Longa com Ryan Reynolds é proibido para claustrofóbicos. |
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Publicado em: 01/01/2011 |
Proibido para claustrofóbicos, o filme Enterrado Vivo nos enfurna durante 95 minutos em uma caixa de madeira.
A história é simples, surpreendente e vai na contramão da tendência das grandes produções - tão comuns e esperadas hoje na indústria cinematográfica. A película aposta no roteiro brilhante de Chris Sparling, que desenvolve uma narrativa consistente apenas utilizando conversas telefônicas.
Não há imagens externas, não há passado, nem futuro. Tudo que o espectador vivencia são o sofrimento e angústia de Paul Conroy, muito bem interpretado por Ryan Reynolds que leva o filme inteiro nas costas e não decepciona.
A temática é a clássica guerra ao terror, Iraque e tudo mais. Enterrado vivo, Paul Conroy tem ao seu dispor apenas uma lanterna, um isqueiro e um celular. A partir daí, se inicia sua via sacra telefônica na tentativa de alguma maneira se salvar daquele terror.
Aí reside a crítica moral e social da história; por ser um simples civil, caminhoneiro, contratado para trabalhara no Iraque, Conroy é subjugado e se vê sem esperanças ao fim de cada ligação, além de tudo ainda enfrenta cobras e bombas que explodem e pioram mais sua situação.
Acompanhando a excelente performance de Reynolds, mesmo sem o recurso 3D viajamos ao Iraque e dividimos o caixão com Conroy, chegando a respiração a falhar em alguns momentos. Isso é possível, graças ao excelente trabalho de câmera que faz muito bom uso dos travelling, enquadramento e profundidade - é a simplicidade da arte do cinema.
O filme do espanhol Rodrigo Cortés, prova que mesmo com orçamento pequeno, uma única locação, mas uma boa história é possível prender o espectador sem entendiá-lo.
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| Enterrado Vivo (Buried, ESP/EUA/FRA, 2010) Direção: Rodrigo Cortés. Elenco: Ryan Reynolds. Duração: 95 min. |
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