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Publicado em: 13/11/2009 |
A primeira temporada de Bored to Death contém 8 episódios.
| # | Título: | Exibição original (EUA): |
No Brasil: |
| 01 | "Stockholm Syndrome" | 20 setembro | 22 novembro |
| Uma comédia noir! Esta nova série da HBO reune alguns características do noir, atualiza seus elementos para os dias atuais e faz uma comédia completamente original. A série me conquistou já nos créditos de abertura (assista ao vídeo abaixo!), uma tradução perfeita desse conceito e ambientação. Jason Schwartzman é ótimo como o protagonista Jonathan Ames (alter-ego do criador da série), um escritor convertido em detetive particular. Jason é um ator que não "some atrás dos seus personagens", e sua persona transparece em todas as cenas; algo similar a um trabalho do Jack Nicholson, sempre a frente dos seus personagens. Aqui, a presença de Jason (ou, o tipo que ele interpreta) é radiante, divertida e cheia de cores. O roteiro do episódio é maravilhoso, mas a entrega de Jason consegue ir além do convencional, fazendo rir com sua própria seriedade (e/ou a falta dela). O ator se equilibra no limite entre a realidade e o pastiche; não é possível dizer quando ele quer ser convincente (naturalista), quando quer ser dramático ou ser irônico. Algo incomum e extraordinário. Simplesmente imperdível. Pistas: Síndrome de Estocolmo faz Jonathan lembrar da sua infância. |
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| 02 | "The Alanon Case" | 27 setembro | 29 novembro |
| Ruf-Ruf. O novo caso de Jonathan Ames o coloca em contato direto com o potencial caso de sua ex-namorada e a investigação desencadeia um processo de raiva e depressão no protagonista. O caso chega a ele por Jennifer (a ótima Kristen Wiig, de SNL), uma neurótica e ciumenta mulher que desconfia que seu namorado está a traindo. A cena do encontro da cliente Jennifer e do falso-detetive Jonathan no bar é completamente maluca e divertida; Wiig faz uma excelente participação como a alcóolatra que poderia muito bem ser o par perfeito para Jonathan. O baixinho Jason Schwartzman continua brilhante como o protagonista, um tipo que lembra Dustin Hoffman (fazendo comédia) e parece uma versão afeminada de Bill Murray (quando com uma taça de vinho na mão). A imagem do ator é perfeita: a altura, o desenho do rosto, o seu corte de cabelo e suas expressivas sobrancelhas. Preste atenção na entrega de Jason nas cenas no consultório e no metrô com Ray (Zach Galifianakis); seu olhar irônico deixa as sequências ainda mais engraçadas. Pistas: Colonoscopia pela manhã limpa melhor o... Jonathan. |
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| 03 | "The Case of the Missing Screenplay" | 04 outubro | 06 dezembro |
| Jonathan dá um tempo em sua vida dupla de detetive particular e se concentra na sua atividade de escritor. Com a ajuda de George (Ted Danson), Jonathan consegue um contato com Jim Jarmush para reescrever seu último roteiro. Durante o encontro com o cineasta na festa, porém, Jonathan se envolve com uma garota de 16 anos, quase 17, e perde a cópia do roteiro quando foge do pai da moça. Eia o caso do roteiro perdido. Há várias bons momentos neste episódio, divertido, inteligente e bem escrito. Mas verificando a trajetória da série, chama a atenção a ausência de um caso de investigação. Apesar de entreter em sua meia hora, os elementos que caracterizam esta série como uma comédia noir não estão presentes. Pistas: Jonathan é um caso edipiano do século XXI. |
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| 04 | "The Case of the Stolen Skateboard" | 11 outubro | 13 dezembro |
| O novo caso de Jonathan Aimes - o skate roubado - chega até o detetive por Leah, a mulher de Ray. Ela está tendo problemas com Ray, incomodada pela generosidade dele em doar esperma para um casal de lésbicas. Jonathan: Cadê o Ray? Leah: Ele está no banheiro, se masturbando. Ray (do banheiro): Estou quase acabando. Faltam apenas três mexidas. Jonathan vai para as ruas atrás de um garoto que roubou o skate do pequeno David. Sua solução é roubar o skate de volta; uma tentativa de revidar o seu próprio embaraço com os garotos de rua da sua época. Ray: Crianças como estas costumavam te bater, e aposto que ainda podem. Com o caso resolvido, Jonathan comparece a um evento social com George, só não contava que os skatistas estavam atrás dele. Será que os garotos vão aparecer outra vez? Como fica a vida do detetive particular perseguido por um grupo nos seus 14 / 15 anos? Ridícula, claro! Pistas: George é fascinado por axilas peludas. |
