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FlashForward: 1ª temporada
Guilherme.
Publicado em: 28/05/2010

A primeira e única temporada de FlashForward consiste de 22 episódios.

#   Título: Exibição original
(EUA):
No Brasil:
01

"No More Good Days"

24 setembro 23 fevereiro
 
Lost light ou Fringe para crianças? A premissa desta nova série é instigante e certamente o episódio-piloto cria (boas) expectativas para a temporada. Mas será que as peças deste quebra-cabeças serão tão supreendentes como Lost ou absurdamente geniosas como Fringe? Enquanto nas séries de J.J. Abrams há uma sucessão de acontecimentos extraordinários, FlashForward depende exclusivamente do incidente apresentado neste episódio, que joga os personagens seis meses no futuro por pouco mais de dois minutos. Daqui em diante poderemos acompanhar as consequências do evento; os desdobramentos nas relações inter-pessoais e as investigações sobre o potencial ataque à humanidade. Será suficiente para manter o interesse na série? Os primeiros minutos após o flash-forward são espetaculares, um caos belo e cheio de detalhes sob a ótica do protagonista (Joseph Fienees) no meio de uma Los Angeles em chamas. Quando a trama avança e o instante passa, começam os problemas. Os questionamentos são simples demais ("será que sabendo do futuro, eu posso evitá-lo?") e o conhecimento 'adiantado' de algumas tramas pode ser frustrante. Por que, por exemplo, poucos personagens demonstram ciência do evento em 29 de abril? Nesse sentido, a 'reunião' do chefe de polícia é genial. O mesmo não se pode dizer da mulher do nosso protagonista. Por essas, temo a continuação da série.



Em 29 de abril: Se o protagonista não solucionou o mosaico, posso deduzir que não teremos respostas este ano?
02

"White To Play"

01 outubro 02 março
 
O episódio consegue avançar na investigação sobre o colapso mundial, sem a necessidade de outros eventos extraordinários. O suspense aumenta sobre os envolvidos no apagão com o telefonema de Gibbons para o suspeito zero, e uma maluca Deidra-Didi Gibbons cai na história de paraquedas para nos lembrar que a vida é cheia de bizarras coincidências. Até a trama do agente Demetri que não teve uma visão no futuro (e que parecia fadada a explicações rasas) começa a ficar interessate. O que não funciona, porém, é o drama dos protagonistas, angustiados com a provável dissolução do casamento. A situação melhora com as revelações da pequena filha do casal, não apenas pelo seu envolvimento com o paciente do hospital, mas principalmente pelo seu conhecimento a respeito de Gibbons. Estará a menina na mão do "terrorista" no futuro próximo? De qualquer maneira, agora sim o protagonista Mark tem motivos para continuar a investigação, pois até então o seu mural/mosaico parecia uma grande perda de tempo (para não pegar a mulher na cama com outro?). Ou será que é a sua investigação que vai colocar a vida da pequena Charlie em perigo?

Em 29 de abril: O chefe de polícia estará aplicando respiração boca-a-boca em um agente do departamento.
03

"137 Sekunden"

08 outubro 09 março
 
De série promissora para uma completa bobagem. O terceiro episódio é repleto de equívocos, cenas terrivelmente mal-escritas, personagens rasos e diálogos mastigados para o espectador. A série insiste na inserção de flashs a cada relato dos personagens sobre o apagão; e no caso de Mark, parece que ele também vê o vídeo, pois a cada momento ele capta mais coisas no seu quadro 'mental'. É irritante a tentativa do roteiro de explicar tudo para os espectadores. O caso do inspetor da alfândega pego com drogas em casa pelo detetive Demetri é um ótimo exemplo disso: "não vão me contratar se eu for pego com drogas", "não vai acontecer se você me prender"... e ainda termina com "o que eu estou dizendo é que depende de você se o meu futuro vai acontecer". A trama também não é capaz de lidar com a previsibilidade e a expectativa, quando todas as narrativas são tão óbvias desde o começo (a noiva de Demetri e o casamento no Dia D.; Aaron e o corpo da filha; o Sr. Geyer e suas pistas). Não há surpresas, não há quebras, não há reviravoltas. Nada!

Em 29 de abril: O Sr. Geyer estará desembarcando nos EUA, perdoado pelos crimes de guerra e repatriado.
04

"Black Swan"

15 outubro 16 março
 
Alda: Você está perdendo tempo tentando descobrir o que causou o apagão, quem é o responsável. Você está ignorando a pergunta mais profunda de todas: por quê? (...) Você sabe o que é o cisce negro? É uma metáfora para evento de grande impacto. Algo tão raro que está além da esfera normal das expectativas humanas. Surgiu no século XVII quando cientistas presumiram que todos os cisnes eram brancos. Eles estavam errados. (...)
Mark: Há um quarto. Um garotinho entra com uma vela. (...)
Alda: O homem no quarto aponta para a vela e pergunta: diga-me de onde vem esta luz? O garoto assopra, apaga a vela e responde: se você me contar para onde esta luz foi, eu te conto de onde ela veio.
05

