Home News Sentidos Refluxo Nós
Cold Case: 7ª temporada
Elisa.
Publicado em: 13/06/2010

A sétima e última temporada de Cold Case contém 22 episódios.

#   Título: Exibição original
(EUA):
No Brasil:
01 "The Crossing" 27 setembro 26 outubro
  Sem muitos rodeios, diferente do que se tornou comum na série, o primeiro episódio da sétima temporada de Cold Case – The Crossing – traz história de amor em alto mar malsucedida - um romance ao estilo Titanic.
Paralelo a isso, de herança da temporada passada vem o julgamento do Major Moe Kitchener , mentor intelectual do caso de duplo (...)episódio do final temporada passada. Sua liberação no julgamento transtorna Lilly, e nossa Barbie Detetive começa a dar sinais de rebeldia - que será que ela vai fazer?
Embalado ao som de Ray Charles, esse episódio foi objetivo e sem maiores questionamentos, puro e simples entretenimento. Cold Case continua mandando muito mal nos seus episódios premiere.

Tá Frio: a atuação de Morris sempre deixa a desejar.
Tá Quente: Trilha Sonora - não há casal que resista a Ray Charles.
02 "Hood Rats" 04 outubro 02 novembro
  Em sua sétima temporada Cold Case parece ainda não ter acertado o passo. Confusa entre relatar questões pessoais dos personagens coadjuvantes e a investigação - nesse episódio o assassinato de um jovem skatista em 95 - nada parece sair direito. As histórias pessoais ficam mal explicadas e a investigação muito superficial. O negócio é dar tempo ao tempo e ver o que acontece.
Tá quente: mais espaço aos personagens coadjuvantes.
Tá frio: quem será o admirador-perseguidor secreto de Rush?
03 "Jurisprudence" 11 outubro 09 novembro
  De volta ao caminho, é o que tem a dizer o terceiro episódio da sétima temporada de Cold Case. Jurisprudence reabre a investigação da morte de um adolescente infrator em um instituição do Estado, considerada na época, um acidente. Por detrás desse crime se esconde uma grande e lucrativa máfia. A série resgata sua veia militante e de crítica social, boa iniciativa e história triste. Nessas horas eu penso, onde vai parar esse mundo com as pessoas priorizando o dinheiro a despeito de tudo? Ou melhor onde já paramos?
Já se sabe quem é stalker da nossa Barbie Detetive, Saccardo, os dois agora vivem aos encontros noturnos. O casal é fraco não tem liga, mas Saccardo sempre vale pelo visual.



Doherty ganha a chefia do Departamento e começa a se intrometer no trabalho da equipe de Stillman e como retaliação, ordena a tranferência de uma dos integrantes da equipe e John, obviamente escolhe Miller. Se ela continuará ativa na série, acho que não. Haverá perdas: a racionalidade e a precisão dela são sempre bem vindas, numa equipe que gira em torno das questões mais que pessoais de Lilly.

Tá quente: A música de abertura do episódio, magnífica, viva Moby.
Tá frio: Stillman decepcionou ao ter cedido às chantagens de Doherty e tirado Miller, equipe é equipe até o final.
04 "Soul" 25 outubro 16 novembro
  Até onde vai um amor não correspondido? O que é capaz de fazer uma pessoa rejeitada?
Todas essas perguntas são respondidas pelo quarto episódio de Cold Case que retoma a investigação de um talentoso musicista filho de um rígido pastor que tinha um secreto envolvimento com o submundo soul.
E como diz o ditado, se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé. Lilly Rush adiou tanto para conhecer a família de seu pai, que seu meio-irmão deu um jeito e apareceu na delegacia para conhecê-la. Essa iniciativa me pareceu muito tola e sem propósito. Ficou uma sensação de quê Rush era algum tipo de entidade ou coisa que o valha. Talvez uma tentativa de mostrar algum lado humano, que ou a Rush não tem, ou a Morris não sabe interpretar. Ficou forçado e piegas, tanto as cenas quanto aos diálogos, num sentido global e nada fashion, foi brega, brega demais.

Tá frio: a aparição do meio irmão da Lilly.

