"Last Call"
3x10
A narrativa investigativa deste episódio peca em lógica, e por vezes as falsas pistas chegam a complicar demais o entendimento da história - a resolução do caso, como sempre em Castle, é mais simples do que a trama elaborada no percurso. Essa é uma característica reconfortante da série, mas alguns episódios poderiam manerar um pouco no vai-e-vem investigativo. Tudo é, na verdade, uma desculpa para as divertidas caras e bocas do par central; que aqui descobrem uma verdadeira relíquia da era da Proibição que faz o escritor ficar sedento por uma garrafa de uísque. A narrativa traz bons momentos de interação da dupla, principalmente quando Beckett decide entrar disfarçada no bar e desabotoa um botão da blusa. A vontade do escritor de provar o sabor do uísque - cuja garrafa se tornou a arma de crime mais cara que ele já conheceu! - rende ótimas cenas. Que mal pode fazer um pouquinho de sangue no uísque, né Castle? Claro que não poderia ficar de fora desta história um grande bebum que surge como suspeito do crime; a sequência de interrogação do sujeito - pra lá de Bagdá - é genuinamente engraçada. O episódio termina com uma cena dos policiais deixando o departamento cantando - amarra o tema, diverte, mas não deixa de ser um tanto over.
Beckett: Você era adorável naquela época!
Castle: Naquela época?!
Teoria do Castle: Não estrague a minha história com a sua lógica.