"Gimme Some Truth"

22 outubro 23 março
 
Está virando um padrão da série ter ótimas cenas de abertura e encerramento em cada episódio. Aqui, a cena é a mesma nos dois momentos, mas estentida nos minutos finais com novos desdobramentos do ataque aos agentes que investigam o apagão e criaram o programa mosaico. É a única sequência de ação de todo o episódio. Porém, o meio é um problema. Bem sério. Apesar do questionamento sobre a direção do programa a respeito do apagão fazer certo sentido (afinal, por que é a divisão de Los Angeles do FBI que está a frente das investigações?), não era necessário todo um episódio passado em Washington. Tudo é muito cansativo e entediante; a senadora Clemente no mesmo tom, a atuação (da testa do) Joseph Fiennes. O que há de melhor neste episódio é o relacionamento da agente Janis. O ataque contra a moça foi uma surpresa e a imagem dos círculos vermelhos desenhados no chão pelo despertador (!) foram chocantes. São nestas raras cenas que a série ainda desperta interesse; afinal, será que os flashforward vão realmente acontecer?

Em 29 de abril: A senadora Clemente vai assumir a presidência dos EUA.
06

"Scary Monsters and Super Creeps"

29 outubro 30 março
 
O protagonista bobalhão Mark Benford persegue sujeitos mascarados (a mesma vestimenta vista em seu flashforward) durante a noite de Halloween. A trilha é de David Bowie: "Scary Monsters and Super Creeps". Apesar de alguns enquadramentos e tomadas de cena interessantes nesta sequência, o resultado parecia óbvio desde o início (de que eram apenas adolescentes arruaceiros), e a contrução do falso (os "scary monsters") não funciona.
Assistir este episódio me fez pensar sobre o há de bom e ruim na série. Parece-me que o maior problema é realmente o protagonista Mark Benford (e a interpretação do ator Joseph Fiennes); o personagem tem atitudes contraditórias e sem um pingo de auto-crítica. A conversa na cozinha com Olivia, perto do final deste episódio é bastante reveladora desse incômodo com as motivações do personagem. Acho até que o casamento vai acabar porque Olivia começa a perceber como Mark é entediante. A atitude dele com a presença de Lloyd (que foi buscar o seu filho autista Dillon) é ridícula. A sua reação de confronto contra Olivia é ainda mais desproporcionada. O mais grave é que não criamos um laço afetuoso com os personagens e pouco nos importa este relacionamento na história.
Em compensação, o time de coadjuvantes está salvando o programa. A agente Janis já é minha favorita. A maneira como o flashforward afetou a sua vida difere dos demais personagens, como mostra a cena no hospital em que a moça entrega seu instinto maternal. O agente Noh não fica muito atrás; vê-lo em ação, investigando o apagão a partir das pistas de Benford é muito mais interessante que ver Benford investigando o caso. E ainda, a melhor participação do episódio foi de Simon (Dominic Monaghan). Este personagem sim é o verdadeiro "scary monster". A sugestão que a sua viagem de trem pela costa foi de "tirar o fôlego" é de arrepiar. Sem falar no seu envolvimento com o flashforward. O número de mortes no apagão surge em uma reveladora conversa entre Simon e Llyod: "nosso experimento matou 20 milhões de pessoas, Simon".

Em 29 de abril: Simon mata um homem pressionando a traquéia com seus polegares (será mesmo?).
07

"The Gift"

05 novembro 06 abril
 
Entre os personagens deste episódio de FlashForward, o único com quem simpatizo é o agente Demetri Noh (John Cho), o sem-visão ou com visão vazia e escura do seu futuro em 29 de abril. Como a sua suposta morte (e desde cedo sabemos que ele estará vivo para o seu casamento nesta data) atinge o seu estado emocional é muito mais interesssante e visceral que as bobagens de Mark Benford e sua esposa Olivia, ou Aaron e sua filha (esta história pode acabar agora, né?!). E este episódio - um importante marco para a trama da série - investiga justamente um grupo de pessoas que, assim como Noh, não teve uma visão do futuro e entendem que estarão mortos no futuro próximo. A sociedade de Mãos Azuis - 'fantasmas' que perderam a esperança e abraçaram o inevitável - fazem uma espécie de culto à morte e o cerimonial serve como alerta para Noh sobre como lidar com a sua própria visão. A série ainda insiste em explicar tudo para os espectadores: a imagem mostra o Dr. Raynaud com as mãos azuis, Demetri olha para seus colegas e diz "mãos azuis". Há realmente vários problemas com a série (Joseph Fiennes provavelmente é o pior de todos), mas este episódio consegue ser um pouco melhor que os anteriores e vislumbrar o que devera ser uma boa narrativa. A trama sobre os fantasmas questiona justamente como encontrar uma fuga dos flashforwards, uma maneira de evitar que as visões se concretizem. Nada seria o mesmo sem os cinco minutos finais de "The Gift"; com o suicídio do agente Al (se ele desistisse de pular, eu parava com a série!). Aliás, era possível mostrar como "quebrar" com os flashforwards de outra forma (colocando fita crepe na janela, por exemplo). O que importa é que o acontecimento muda "as regras do jogo", e levando em consideração o andar da carruagem, toda e qualquer mudança será bem-vinda. Chega de questionamentos vazios ("e se...") ou de determinismos reducionistas. A partir de agora, vamos apostar na ação e nos desdobramentos da investigação sobre os responsáveis pelos flashforwards.