Tá quente: trilha sonora como sempre imbatível.
05 "WASP" 01 novembro 23 novembro
  Quando uma série se prolonga por muitos anos, a gente começa a se questionar sobre o que nela nos chama a atenção, ou quais características são sempre marcantes. Como não citar as frases clichês que Rush sempre solta antes da aberturas, coisas do tipo: ele levou bomba, alguém chegou antes, essas frases de capa de Diarinho, que com o passar dos anos me faziam rir, mas nos últimos episódios me fazem chorar... A trilha sonora é toda uma série a parte, sempre impecável e primorosa, é capaz de nos fazer voltar a épocas nas quais nunca vivemos.



Em "WASP" - Women Airforce Service Pilots - a equipe reabre o caso de um suposto desaparecimento/assassinato de um pilota da WASP - um programa americano, que realmente existiu durante a 2ª Guerra e recrutava mulheres civis voluntárias para pilotar aviões em missões que não envolvessem combate aéreo direto. Mais do que uma investigação, esse episódio fala de coragem, justiça, força, valores já esquecidos por uma sociedade que é fruto de lutas cujas bandeiras foram exatamente estas. Episódios como esse apesar de ficcionais (em parte), tratam da história do mundo em que vivemos e nos relembra que "apesar de termos feito tudo que fizemos", ainda há muito ainda por fazer.

Tá Frio: A atriz Sarah Glendenin que interpretou a vítima Vivian Lynn (qualquer semelhança com o Vento Levou é pura coincidência) deixou muito a desejar, faltou carisma apesar da bela história.
Tá Quente: A trama me emocionou, o final muito sensível.
06 "Dead Heat" 08 novembro 30 novembro
  Segundo pesquisadores, existem três motivações básicas para um crime: amor/ódio, poder ou dinheiro. Cold Case sempre flutua dentro desse universo de numeráveis possibilidades.
Mergulhando no lado negro das corridas de cavalo, apostas e companhia limitada, eles irão desvendar a verdade sobre o desaparecimento de um bem sucedido jockey mexicano nos anos 80. Tudo isso ao som do mestre Carlos Santana, apesar do bom gosto, a trilha não ambientou, foi mais um show de cantor só, vai ver que é culpa da visão americana tacanha de que latinos são sinônimos de Carlos Santana. Poderia ter sido melhor explorada. Os sotaques também foram um fiasco.
Enquanto isso no quartel general, Jeffries recebe uma encomenda da mãe de uma menina desaparecida, e como todo ano, liga para contar que não há novas pistas no caso. Ao que tudo indica, muito em breve, esse caso será reaberto, e acho que com final feliz estilo "The Fireflies" (4x08), episódio primoroso.
Vera agora está na mira do Comissário e vai ter que rebolar, literalmente. No mais segue o mistério da família Valels, o que estaria acontecendo? Há duas possibilidades: ou alguém está encrencado, ou a mãe de Scott está doente.



Tá frio: sem próposito a solicitação para que Vera faça exercício, a menos, que mais para frente tenhamos notícias disso.
Tá quente: Vallens falando espanho, arriba muchacho!!!
07 "Read Between the Lines" 15 novembro 07 dezembro
  Não é necessário ler nas entrelinhas para perceber facilmente o quão bom é esse episódio. O vínculo emocional consegue ser facilmente criado entre o telespectador e Donalyn, a órfã adolescente sumida em 1991 e encontra morto no porão de um “night club”. Com um passado triste, seu talento na composição de música é inegável, e a despeito dos preconceitos ela se inicia na carreira em busca de uma vida melhor para si e para sua irmã.
E é através das composições da jovem que o caso se resolve. O fantasma, metáfora para representar seu pai adotivo, é acusado de abuso na letra de seu rap. Ao ser procurado para um segundo interrogatório, ele se suicida. Após isso, as suspeitas se direcionam a família e com um pouco mais de investigação, se comprova que o culpado pelo crime é a mãe adotiva, que desesperada pela possibilidade de perder a menina menor, assassina Donalyn friamente.
Uma história triste, de uma vida interrompida, como sempre é qualquer morte, mas esse episódio teve algo a mais, diferencial: a sensibilidade a flor da pele. A impressão que me causou se assemelha muito ao episódio "Shuffle, Ball Change" da quarta temporada.
No mais, tudo continua igual. Rush tenta manter seu romance sexual com Saccardo, que lhe dá uma arma e a instiga a seguir o lado negro na força. Vale ressaltar que se Lilly realmente for fazer algo contra Moe, isso deverá acontecer lá pelo final da temporada. No mais, ela pouco trabalha e cada vez mais se apaga.
Cold Case a cada episódio, comprova ser uma série mais sobre histórias de vida do que exatamente personagens. Apesar de haver tentativas mal sucedidas de criar algum contexto paralelo utilizando as personagens fixas, é tudo sempre tão sem graça, tal qual a protagonista.



