Interface, interface minha... existe alguém mais conectado do que eu? |
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Publicado em: 15/07/2010 |
É incontestável que as tecnologias aproximam pessoas e derrubam fronteiras
. Como dita o senso comum, estamos mais próximos e paradoxalmente mais distantes um do outro. A proliferação de gadgets que facilitam a comunicação instantânea entre as pessoas conduz o sujeito cada vez mais para a prática interativa mediada pelas interfaces informatizadas.
A aldeia da virtualidade é o novo ponto de encontro dos sujeitos na contemporaneidade: a rede de amigos substitui termos de grupo ou de tribo. Conectar-se é estar por dentro; ou ainda, a corrente "da moda" são os fluxos sociais em ambientes virtuais. Na medida do desenvolvimento tecnológico cria-se toda uma necessidade de incorporação do sujeito pelos aparelhos e dispositivos móveis; para não ficar de fora, nem por um segundo sequer, transporta-se o acesso remoto para qualquer lugar
.
A interface dos gadgets é também o mais recente local de atualização do sujeito. Não apenas é esse o meio pelo qual as informações e os acontecimentos do mundo chegam ao seu conhecimento, mas é através das telas de acesso ao virtual que o sujeito se redescobre e se reinventa ao postar suas percepções e atividades momentâneas
. Nesse sentido, há um transbordamento do sujeito para o meio virtual. E também, uma fragmentação das relações de identidade com os diferentes aplicativos e dispositivos que o sujeito tem às mãos
.
A Internet está no computador, mas também no carro, no celular. Mensagens instantâneas percorrem as linhas telefônicas e proliferam em redes sociais compartilhadas. É possível escapar de um eu virtual? Você já atualizou seu status hoje? Qual foi seu último tweet?
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