Em 29 de abril: Tudo pode acontecer; quem se importa?
08

"Playing Cards With Coyote"

12 novembro 13 abril
 
Então Benford tem uma pista sobre o cara tatuado do seu flashforward e decide apagar o sujeito antes do ataque em seu escritório no dia 29 de abril. Aaron lida com os traumas da sua filha Tracy, e sem mais nem menos, sabemos que sua visão do futuro é mais detalhada do que anteriormente. Olivia ganha de Mark o vestido que estará usando no futuro e decide jogar fora o presente. E Janis se informa na Internet sobre doação de esperma.
Uma bagunça. Os questionamentos pobres continuam; agora, para mudar o futuro, você precisa querer muito reverter a situação (o que significa isso, Mark?). "Nós temos uma segunda chance, nós temos uma segunda chance!". De minha parte, é a última chance, FlashForward.
A série está presa num círculo vicioso e não consegue dar prosseguimento na trama. Os personagens principais não despertam interesse. As cenas e os diálogos são terrivelmente mal escritas. Aliás, o que foi aquele jogo de poker entre Llyod e Simon? Horrível! Não apenas pelo jogo previsível como pelas falas citando o apagão; tudo foi muito mal construído. E o que dizer sobre a pista do vídeo do suspeito zero? Ele está usando um anel, claro, mas e daí, o próprio detetive - na mesma cena, enquanto diz sobre a "pista" - está usando uma jóia no dedo. Perdi a minha paciência com este final. A série passou do meu limite de tolerância.

Em 29 de abril: Mark Benford estará morto (esta é a minha torcida!).
09

"Believe"

19 novembro 20 abril
 
Ok, depois de muita reclamação e de quase desistir da série no episódio anterior, sou obrigado a dizer que minhas esperanças voltaram com "Believe", sem dúvida o melhor episódio da série. Finalmente FlashForward acerta a progressão da trama, sabendo quando revelar os detalhes de cada história. A narrativa envolvendo Bryce e Keiko é emocionante, paixonal e trágica, com atuações cativantes e um sentimento de urgência que supera a previsibilidade da série. É uma grande história de amor, entre duas pessoas que ainda não se conheceram, mas que estão um à procura do outro que viram no seu flashforward. É sobre como esta visão do futuro afetou suas vidas. Exatamente o que a série deveria estar fazendo este tempo todo. Até os questionamentos melhoraram: fiquei muito satisfeito com a explicação de Olivia sobre o tratamento de Bryce - se não sabemos como chegar até o exato momento do dia 29 de abril, não podemos acreditar cegamente que a visão vai simplesmente acontecer. O deslocamento do personagem para Tóquio, em busca de sua Keiko, é muito melhor que o questionamento vazio e sem ação de Mark e sua turma nos episódios anteriores (será que...). Invejosos, Benford e Noh já estão de malas prontas para Hong Kong. Será que os agentes vão convencer em sua viagem para ooriente como Bryce? Vamos torcer que sim!



Em 29 de abril: Bryce encontra Keiko em um restaurante de Los Angeles (!). E realmente espero que se encontrem!
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"A561984"

