises emocionais femininas estudando as tirinhas da Cathy; quando ela está chateada, ela diz "Ack!" e toma sorvete. (...) Se você fosse um gato, eu teria trazido lasanha.
Sheldon: Obrigado, Jesus! Como diria a minha mãe. Sheldon: Wheeeeeeeaaaaaaaattttoooonnnn!!!! |
|||||
| 20 | "The Spaghetti Catalyst" |
03 maio | 11 maio | ||
Em vários momentos este episódio lembrou de quando Penny e Leonard brigaram pela primeira vez e Sheldon se trancou em torno dos quadrinhos na loja de Stuart; ou seja, o efeito do rompimento do casal é visto primeiro pelo ponto de vista de Sheldon. E como em "The Guitarist Amplification", também aqui esta perspectiva é infantilizada, fazendo de Sheldon a criança de pais divorciados. Ok, a história não é original nem mesmo em relação à própria série, mas é um episódio relativamente engraçado e que acerta nas suas pegadas mais emocionais. O saldo desta história é mostrar como a relação de Sheldon e Penny pode ser a mais sincera entre todos os personagens.
Sheldon: Foi muito trabalho acomodá-la em minha vida. Eu odiaria que tudo isso tenha sido em vão.
Raj: É, ele já superou. É por isso que ele está choramingando o dia todo sobre tentar criar aquele aparelho de apagar memórias dos Homens de Preto. Sheldon: Ele teve algum avanço? Porque eu gostaria de apagar Ben Affleck como o Demolidor. Howard: O Ben Affleck também gostaria. Howard é quem define as regras da separação para Sheldon, informando que ele deverá tomar uma decisão entre o 'Time Leonard' e o 'Time Penny'; na sua opinião os "manos vêm antes das minas" (bros before hoes) e Sheldon não deveria continuar se encontrando com Penny. O anúncio de Howard cria o conflito de Sheldon sobre como lidar com a separação do casal e sobre como manter suas amizades. Sheldon: É melhor você se sentar (...) Eu tenho visto Penny pelas suas costas (I've been seen Penny behind your back). Leonard: Quando você diz 'vendo Penny', o que exatamente quer dizer com isso? Sheldon: Nós tivemos um jantar na noite passada. Ela fez um spaghetti com salsicha pra mim. Era pouco 'cachorro quente' porque eu precisei dar as outras salsichas para um cachorro de verdade, um cachorro grande, um cão do Inferno (a hellhound); mas isso é apenas tangencial à história principal, permita-me voltar à ela depois.
Leonard e Penny precisam então montar uma agenda dividindo tarefas e horários com Sheldon. A brincadeira é boa e funciona em grande parte; mas apenas porque não levamos nada dessa história muito a sério. Em todo tempo, parece que vemos mais uma paródia de toda a situação, como se os próprios personagens estivessem conscientes do ridículo, se divertindo com o faz-de-conta de Sheldon. É uma sensação que aparece principalmente na cena em que Leonard e Penny vêem Sheldon dormindo ("ele parece um anjo"). Ora, Sheldon não precisava ser tão infantilizado pelos seus amigos, não é mesmo? Será então que toda a história não é também uma dramatização consciente de Sheldon? Leonard: Não deixe o Pateta perto dele. Ele vai ter pesadelos, e eu vou ter que lidar com isso. |
|||||
| 21 | "The Plimpton Stimulation" |
10 maio | 18 maio | ||
Os roteiristas da série deveriam dar um jeito na timidez de Raj, encontrar uma cura ou um tratamento para sua mudez seletiva. É preciso sempre justificar com uma desculpa o fato do personagem beber álcool para que ele possa conversar com as mulheres; neste caso, a pior delas: o xarope para o seu resfriado contém uma quantia de álcool na sua fórmula. É quase um insulto. Que tal se o personagem tratasse o resfriado com doses de conhaque mesmo? Façam dele um alcoólatra, um bebum, uma Karen Walker versão masculina, mas chega dessa timidez que já deu o que tinha que dar.
Raj: Eu comprei um papagaio.
