E o brócolis virou vegetal. |
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Publicado em: 26/06/2009 |
Não há nada de extraordinário na série de longas de animação A Era do Gelo. As histórias são corretas, passam uma boa mensagem e emocionam facilmente, mas são demasiadamente simples. Os personagens são engraçados, cativantes e também esquecíveis. O resultado é sempre agradável, ainda que irregular. Esta terceira aventura evidencia ainda mais estas falhas, mas quem for aos cinemas conferir o novo trabalho do diretor brasileiro Carlos Saldanha ainda terá uma hora e meia de boa diversão. O filme é agradável para todas as idades e não deve incomodar os espectadores mais velhos.
A história desta continuação parece seguir um caminho natural para a trajetória de Manny, o mamute e Sid, a preguiça, que protagonizam a série. Mas o filme tem dificuldades em lidar com a quantidade de personagens secundários e algumas histórias são mal resolvidas e pouco aproveitadas. É o caso de Diego, que tem uma boa premissa, preocupado com a perda de sua vitalidade e com vontade de se afastar do grupo. O assunto poderia render uma abordagem interessante sobre vida, morte e solidão, mas o tema se perde. A sensação é que os realizadores não queriam assustar o público infantil com "pegadas" mais fortes.
O foco da animação é mesmo na aventura, com ótimas cenas de ação, muita correria e uma boa dose de humor. E neste sentido, vale dizer, o filme é bem eficiente. O ritmo do longa pode ser um tanto irregular, mas as sequências de ação são bem editadas e apresentam um bom timing na combinação de aventura e comédia. O problema aparece nas cenas de diálogos - pouco inspirados -, principalmente entre o casal Manny e Ellie que espera o primeiro filhote. Manny nunca foi um personagem interessante e aqui suas dificuldades em lidar coom a chegada de Amora cansam já na metade do filme.
É nesta hora que entra Scrat, o hilário esquilo sempre em busca de sua avelã. As sequências com o bicho já são uma marca da série e definem seu estilo. Estas cenas dão um novo fôlego para a aventura e entram nos momentos em que a história do longa fica cansativa demais; Scrat sintetiza a forma irregular da série (veja abaixo a cena inicial do longa com Scrat e sua nova parceira). Mas há também a figura de Buck, uma doninha maluca (no sentido de alucinado mesmo) que tem as melhores falas e quase rouba o filme para si. As hipóteses do personagem para o sumiço de Sid a partir de algumas pistas no chão, da pegada da mamãe-dinossauro e um pedaço de brócolis, são insanamente hilárias, e formam o melhor momento do filme.
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A Era do Gelo 3 |
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