Ficção-cientítica produzida por Peter Jackson agrada crítica e público. |
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Publicado em: 07/03/2010 |
Distrito 9 é um novo marco para ficção-científica. Quanto mais penso sobre esta obra - que recentemente chegou ao mercado de home video e conquistou uma indicação ao Oscar de melhor filme - novas ramificações surgem de suas implicações temáticas. É um trabalho denso que se esconde por trás do gênero.
Há bastante a se pensar sobre as questões raciais na obra, do processo de exclusão às agendas da política global. A chegada e convivência de aliens "camarões" na cidade de Joanesburgo na África do Sul rende uma série de reflexões sobre o contágio e a mescla das espécies; a mutação genética (mestiçagem), biológica (hibridismo) e lingüística (crioulização). Em determinado momento do filme, o protagonista vive na pele todas estas questões; estando ao mesmo tempo nos dois lados da história e em nenhum deles.
Da mistura, do híbrido, nasce o novo. Poucas vezes um filme traduziu tão bem em forma e conteúdo as principais preocupações teóricas-filosóficas do fazer cinematográfico (do seu tempo): entre os diferentes pontos de vista, o filme assume a narrativa de ficção (de estilo clássico) mas também o formato documentário; engloba a televisão, a internet e por vezes até a estética de game. É uma loucura, um absurdo total; um marco.
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Distrito 9 |
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