Tá frio: o romance entre Rush e Saccardo não convenceu, não convence e nem nunca convencerá.
Tá quente: o retorno de Muller a equipe – alguém precisa trabalhar.
08 "Chinatown" 22 novembro 14 dezembro
  Quando a referência é chinesa, os produtores musicais se atrapalham e atacam com The Police. Escolha curiosa para um capítulo onde a trama se baseia na máfia chinesa, famosa por sua crueldade e organização. O episódio caiu na linha clichê que a série vem apresentando nos últimos episódios, o culpado é sempre alguém próximo, irmão-pai-mãe-familiar.
Tentativa de se criar uma história ingênua, um conto de fadas ao contrário, quando menino sonhador tem seu ideal romântico interrompido e busca vingança, fazendo sempre o certo e o justo a despeito do contexto e acaba morrendo pelas mãos de seu próprio irmão que manchou a honra da família e fez órfãos seus próprios pais. As escolhas do roteiro foram as piores, e o valor que poderia ser agregado pela trilha sonora se perdeu. O policial corrupto continuou livre com sua aposentadoria e o grande traficante desfrutando suas economias enquanto uma família que já teve uma perda no passado revive uma dor ainda pior.
Ao menos há uma coisa a se comemorar: o aparente sumiço de Saccardo, que os indícios demonstram estar se deixando seduzir pelo mundo do poder e dinheiro. Lilly não o confronta, apenas deixa que ele se vá, para alivio dela e de sua incapacidade de entrega. Se ele voltará, espero não. Mas caso isso seja necessário, não imagino nada menos que uma cena heróica de salvamento de nossa loira-barbie-protagonista.
Jeffries, agora mais conhecido como personagem-mesa-de-canto, tenta se levantar em meio a um contexto mal ocupado pelas suspeitas de Scotty a respeito do comportamento de sua mãe - e nas escolhas ou não escolhas da vida de Rush.

Tá Frio: o ostracismo de Jeffries é um desperdício de talento.
Tá Quente: Cena final foi tocante, uma pequenina reunião em família.
09 "Forensics" 06 dezembro 11 janeiro
  Com uma temática para americano ver, o episódio se salva pelo carisma do personagem principal Lucky. Mas tudo fica em lugar comum, garoto pobre, família problemática com muito potencial que tenta subir na vida e em algum momento se corrompe e acaba morto por causa da frustração egoísta de alguém.
O grande mistério de Mamma Scotty finalmente chega a um fim, para minha surpresa e frustração, afinal o que todo esse blá blá blá vai agregar à trama? Não sei, é preciso aguardar os próximos capítulos ou não.
Em sua busca pela liberação Vera, desconsidera os conselhos médicos, e visita um doutor menos rigoroso. Assinatura no relatório: de volta ao trabalho. Provavelmente seu comportamento negligente vai lhe render muito breve, uma visita ao hospital e uma lição e ser aprendida.
De maneira geral, em uma temporada que tem sido muito irregular e cheia de episódios muito fracos, eu gostei desse, tem certo glamour apesar do tema não me pegar.
Chamou atenção umas novas montagens de cena com multi-quadros, realmente eles estão tentando tudo para salvar a série.