03 dezembro 27 abril
 
A série está querendo dar uma de espertinha sobre nós, desmentindo fatos e distorcendo verdades estabelecidas nos episódios anteriores. E não é só; a provocação é tamanha que podemos esperar muitas reviravoltas na trama desta temporada. Se os flashforwards vão realmente acontecer parece menos importante no momento. A conspiração e rede de intrigas que envolve os personagens começa a ficar mais interessante e envolvente. Mark e Noh vão para Hong Kong encontrar Nhadra Udaya (ou como foi carinhosamente apelidada de Eartha Kitt), em busca de respostas sobre o suposto assassinato do agente Noh. Suposto porque com as revelações de Nhadra - de que Noh é morto por tiros da arma A561984, no nome de Mark - parecem indicar um outro esquema para o assassinato. Ela informa que Mark atira no agente com intenção de matar, três disparos; mas logo que Mark perde o seu distintivo, sua arma e seu emprego no FBI questionamos se as informações de Nandra são realmente verdadeiras. Ainda desconhecemos o flashforward de Nandra ou o que a suposta morte de Noh poderá desencadear. Mas é seguro dizer que nada pode confirmar que Mark teve/terá intenção de matar Noh. Talvez fingir, que tal? Os agentes são mesmo espectros menores desta cadeia de eventos. Suas obstinações pessoais não os permitem ver o cenário maior de interesses e informações.
E o pronunciamento de Llyod e Simon assumindo toda a responsabilidade pelo apagão devido os experimentos com aceleradores de partículas naquele dia-e-horário?! Em questão de segundos, os personagens passam de potenciais vilões a uma dupla de cientistas geeks, um ingênuo (Lloyd) e outro arrogante (Simon); que em comum supervalorizaram seus trabalhos e pesquisas. De nada eles têm a ver com o apagão - e o próprio acelerador já fora projetado antes da dupla -, então Simon pode parar com a sua atitude grosseira contra os agentes. Quem se deu mal nesta história foi Lloyd, sequestrado na saída do hospital, aos olhos de Olivia. Apesar de todas as demonstrações de raiva da população contra a dupla, o sequestro parece indicar os verdadeiros responsáveis pelo apagão. Isso que dá roubar créditos de outra pessoa, certo?! Talvez a pesquisa de Lloyd e Simon tenha algum sentido sobre as causas do apagão, mas certamente o envolvimento da dupla não foi intencional. Episódios atrás, a dupla parecia ter planejado todo o ataque.
O que parece importante destacar é que todas essas meias-verdades não comprometem (mais) a série. Como grande parte da trama não estava funcionando mesmo, qualquer mudança de direção é bem-vinda. Até 2010, FlashForward.
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"Revelation Zero (Part 1)"

18 março 11 maio
 
A primeira impressão que fica do retorno de FlashForward, depois de mais de três meses de intervalo, é que a série admitiu seus problemas de narrativa e aprendeu a se auto-ironizar. É assim na conversa de Mark com seu ex-chefe, comentando a pouca ação do departamento em descobrir as causas do apagão (estão sentados sobre as próprias mãos, porque ainda não foram para a Somália). É um avanço, sem sombra de dúvida. Esta primeira hora ainda é um tanto irregular em ritmo e roteiro, principalmente pelo uso exagerado da trilha-sonora para conduzir emoções e pelas soluções bobas para avançar a história (da substituição de Mark pelo agente Vogel como parceiro de Demetri Noh). Mas há motivos para comemorar; a série parece menos preocupada em estudar os efeitos da visão do futuro sobre o cotidiano das pessoas e fica mais interessante quando focaliza a trama nos mistérios sobre o incidente; de quem são os responsáveis e como causaram o apagão, quais são seus motivos e objetivos e que tipo de tecnologia foi empregada em tal evento. Nesta primeira parte de "Revelation Zero", há a definição de um vilão clássico (auto-atribuído, com enfisema pulmonar e charuto em mãos): Flosso, o sujeito que capturou Lloyd e Simon para interrogação sobre os experimentos que eles realizavam no dia 9 de outubro, no momento do apagão. Enquanto Lloyd continua acreditando ser responsável pelo evento global, Simon permanece cético sobre essa relação. A dupla descobre que seus sequestradores também não acreditam que o experimento dos físicos seja responsável pelo apagão, mas que pode sim ter amplificado o resultado de um outro experimento (combinaram assim, como que por coincidência e sem intenção aparente). O que o fumante Flosso quer saber é a quantidade de energia liberada pelo experimento dos físicos, mesmo que para conseguir este número precise torturar o canalha Simon.
Outra boa impressão que fica desse episódio é a introdução com o lavador de janelas Timothy. É uma ótima sequência de abertura - uma constante na série - que ironicamente faz pensar que o apagão é mais interessante que os flashs em si; ou seja, que o caos do dia 6 de outubro (o momento de inconsciência coletiva) é mais atraente como espetáculo do que as visões de cada personagem. Ora, o flash sobre o futuro de Timothy (sua revelação divina) é uma piada, mas a sua queda livre de um prédio em Los Angeles no dia 6 de outubro é de dar frio na barriga. Talvez a presença de Timothy na trama não se justifique; até o final da primeira hora já estava enjoado do discurso de sua igreja. Não parece muito forçada a sua sugestão de que Nicole está sendo batizada e não afogada no seu flashforward? Enquanto isso, Mark está disposto a admitir os seus problemas e seguir com o tratamento terapêutico; com o uso de uma droga toda especial, o ex-agente consegue relembrar novas partes de seu flashforward, no qual discute com Lloyd por telefone. Continua...
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"Revelation Zero (Part 2)"