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| 05 | "The Case of the Lonely White Dove" | 18 outubro | 20 dezembro |
| Após dois episódios mais-ou-menos, o caso da pomba branca solitária retoma o "humor noir" da série, mais próximo da sua proposta estética e é possivelmente o episódio mais divertido da temporada. O início com Dimitri, o novo cliente de Jonathan, é absurdamente ridículo, no bom sentido; "Eu sou o Dimitri" "Eu sou Jonathan Aimes" "Eu sei". A investigação sobre a cantora russa coloca Jonathan em ação, infiltrando-se em um clube noturno da Brighton Beach, mas também permite uma aproximação de Jonathan com sua ex-namorada Suzanne. Os melhores momentos, porém, são de George. Preocupado com a queda de leitoras da sua publicação, ele considera a sugestão do seu terepauta de tentar a bissexualidade. George percebe que o mundo é gay (são eles que desenham as roupas das mulheres, que escrevem os programas de tv); mas teme nunca mais "voltar da experiência". Hilariante! Pistas: George acredita que tentar a bissexualidade pode ajudar os seus negócios. |
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| 06 | "The Case of the Beautiful Blackmailer" | 25 outubro | 27 dezembro |
| Ted Danson está ótimo como George. Neste episódio, seu personagem participa ativamente do caso de Jonathan: enfrentando uma chantagista que grava vídeos com homens casados. George decide se aventurar com o detetive particular não-licenciado e seu fiel motorista Ray, e passa grande parte do tempo chapado, de boca seca, fazendo besteira e falando asneiras. O que faz as cenas serem tão boas é a figura do ator, seus traços e sua imagem tão reconnhecidos pelo público. À esta imagem podemos destacar o cartaz do seu rosto no escritório ou o desenho feito por Ray no carro, que reforçam as marcas identificadoras do ator; sua cabeça grande, seu nariz e seu queixo quadrados. Vê-lo em ação é maravilhoso e seu personagem ganha cada vez mais tempo de tela. A presença do ator - e tudo que ela representa e agrega - faz toda a diferença na série. Pistas: George ama sua filha, mas acha que eles não se conhecem direito. |
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| 07 | "The Case of the Stolen Sperm" | 01 novembro | 03 janeiro |
| O humor de Bored to Death está mais afiado na investigação do casal de lésbicas que vendia o esperma de Ray. O sumiço do casal faz Ray questionar a sua vontade de ser pai, a sua possível esterilidade e o uso constante de maconha. George decide enfrentar seu arquiinimigo Richard Antrem (o ótimo Oliver Platt) e escreve um editoral 'impublicável' sobre o sujeito. Como é dono da revista, o texto chega até o publicista rival que chama George para uma briga. Mesmo sem concluir a história - e terminar com um lettering de 'continua' -, este é um dos melhores episódios da série. | |||
| 08 | "Take a Dive" | 08 novembro | 10 janeiro |
| Bored to Death dificilmente será uma série de grande sucesso, apesar do bom elenco e do roteiro de qualidade. Neste final de temporada, o episódio tenta construir uma diegese mais séria com a história da disputa entre George e Richard, mas infelizmente deixa de lado a sua proposta original e perde o bom humor. Há um esforço da direção em criar laços afetivos com os personagens - a cena final sublinha esta decisão - e o resultado é inconsistente. A série perde a sua identidade e parece indicar um outro caminho para a segunda temporada. Não era exatamente o que esperava para o final desse primeiro ano. O episódio contém algumas boas cenas, principalmente com a personagem Stella, muito carismática e divertida. O problema é solucionar a disputa entre as duas revistas com a intromissão e as vontades das mulheres. Os personagens "jogam a toalha" por suas companheiras, ou lutam por elas, mas no final parece sempre motivados pelo sexo oposto. É muito pouco. Faltou criatividade para este final de temporada. | |||
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