Tá Frio: Essa história da mãe de Vallens realmente não convenceu.
Tá Quente: Karma Police rocks !!!
10 "Iced" 13 dezembro 18 janeiro
  É minha gente a coisa está indo mesmo para o buraco! Está faltando inspiração aos roteiristas. É fato que a maioria dos crimes é motivada por dinheiro, poder ou amor, com uma pitada de egoísmo e alta frustração, não justifica a falta de capricho que anda sendo apresentada com relação à trilha sonora.
Cadê os episódios de época em P&B (07x05) tão apaixonantes que nos fazem desconsiderar um mau roteiro ou falha temporal em qualquer contexto, com suas pitadas de história real permeadas à narrativa principal?
Num enredo "JáTeVi", no novo episódio dessa temporada o que pressinto a cada novo capítulo a série parece rumar para uma não-renovação indiscutível. Nada muito diferente de tantos que já assistimos nestes sete anos de série.
De diferente, o novo par romântico da série. Uma vez descartada a ninfomaníaca relação entre Rush e Saccardo, entra em cena um caso mais água com açúcar de Miller e Curtis Bell – o promotor charmoso.
Esse capítulo foi mais uma conseqüência do que um motivo, ou seja, a intenção era mesmo falar do passado de Vera, e para isso foi criado todo um contexto onde essas recordações se fizessem bem-vindas.
Um capítulo intermediário, com uma fórmula já desgastada.



Tá Frio: Essa história da Mamma Scotty já deu o que tinha que dar.
Tá Quente: Vera, The Hammer !!!
11 "The Good Soldier" 10 janeiro 08 fevereiro
  Último lugar em audiência, Cold Case resolveu apelar para o patriotismo americano e traz mais uma temática bem americana: o recrutamento do exército de jovens de baixa renda e sem perspectiva.
O protagonista da vez é um ex-recrutador boina verde, que aparece assassinado em meio a jóias roubadas. Na tentativa de restabelecer sua honra, um ex-pupilo tenta reab rir a investigação.
Apesar de contextos diferentes, a motivação da história repete a mesma do quarto episódio desta temporada – Soul – com uma nuance mais edipiana.
O que parece ser o principal desse episódio é a aproximação entre Rush e sua step-family. Uma situação um tanto quanto apelativa e fajuta. A resistência de Rush que durou dez capítulos simplesmente desapareceu me questão de minutos. Com direito a visitas noturnas regadas a MacDonalds.
Enrolou essa situação por esta temporada toda e até ocasionou momentos que durou quase os dez capítulos da temporada foi se ao chão em menos de uma hora.
Uma coisa fica: a promessa que anda rolando de que após o pequeno intervalo de férias as coisas vão melhorar na série em uma tentativa de arrastá-la por mais um ano, será preciso caprichar para convencer e resgatar os antigos seguidores, que desgastados pela fórmula e seduzidos pela enxurrada de novas séries dos últimos anos já demandaram desde a grande baixa de qualidade da temporada passada.

Tá Frio: Será o maquiador de Lilly Rush foi para o Big Brother? Nesse capítulo ela estava no osso.
Tá Quente: Coldplay - Politk
12 "The Runaway Bunny" 17 janeiro 22 fevereiro
  Quando o errado resolve fazer certo, seria pela redenção? Andando por caminhos tortos o ex-detetive Denton garantiu seu lugar no céu. Num episódio que considero o melhor da temporada até agora, temos uma história mais complexa do que as antes apresentadas, apesar da solução óbvia. Para mim não pairavam dúvidas sobre a identidade do culpado, mas fui surpreendida pelos rumos que a história de Bunny – a fugitiva – tomou no desenrolar da trama.
Algo estranho parece acontecer com Vera, que sonolento e mais agressivo dorme pelos cantos e mau-trata os coleguinhas. Quanto ao mistério de Scott não há mais nada a ser desvendado ao que parece, sua mamita sofreu um assalto-agressão e não quis dividir isso com ninguém muito menos dar queixa para investigação, será que é só essa bobeira mesmo, ou seria o meliante conhecido – em quantos capítulo mais essa história vai ser mencionada?
Rush começa novamente sua perseguição ao Major Moe Kitchener, seria só fogo de palha ou um prenúncio para a season finale da série que ainda está na metade de sua temporada?