18 março 11 maio
 
Continuando com a segunda metade desse episódio duplo de FlashForward; a hora mais cheia de revelações sobre a série, dos acontecimentos passados e das possiblidades futuras. Como a sua primeira metade, nem tudo funciona e a trama progride com irregularidades (quantas vezes mais Simon vai tentar fugir da agente Janis?!). O acerto está - como sugere o título - na revelação da identidade do suspeito zero; o sujeito "visto" acordado no estádio durante o apagão, falando ao telefone com D. Gibbons. Descobrimos com essa história por que Simon conseguiu ficar consciente durante os 137 segundos, mas ainda não responde quais são os motivos e os objetivos de D.Gibbons em utilizar as pesquisas do pequeno gênio Simon. O que deixa esta narrativa centralizada em Simon tão interessante é que o caráter do personagem permanece um tanto dúbio; afinal, quanto ele sabe e quanto se envolveu com os vilões? É crível a sua preocupação com um novo apagão (algo sugerido também por Mark e Lloyd em seus flashforwards)? A violenta história entre Simon e Flosso mostra que há outros segredos em jogo: de que não é de hoje a aproximação do vilão com a família de Simon (matando, torturando e sequestrando membros de sua família para fazer o físico trabalhar no experimento). A reação de Simon contra Flosso é genial: eliminando o intermediário, Simon assume seu lado vingativo e cruel. O crime, premeditado, é algo muito interessante de se ver neste pequeno geniozinho da física.



Em 29 de abril: Mark pode estar tentando evitar um novo apagão.
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"Blowback"

25 março 18 maio
 
Eu queria ter esperanças, mas acho que não há mais salvação para FlashForward. Se a exibição dupla na semana passada acertou o ritmo e parecia corrigir os erros da série, este episódio jogou tudo no lixo com uma trama cheia de equívocos e chateações. A sensação é de estar assistindo a um recap, contando diretamente para nós quais são os conflitos que precisam ser resolvidos, em vez de desenvolvê-los na narrativa. Assim, a noiva de Dem relata o que realmente viu no seu flash, ou Mark e Lloyd recriam passo a passo a ação de suas visões do futuro para tentar descobrir a identidade de D. Gibbons. A série volta a insistir no seu maior defeito: no constante desejo dos seus personagens em realizar (ou não) suas visões do futuro. A narrativa quer nos dizer que por mais que tentem mudar seus destinos, os personagens acabam provocando aquelas visões. É de doer, principalmente quando a própria história já provou - episódios atrás - que essas visões pouco importam. Dessa forma, a série perde o foco da trama (sobre a intriga, a conspiração e os responsáveis pelo apagão); o que realmente importa dramaticamente. Sinto dizer, mas realmente acho que a série não vai sobreviver para a segunda temporada; não apenas a audiência está caindo vertiginosamente, mas falta conteúdo para justificar uma continuidade da série. Vai dizer que você quer ver mais de Mark Benford?
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"Better Angels"

01 abril 01 junho
 
Finalmente FlashForward nos leva para a Somália, dez episódios depois de apresentar o apagão que supostamente ocorreu no país em 1991. A viagem não é exatamente o que esperávamos no que se refere aos mistérios da trama, mas também não é um desastre total como o episódio anterior. A trama do lunático líder da região de Ganwar não funciona; principalmente porque ele é facilmente convencido de que seu destino é parar a guerra e não começar outra. Ainda, o desastre maior ocorre quando os personagens ensaiam comentários políticos sobre a pobreza do país. Não precisava. Em compensação, a série entrega algumas cenas de ação e suspense, do confronto contra os guerrilheiros e da investigação na torre. Janis é quem entrega o melhor momento desse episódio, notando que a morte do guerrilheiro altera o futuro visto por várias pessoas. Será que os personagens estão na verdade querendo realizar suas visões? Talvez a única maneira de encontrar sentido no evento seja a sua concretização. Olivia é quem faz o contraponto dessa perspectiva, querendo levar Mark para Denver, fugindo assim do 'destino' apresentado em suas visões. Mark, claro, não quer ir; sua missão é evitar um novo apagão. Para seguir sua investigação, Mark precisa descobrir mais sobre a visão de sua filha, que disse uma vez que 'D.Gibbons é um homem mau'. A menina revela que no seu flashforward escutou um agente do lado de fora de casa dizer que 'Mark Benford está morto'. Mas pouco mais ela revela sobre D.Gibbons (provando que toda a história com Dylan é uma bobagem); mesmo assim o vilão faz uma surpreendente aparição na torre, através de um vídeo gravado em 1991 diretamente para Demetri. São os minutos finais do episódio, um ótimo cliffhanger e pela primeira vez a série conseguiu prender a minha atenção. Como D. Gibbons sabia que deveria deixar essa mensagem? Qual é o objetivo disso? E por que endereçada a Demetri?