O episódio começa super bem com a presença de Judy Greer no papel de uma amiga de Sheldon que deverá se hospedar no apartamento dos rapazes. Para espanto de todos, a moça vai dormir na cama de Sheldon. Bazinga, Sheldon vai dormir no sofá! A proposta da história é muito boa, fazendo da cientista uma viciada em sexo que se lança nos braços dos rapazes (alguém diria que ela tropeçou e caiu nas partes íntimas de Leonard!). Mas algo se perde no caminho e a narrativa parece enfatizar demais o pós-rompimento de Leonard e Penny. Em determinado momento, Sheldon faz esta constatação: de que a história que deveria ser dele acaba se transformando em mais um conto sobre o ex-casal. Sheldon: Devo dizer, estou chocado com esta traição. Leonard: Eu não traí a Penny. Sheldon: Não a Penny! Estou falando de mim! (...) Elizabeth é minha amiga e você está brincando com ela. O episódio até consegue montar uma boa cena no final, com Raj, Howard e Leonard discutindo as intenções de Elizabeth. Por outro lado, a revelação neste momento do episódio de que Howard terminou com Bernadette 'semanas atrás' foi a pior conclusão para um promissor arco narrativo que eu já vi. Bernadette era uma graça e uma personagem que deveria ser regular na história. O pouco caso da série com a moça é uma grande decepção. |
|||||
| 22 | "The Staircase Implementation" |
17 maio | 25 maio | ||
Episódios de flashback devem ser icônicos, memoráveis e precisam contar uma história que adicione algo que ainda não conhecíamos sobre os personagens. The Big Bang Theory não segue a cartilha e falha miseravelmente nesta história de origem sobre como e por que Leonard foi morar com Sheldon. Do roteiro ao visual anos 80 (a história se passa em 2002!), tudo é muito equivocado e sem graça. Toda série tem um ou outro episódio mais fraco na temporada. Isso é completamente aceitável. É uma pena, porém, que esse caso aconteça logo em um aguardado episódio da série, que recria como os quatro amigos se conheceram e que revela o que aconteceu ao elevador do prédio.
Sheldon: Você está me perguntando ou me respondendo? Leonard: Respondendo? (...) Respondendo. Sheldon: Minha cadeira, minhas regras. Sheldon: Você vai se arrepender por ter gasto dinheiro com um iPod quando a Microsoft lançar o deles.
|
|||||
| 23 | "The Lunar Excitation" |
24 maio | 01 junho | ||
Sheldon: Argh... isso de novo, não!
Mas ainda é isso mesmo que a série faz: repete-se mais uma vez na relação Leonard e Penny, o casal que nunca conquistou os espectadores pela total falta de química na tela. Tenho a impressão de que a fórmula da série realmente se desgastou, já que tudo é muito previsível e sem graça neste season finale. Apesar de alguns bons momentos no começo dessa temporada, os últimos episódios foram decepcionantes; o melhor exemplar da série ainda é a segunda temporada. O fracasso da temporada está justamente na insistência da relação de Leonard e Penny, um caminho que a série nunca deveria ter seguido. Pior ainda, a série parece fazer tudo seguindo a cartilha: Penny aparece com um cara estúpido, fica bêbada e decide transar com Leonard (o gênio que arruinou o "estúpido" para ela). No dia seguinte, Penny está arrependida; o que faz Leonard? Claro, fica bêbado e vai atrás da vizinha. Santa falta de criatividade, Batman!
O que temos de bom no episódio é, mais uma vez, Sheldon e seus três minutos finais de fama: Raj e Howard encontraram o "par perfeito" de Sheldon na internet e marcaram um encontro entre os dois. É uma pena, porém, que apesar de super anunciado, o encontro seja apenas um cliffhanger para a próxima temporada. A história não se desenvolve aqui e o casal apenas se apresenta na sequência final. E também não sei se esse é um caminho interessante; o próprio ator que interpreta Sheldon disse que não concorda em criar um relacionamento para o personagem. Pode ser que não, mas talvez essa direção seja tão ruim quanto àquela que encaminhou para essa temporada: se o relacionamento de Leonard e Penny não funcionou, será que Sheldon pode acertar? E mais, por que tudo na série tem que envolver os relacionamentos dos personagens? Que tal um pouco mais de aventura? Estou realmente acendendo o sinal de alerta para a série: com a queda de qualidade e a mudança de horário (a série passa para as quintas-feiras na próxima temporada), não sei se retorno. Sheldon: O que é a vida sem um pouco de excentricidade?
|
|||||
![]() |
Deixe o seu comentário: |
![]() |
![]() |