Tá Frio: As ameaças de Rush a Kitchener são muito forçadas.
Tá Quente: Apesar da agressividade injustificada, o moquete que Vera deu em Frankie - The Giant - foi merecida.
13 "Bombers" 14 fevereiro 08 março
  E a verdade vem à tona. O grande segredo que escondia Sra. Valens não dizia respeito somente ao assalto sofrido, mas também à agressão sexual. Durante interrogatório de uma das vítimas, Valens faz essa horrível descoberta e Danny Pino protagoniza uma das melhores cenas da série e provavelmente de sua carreira. Assim começa um grande drama na família Valens.
Um episódio consistente, com uma trama sólida e várias histórias entrecruzadas. Se esse é para ser o prenúncio de resto de uma temporada melhor, eu escolho apostar.
Saímos do lugar comum, onde os culpados são sempre os melhores amigos, irmãos e parentes e votamos ao randômico. Na investigação do assassinato do grafiteiro Blaze em 82, o que temos é uma história sensível e cheia de arte, com mais conteúdo e dramatização do que o usual.
Vimos com eficiência e sutileza, Kat às voltas com seu "quase" relacionamento com o Curtis e seu novo enfrentamento pela guarda da sua filha e Jeffries planejando desfrutar sua aposentadoria sob o sol da Flórida, em Boca Ratón.
O que não vimos foi o assassino do Major Moe Kitchener, executado em seu carro. Todas as pistas apontam para Rush - que quado comunicada do processo aberto pelo Major contra ela, disse que iria resolver tudo. Ah, não nos esqueçamos da arma não registrada dada a ela pelo seu ex-policial namorado e bandidão Saccardo, mais um prova contra ela.
Mas a verdade é que a obviedade de que seja ela deve ser considerada pelos roteiristas, o que me leva a crer que tenhamos algum personagem interessado em destruir a carreira da nossa polaca barbie que pelo andar da carruagem deve durar mesmo só mais esse ano.



Tá Quente: "When it is darkest, men see the stars" (Ralph Waldo Emerson) – será?
Ta Frio: a trilha sonora fraca não pesou tanto devido a maior consistência do episódio.
14 "Metamorphosis" 21 fevereiro 22 março
  Ao som de Jim Morrison a lagarta se transforma em borboleta e alcança o merecido e almejado céu.
Em terra, Scotty, cheio de culpa, se afoga em meio a sua auto-piedade alcoólica. Rush suspeita de matar Moe (como esperado), vê sua carreira assegurada, quando Butler (pai de Kate Butler - "The Long Blue Line" e "Into the Blue") confessa o assassinato do Major – vingança a sangue frio. História esclarecida, sem possibilidade de continuidade, a menos que Rush esteja de alguma forma envolvida - álibi falso, hummmm, será que tem coisa?
Tudo se encaminha para um fim, já que quando não há salvação, sobra resignação. Conformados, os roteiristas capricham na edição, cenário e trilha sonora, e num passeio nostálgico de alta qualidade, nos levam de volta ao mundo do circo, quando o circo ainda era circo.
Já eu, em minha imensa ignorância, jamais me atreveria a pensar numa combinação entre The Doors e o Mundo do Circo, impecável, mas essa nem o Carequinha!



Tá Frio: Senti um pequeno clima entre Rush e Valens, espírito de Valentine atrasado? Eca.
Tá Quente: Lembranças a Fuzarca e Torresmo.
15 "Two Weddings" 28 fevereiro 05 abril
  Em ritmo de despedida, "Two Weddings" ressuscita o que há de melhor em Cold Case. Num ambiente nostálgico e engraçado, a equipe reabre a investigação da morte de Dan Palmer durante o casamento de um colega.
Com uma dinâmica diferente da sala de interrogação, vemos todos vestidos em esporte fino aprontando das suas. A história não surpreende, mas para felicidade de todos e alegria geral da nação, todos são inocentes, claro, menos a cunhada "bisca" e o noivo mentiroso.
Foi a comprovação: a equipe ainda tem liga, Vera com seu charme bonachão, Jeffries com sua eterna elegância, Rush com seu "desajeitamento", Valens com a sua arrogante inteligência, até Curtis Bell entrou na baila e não perdeu o ritmo. Sim, eles ainda sabem com investigar um crime com eficiência e elegância de sobra. Ahazow !!!!