Em 29 de abril: Janis poderá estar grávida de uma filha de Demetri?
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"Queen Sacrifice"

08 abril 08 junho
 
O oponente fica bem definido, mas a jogada de 'Sacrifício da Rainha' não funciona; FlashForward queima personagens e desperdiça o que poderia ser uma boa trama neste episódio. O início é interessante e promissor: o vídeo do vilão Dyson Frost (D. Gibbons) informando os agentes sobre os eventos futuros (incluindo sua própria morte em 15 de março) é arrepiante. Frost conta que já teve várias visões do futuro, até com anos de distância, mas na maioria das vezes suas visões terminam no dia em que ele e Demetri morrem. O que segue, porém, é uma sucessão de equívocos que acabam com todo o suspense e esvaziam a tensão dramática da série. O episódio todo parece uma grande confusão: da maneira como Mark descobre um número de telefone pelas jogadas de xadrez de Frost quinze anos atrás (!) à história de desencontros de Keiko e Bryce ("Believe" continua sendo meu episódio favorito da série e espero ver solução melhor para estes personagens). A progressão da história é tão estranha que parece que este episódio deveria ocupar três horas da temporada. Na primeira parte, Mark sai de casa - como forma de proteger sua família - e recebe da sua filha um nova pulseira (de novo com esta maldita pulseira!). Depois, Mark e Demetri investigam a partida de xadrez em São Francisco (bate e volta, não poderiam descobrir isso de Los Angeles mesmo?). Por fim, Mark tenta descobrir quem é o informante infiltrado no Departamento do Mosaico. Vários rostos que apareceram apenas no primeiro episódio voltam a fazer figuração como parte da equipe do Mosaico (inclusive o criador de Family Guy, pagando mico). A revelação de que foi a agente Marcie quem colocou uma escuta na letra M do teclado de Mark é decepcionante; como nada sabemos sobre a personagem, toda a ação perde o impacto. Mas pior do que isso é os agentes deixarem o motoqueiro boiando na água na frente do prédio, sem ao menos tirar o capacete do sujeito para descobrir sua identidade. Vai dizer que você não ficou minimamente curioso para saber quem ele era, Mark? Sério, o Mosaico está em péssimas mãos! E quando você acha que a trama não poderia ficar pior, eis que Janis se revela como a 'segunda agente dupla' no Departamento. Assim, gratuitamente, ela se revela para Simon. Vou até olhar com certo ceticismo esta informação, de repente seja uma jogada da agente para manipular Simon, mas acho que a série está queimando uma boa personagem. Isso porque, por um caminho ou por outro, a cena em que Janis conta essa informação é terrivelmente mal construída. Parece até uma piada; só faltou ela soltar uma gargalhada de bruxa malvada no final.

Em 29 de abril: Dyson Frost possivelmente estará morto.
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"Let No Man Put Asunder"

15 abril 15 junho
 
Você acredita que Demetri vai mesmo morrer no dia 15 de março? Acha mesmo que essa é uma possibilidade real para a história? Em um cenário sem Dem, qual seria o seu interesse em FlashForward? O personagem, tenho dito, é uma das poucas coisas que ainda me faz assistir a este série. Aqui, é ele quem salva o episódio do desastre total; a maneira como ele lida a aproximação do seu decisivo dia de vida é interessante: enfrentando cara-a-cara um bandido armado, pedindo para sua noiva adiantar o casamento. É difícil acreditar, portanto, que seu destino esteja mesmo traçado; sabemos que os flashforwards não são uma ciência exata, mas por que Dem não teve uma visão? A informação sobre a sua morte - registrada no dia 15 de março e cometida pela arma de Mark - é uma besteira só; quem disse que essa não pode ser uma outra armação orquestrada por Dyson Frost? Essas respostas chegam no próximo episódio?
Dem pode ser um motivo para continuar assistindo a série, mas o resto é ruim de doer. A história toda é uma bagunça, sem ritmo ou coesão. Os personagens voltam a contar a trama em vez de participar dela: o chefe de polícia parece repetir inúmeras vezes que Dyson Frost é a melhor pista que eles têm: "como estamos com esta investigação?"; Lloyd fala sobre estar na cama com Olivia (ela responde, "eu sei, eu estava lá"). Da mesma maneira a direção do episódio não aproveita elementos da narrativa: a trama apresenta um flashback de quando Dem, Janis e companhia entraram no FBI, a sequência corta para uma imagem da entrevista da agente Marcie; em vez de manter o foco em Mark até revelar que aquilo não é mais o flashback mas sim o interrogatório da traidora, a sequência usa um pobre recurso de mostrar a imagem da câmera que grava a conversa com a data de 2010 no canto da tela. A série assume que somos idiotas demais para entender essa informação, e que precisamos ser lembrados a todo momento quais são os flashforwards dos personagens. Talvez até os roteiristas querem acabar logo com a série e estão fazendo isso de propósito.
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"The Garden of Forking Paths"

