Refilmagem de longa dinamarquês é inferior comparado ao original, mas tem seus méritos. |
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Publicado em: 09/03/2010 |
É preciso esquecer o filme original, o dinamarquês Brothers (Brødre, de 2004), para embarcar nesta refilmagem americana comandada pelo premiado diretor Jim Sheridan (de Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai e Terra de Sonhos). A única justificativa dessa nova versão é reapresentar a história para um público maior. Besteira; a refilmagem não tem a mesma relevância do lançamento da obra original e ainda precisa lidar com as inevitáveis comparações a um filme muito bem recebido pela crítica.
Deixando estas questões das estratégicas comerciais de lado, o filme tem seus méritos próprios. O principal deles, na minha opinião, é lembrar que Jake Gyllenhaal é um ótimo ator. Apesar de ter seu nome envolvido em grandes blockbusters como O Dia Depois de Amanhã ou Príncipe da Pérsia, o filme aponta para a sua carreira mais artística, que inclui pequenas obras-primas como Donnie Darko, O Segredo de Brokeback Mountain, Soldado Anônimo e Zodíaco. O ator divide a tela com Natalie Portman e Tobey Maguire. O ex-Homem-Aranha recebeu uma indicação para o Globo de Ouro de melhor ator dramático por esta performance; Maguire tem também uma carreira intessante, equilibrando as bobagens comerciais com jóias da sétima arte como Tempestade de Gelo e A Vida em Preto E Branco. Mas entre os dois irmãos dessa história é Jake Gyllenhaal quem mais se destaca, com uma interpretação mais natural e menos esquemática do que seu parceiro de cena.
Contudo, a mensagem política e o drama familiar se perdem nesta refilmagem; um tanto preguiçosa e sem emoção. Em um ano marcado por ótimas obras relatando os desdobramentos da guerra (Guerra ao Terror e O Mensageiro), este Entre Irmãos parece o primo pobre da família.
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