Tá Frio: Qual a razão da semelhança entre Melanie e Anna - what was that for?
Tá Quente: e o buquê vai para... Rush !!!! (óbvio)
16 "One Fall" 14 março 12 abril
  Enquanto Bon Jovi canta, os homens se digladiam entre socos e cortes. Entre meandros de uma trama tão entrelaçada que nem seu desfecho explica, temos um episódio que continua na curva ascendente de melhora.
História do Clube do Bolinha, telecatch americano com um pano de fundo sensível, a história entre pai e filho enredo candidato ao Oscar.
Na sequência porradaria, Scotty encontra o agressor de mulheres, e na surdina invade a casa protagonizando uma das cenas mais agitadas dos sete anos de Cold Case.
Com sua sentença de morte já marcada, todos os mistérios de Cold Case estão sendo resolvidos a toque de caixa. Começo a sentir nostalgia, ou serias saudades de Rush e sua trupe?

Tá Frio: Depois de cair da escada, virar cambalhota e tudo mais, Valens conseguiu apenas um pequeno corte no rosto?
Tá Quente: Algo acontece com Vera, acho que vem mais mistério por aí.
17 "Flashover" 21 março 19 abril
  O palhaço bonachão também tem um coração. Rimas à parte era vez de Vera dar sua colaboração nesse fim já decidido.
Confesso que dá primeira vez que assisti, me questionava porque muitos haviam achado esse, um dos melhores episódios de uma temporada nem tão decepcionante. Na segunda vez eu percebi, é porque fala de gente, de vida, de erros e acertos. De dúvidas e de fragilidades que nos colocam a cada segundo na beira do abismo.
Enquanto Pink Floyd toca, vemos Vera fazer o que poucos fazem, assumir seus erros, dar a cara a tapa e defender o que é certo.
Mas o que resta nessa vida não é só isso mesmo, a gente e a nossa consciência? Enquanto todos o caçam, Vera vai reescrevendo um caminho que ele mesmo destruiu. Mas somos todos falhos, mortais e insignificantes.
18 "The Last Drive-In" 28 março 26 abril
  Criminal Minds? Não, era realmente um episódio de Cold Case. Mas que não parecia nada com Cold Case. Em si, o episódio é bom, interessante e bem argumentado, mas não tem nenhuma relação com a linha da série. Seria uma tentativa de mantê-la por mais um ano?
Com direito à participação do FBI, a investigação é coesa, mas não funciona como arquivo morto, e essa nuance sexista das duas agentes me entedia. O comportamento macho-man de Diane Yates é desnecessário.
Nada de música, nesse episódio tenso, onde tememos que o próximo a ser alvejado seja um de nossos agentes.
Na resolução do caso que ainda continua, um clássico caso de introjeção do objetivo perdido. Ops, acho que estou assistindo muito Criminal Minds.

Ta Frio: Vamos terminar, mas vamos terminar como Cold Case!
Ta Quente: Oba, homem novo na série. Esse é para Rush.
19 "Bullet" 04 abril 03 maio
  Bom. Sim, muito bom. Com ares de dever cumprido no conjunto da obra, apesar da forte relação psicológica não era tão Criminal Minds quanto eu imaginava. No fundo, realmente havia um arquivo morto a ser desvendado para alguém.
O culpado, previsível. Mas as relações que se construíram a partir disso, foram muito interessantes: a provável relação amorosa entre o agente do FBI e Rush, e a própria relação dela com a Agente Yates, uma figura feminina, mais velha que vem contrapor-se com a experiência traumática que ela teve com sua mãe. Falando nisso, por onde anda a step family de Lily?
Gostei bastante, mas a cena de prisão do criminoso, com direito a mentira coletiva, foi um tanto quanto exagerada.



Ta Frio: Sim, haverá um relacionamento entre Lilly e Ryan.
Ta Quente: Essa mulherada rule!!!!!!!!!!!!!!!
20 "Free Love" 11 abril 17 maio
  Cada um no seu quadrado. Tendo como pano de fundo uma história de amor Woodstock às avessas, Cold Case se encaminha para o encerramento e os personagens, vão seguindo seus caminhos.
A aproximação entre Rush e Ryan – o agente do FBI – deve levar nossa Barbie loira a integrar a força. Já Vera finalmente encontra a família que sempre quis e mereceu. Muller mexe seus pauzinhos e faz as pazes com Curtis.
Jeffries deve se aposentar, o capitão Stillman reata seu caso antigo com a agente boa de briga Yates, já Scotty parece não ter um final previsível. Com uma história já conhecida de trauma, ele fica misterioso a cada episódio.
Um capítulo nostálgico, que trouxe o melhor e o mais sensível de Cold Case. Outros comentários seriam desnecessários, na reta final, só no resta curtir.
So enjoy it!