22 abril 22 junho
 
Dyson Frost é um cara legal. Atrás da sua imagem de maluco-beleza e do tom vilanesco, esconde um sujeito com boas intenções. É uma pena que a história chegue tarde demais e que as nuances da sua personalidade só se apresentem neste episódio; o conflito de interesses entre o personagem e os agentes do FBI poderia ser muito mais interessante caso a série tivesse investido em Frost. Este é o verdadeiro episódio dos caminhos que se bifurcam: entre a direção tomada pelo programa e aquilo que poderia ter sido. O percurso de Mark para salvar seu parceiro Demetri pode até ser uma grande bobagem (das dicas e orientações que o agente recebe no caminho); mas o clímax é suficientemente instigante para fazer deste episódio um dos melhores da série. O motivo é simples: Frost e seu enorme quadro de variavéis do futuro. Perto dele, o mapa de Mark é uma brincadeira de criança; Frost se revela um gênio da física cuja maior preocupação é o invariável 'fim' que ele conhece nos seus flashforwards. No seu caminho de dominós brancos, Frost procurava uma brecha nas organizações espaço-temporais através da qual poderia modificar os eventos que culminam com o fim de tudo. Como nota Mark e Dem, aprendemos a admirá-lo mesmo depois de morto. A complexidade do seu pensamento vai fazer muita falta para a série neste resto de temporada.



Em 12 de dezembro de 2016: o mundo acaba! (É o fim).
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"Goodbye Yellow Brick Road"

29 abril 29 junho
 
Segundo tempo da prorrogação e agora FlashForward quer tentar se salvar do cancelamento? Pois não é que este episódio consegue ser bastante interessante? Inspirado no título do próximo episódio, estamos diante de uma correção de curso? A série faz a devida redenção da minha personagem favorita na série: Janis! Quando a agente se revelou uma agente dupla para Simon no episódio 15 fiquei desconfiado da informação; aqui, a história mostra com mais propriedade o esquema de Janis nos eventos e surpreende até os mais atentos espectadores. Ela não é uma agente dupla, mas sim uma agente tripla! Faz todo sentido. É brilhante a cena que mostra quem primeiro contrata Janis para o trabalho infiltrado: o agente da CIA Vogel. Mas temos mais para celebrar neste episódio: a trama com Olivia e Gabriel (o savant-fã e stalker nas horas vagas) está cada vez melhor. Além de ser belissimamente bem interpretado, o novo personagem da série dá continuidade ao legado de Frost; Gabriel teria sido um dos pacientes usados por Frost para ver e relatar as visões do futuro, devido a sua condição. A insistência do personagem que Olivia deveria ter casado com Lloyd mostra que as visões representam um futuro possível, talvez não apenas do momento do apagão (no caso de Gabriel, dos vários apagões de consciência) pra frente, mas também daquilo que poderia ter acontecido caso os eventos do passado tivessem sido diferentes. Se algumas tramas surpreendem e prendem a atenção, por outro lado, toda a história no Afeganistão só serve para matar tempo. Para colocar a série no rumo certo, poderia-se dar um fim nesta narrativa de Aaron em busca da sua filha. E Janis poderia cumprir a sua última missão e matar Mark Benford, não é mesmo?!
Vou abrir um espaço para especulações: Frost disse que Mark seria salvo pela 'Rainha' que ele vê todo dia e o episódio revela o anel capaz de neutralizar o pulso do apagão na peça de xadrez; podemos deduzir que o próximo apagão ocorrerá justamente no dia 29 de abril, quando Mark é encurralado no seu escritório pela gangue de mascarados? E ainda, se Vogel era o agente que dizia que Mark 'está morto' na visão de Charlie; qual será o seu envolvimento no ataque contra a vida do agente Benford? Há uma intenção por parte de Vogel de forjar a morte de Benford no dia 29 de abril ou podemos começar a torcer pela morte do protagonista?
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"Course Correction"

06 maio 06 julho
 
"Eu não gosto de alface, eu não gosto de cebola, mas eu gosto de tomate". Imagine se apenas agora descobrissem que o apagão causou danos permanentes às mentes das pessoas? Os exames de Olivia mostram que não há qualquer efeito colateral que possa ser diretamente relacionado à experimentação de ver o futuro por 137 segundos. Mas que os personagens da série parecem sofrem com um delay, isso é inquestionável. Ora, Mark Benford leva todo este episódio, tão cheio de pistas, para descobrir o que todos nós já sabemos: Simon Campos é o Suspeito Zero. A série parece nos dizer algo assim: para se ter um vilão esperto (Frost), o herói precisa ser um idiota. No caso de Simon, a situação é pior já que ele não é tão genioso quanto Frost; o que faz de Mark um completo bobão neste episódio. As pessoas não deveriam ter que contar tantas coisas para Mark; "ele vai causar outro apagão", o agente Benford deveria ser capaz de deduzir algumas informações. Quando Mark encontra Olivia na casa de Lloyd, estamos já tão irritados com o agente que a cena chega a ser divertida de assistir. "Olivia e Lloyd devem ficar juntos", diria Gabriel.

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"The Negotiation"

13 maio 13 julho
 
Foi logo após a exibição deste episódio que a emissora ABC anunciou o cancelamento da série. Não é por menos, "The Negotiation" é ruim de doer. FlashForward passou de estréia mais aguardada da temporada para o maior fiasco da história recente da televisão. A emissora decidiu manter V (outra série que sofre com a baixa audiência) para o próximo ano em vez de FF; talvez os executivos do canal deveriam ter cancelados ambas, mas pelo menos a série dos alienígenas visitantes tem mais potencial para crescer. A percepção que fica é de que FlashForward é conceitualmente brilhante, mas narrativamente limitada. Daí a introdução da ameaça de um novo apagão na história para manter a atenção dos espectadores. Com o fim decretado, não podemos esperar muito do final da temporada. O que realmente importa: saber se os eventos apresentados nos flashforwards vão realmente acontecer?
A minha questão com este episódio é a maneira como a trama soluciona a intriga da personagem da agente Janis, minha favorita na série. A construção é eficaz até um certo ponto da narrativa, mas quando a trama decide apresentar uma cena que ocorreu horas antes para justificar como Benford descobriu que ela trabalhava para a CIA, a série me perdeu. Fica claro para mim que ela decidiu revelar suas operações paralelas naquele momento, inclusive para não ter que matar o seu amigo Mark. Por que ele precisava ser tão cruel com a colega? Ele não consegue perceber como Janis se arriscou para salvar a sua vida? Pior que isso é usar o flashback para explicar por que era Mark que estava no lugar de Gabriel quando o carro foi atacado. É um caso de mau uso do recurso narrativo, quando a trama explica o que se passou.
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"Countdown"

20 maio 20 julho
 
Contagem regressiva para a hora do apagão e FlashForward fica mais insuportável a cada episódio. Quem ainda aguenta o agente Mark Benford? Como diz o responsável pelo evento global, Mark Benford vai morrer e isso será a melhor coisa que poderia acontecer para Charlie, a filha do agente com Olivia. Deveria ter morrido muito tempo atrás.
A trama prepara a conclusão da história recuperando as visões dos personagens e mostrando como suas ações nessas últimas horas estão ou não os dirigindo para o futuro que viram no apagão. É uma pena que a série insiste na discussão entre destino e livre-arbítro quando já sabemos que essa questão não leva a nada. Alguns personagens já encontraram novas possibilidades; aqui, a filha de Aaron morre, Olivia não retorna para casa e Keiko foi direto para o aeroporto sem passar no restaurante. Mas Mark, bom esse está fazendo tudo certinho para morrer: perdendo o controle na interrogação, expulso do FBI, bebendo. É como se no fundo ele quisesse mesmo morrer, deixar Olivia com Lloyd e deixar Charlie sem pai. Benford é o pior protagoista de uma série que conheço e é muito irritante ter que acompanhar tanto tempo de sua história aqui. Será que a série consegue surpreender no último episódio? Teremos outro apagão com a visão do fim do mundo conforme Frost? As histórias dos outros (e melhores) personagens serão solucionadas?
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"Future Shock"

27 maio 27 julho
 
Não fosse esse "Future Shock" um series finale, poderíamos considerá-lo um episódio razoável, mas como um final que deixa tantas "pontas soltas" é imensamente decepcionante. Talvez os produtores estavam contando mesmo com uma segunda temporada e não tiveram tempo de adaptar a história para um encerramento prematuro. Seja como for, a experiência de assistir a este final é frustrante. A primeira observação sobre o episódio é que ele insiste em colocar os personagens na mesma situação das suas visões quando a hora chega; exatamente iguais ou ligeiramente alteradas (Lloyd não vai tirar a camisa dessa vez!). É como se a série quisesse buscar o hype do episódio piloto; ou de outra forma, é como se nunca tivesse saído da sombra de sua estréia. O apagão global sempre será o evento mais interessante da história, mas o apelo do acontecimento (e a tradução visual) acabou por minar todos as demais ações da trama. Seria lógico, portanto, que o final apresentasse o dia visto no apagão; é uma pena, porém, que estavam todos "exatamente aonde eles deveriam estar" (a justificativa de Lloyd sobre equações e quebra-cabeça é de chorar de raiva). O que surpreende no episódio é a revelação de que o próximo apagão está para acontecer minutos depois daquela hora fatídica. A idéia de assistir novas visões dos personagens para o futuro movimenta a história e cria expectativas para os minutos finais. Ora, um novo apagão poderia ser uma ótima maneira de encerrar as tramas dos personagens. E aí está o problema: a série não faz isso! O novo apagão é uma miscelânea de imagens desconexas que não solucionam os conflitos dos personagens. Como é que pode eles terem decidido focar em Charlie nesse apagão? Queríamos saber de Janis, Dem, Simon, Gabriel, Lloyd, Olivia e talvez até de Mark. Mas não a chatinha Charlie. O mundo pode não ter acabado como previu Frost, mas não sabemos por quê. No fim, toda a temporada foi um grande desperdicio de tempo.



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