TáQuente: foi tão romântico !!!
TáFrio: o caso foi meio fraquinho para mover até o FBI.
21 "Almost Paradise" 02 maio 24 maio
  Valens agora descansa em paz, sua vingança está completa, o agressor de sua mãe virou história. Já Rush, tem que se haver com a família, e para isso, falta só Cristina, a irmã problemática que retorna.
No mais tudo caminha na normalidade, a bela amizade entre Vera e Jeffries cada capítulo nos presenteia com momentos de docilidade, e demonstra uma relação que deve transpassar o vídeo.
Um cuidado extra foi dado a edição, que ficou primorosa. Com cortes de cena temáticos, como negativo de foto, a trilha sonora de U2, deu o toque – perfeito.
Quanto ao caso, triste, como a maioria dos casos investigados na série. Cold Case no final das contas, fala de vidas interrompidas, de sonhos não realizados, retrata a miséria humana e sua passionalidade, mas também fala de justiça.
Discurso meio de final de novela né, mas depois da aparição de Chuck – O Profeta, eu estou certa de que o fim está próximo.



TáQuente: dando minha mão a palmatória, a interpretação de Morris na cena da cafeteria me convenceu.
TáFrio: essa irmã da Lilly podia ter ficado no vácuo do desaparecimento – lugar de demônio é no Supernatural.
22 "Shattered" 02 maio 31 maio
  Pois é, acabou. Num capítulo emocionante, Cold Case se despede. Tendo como pano de fundo duas histórias em paralelo, a trama final se costura como a obra de um virtuoso alfaiate.
Jeffries re-investiga a tal história antiga que no final das contas envolvia a alta cúpula da Polícia e requereu dos nossos agentes muito trabalho de equipe e jogo de cintura.
Enquanto isso, Lilly caminha a procura da sua irmã e de encontro ao resgate dessa relação. Acompanhada de seu fiel escudeiro, Scott Valens.
No final das contas, ela não foi pro FBI. E a unidade se manteve como em qualquer outro episódio. Mas o ar de final marcou as últimas cenas....
Resta pouco a dizer, afinal foram 07 temporadas, 156 episódios. De toda essa bagagem, dois episódios me visitam a memória com freqüência, ambos da quarta temporada: Fireflies, o mais emocionante e Offender, o mais triste.
Do resto só as maravilhosas músicas que embalaram tantas histórias e nos relembraram das nossas próprias, críticas a parte, vou sentir saudades. Valeu !


      Deixe o seu comentário:
Últimas publicações:
Shameless: 2x05 "Father's Day"
Os Vingadores: spot
30 Rock: 6x05 "Today You Are a Man"
Fringe: 4x11 "Making Angels"
Pele que Habito
Person of Interest: 1x13 "Root Cause"
Grey's Anatomy: 8x13 "If/Then"
Jogos Vorazes: novo trailer
Up All Night: 1x14 "Preschool Auction"
Parks and Recreation: 4x14 "Operation Ann"
The Big Bang Theory: 5x15 "The Friendship Contraction"
Molde de Barro
Review: O Artista
Review: Os Descendentes
Battleship – Batalha dos Mares: spot
White Collar: 3x13 "Neighborhood Watch"
Raising Hope: 2x12 "Gambling Again"
New Girl: 1x11 "Jess and Julia"
Fogo Brando
John Carter: spot
Once Upon a Time: 1x11 "Fruit of the Poisonous Tree"
Criminal Minds: 7x12 "Unknown Subject"
CSI: 12x12 "Willows in the Wind"
Labirinto Mental
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Review: Homens Que Não Amavam as Mulheres
Review: O Espião Que Sabia Demais
Review: A Invenção de Hugo Cabret
Review: Histórias Cruzadas
Indicados ao Oscar 2012
Review: Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras
Review: Missão: Impossível - Protocolo Fantasma
Review: O Homem Que Mudou o Jogo