Confira uma prévia e saiba o que esperar da segunda temporada, que começa em setembro. |
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Publicado em: 08/08/2009 |
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É impossível os criadores de Lost responderem todas as questões da série! Entre todas as teorias que tentam explicar a mitologia da revolucionária série de J.J. Abrams, não há uma que consiga amarrar todas as pontas soltas da história. E realmente, neste ponto, ninguém mais acredita que a última temporada, que vai ao ar em 2010, conseguirá solucionar todas os questionamentos sem uma certa dose de frustação. Nos últimos cinco anos, Lost despertou a atenção do público para um produto nada convencional para a televisão. Com uma trama que explora a imaginação do espectador e joga com suas expectativas, a série tornou-se um grande sucesso. Entre o público, gerava debates e projecões sobre os acontecimentos da história. Entre os produtores e executivos americanos, Lost é um marco; mostrou que uma série mais cara, com maior apuro técnico e trama mais complexa pode se tornar um grande sucesso comercial, viável e rentável.
Com a proximidade do final de Lost, J.J. Abrams lançou um nova série na televisão americana, uma forma de manter sua renda e seu nome em evidência. Com parceria da Warner Bros Television e exibida pela Fox americana, Fringe foi a estréia mais aguardada da temporada 2008/2009. O episódio piloto, que chegou a vazar na Internet três meses antes da estréia, teve um custo de produção de cerca de $12 milhões, um dos valores mais caros da história. Porém, ao contrário de Lost, Fringe não foi um sucesso imediato. O episódio de estréia teve apenas metade da audiência do primeiro episódio de Lost exibido em 2004. Foi só a partir da segunda metade da temporada, quando a série voltou ao ar após quase dois meses de férias (e reprises) que a audiência chegou a um nível aceitável para os padrões americanos. Nada mais justo; quem acompanhou a primeira temporada de Fringe percebeu que há uma evolução no desenvolvimento da série.
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A proposta de J.J. Abrams com este Fringe é criar uma nova série de mistérios e intrigas, que geram teorias, especulações e expectativas entre o público. Porém, diferente de Lost, o espectador aqui poderá acompanhar os episódios separadamente. As histórias dos capítulos têm sempre um final, ainda que façam um certo sentido na trama maior que dá seguimento à série. Cada episódio da primeira temporada traz um novo caso envolvendo a ciência "fringe" (poderes psíquicos, teletransporte, matéria escura e outras habilidades extraordinárias) em investigação pelo departamento do FBI de Boston.
O trio formado pela agente do FBI Olivia Dunham, o cientista maluco Walter Bishop e seu filho Peter é encarregado de descobrir a origem de uma série de eventos que parece seguir um certo "padrão". Alguns desses casos parecem experimentos bioquímicos, e logo o trio descobre que há uma organização terrorista por trás desses ataques; ZFT é o grupo de "soldados" que acreditam estar diante de uma guerra tecnológica. Do outro lado, está a empresa Massive Dyamic, comandada por Nina Sharp e presidida por William Bell, antigo colega de Walter Bishop. A empresa é uma líder mundial em tecnologias de ponta, e está sempre ligada aos eventos extraordinários do "padrão". Bishop, o cientista que passou anos internado no hospital psiquíatrico é recrutado pelo FBI para ajudar a desvendar estes casos. Interpretado com maestria por John Noble, Walter Bishop é a razão pela qual você vai querer continuar assistindo à série. O personagem é rico em detalhes, sofre de falhas de memória e tem uma queda por substâncias psicoativas.
O resultado dessa mistura é uma temporada eficiente, ainda que irregular. Alguns casos são realmente extraordinários, divertidos e instigantes. Outros pouco acrescentam à trama e parecem até desconectados da história. Certos recursos foram usados à exaustão neste primeiro ano, como o tanque em que Olivia consegue compartilhar a memória de John, seu colega e amante morto no primeiro episódio. Em outros momentos, são os diálogos que incomodam; pela repetição de temas (a relação de Peter com Walter) ou pela mediocridade (Olivia e sua irmã). Com um pouco de paciência, passado os episódios contextuais da temporada, as coisas melhoram. E o final de temporada, que a Warner apresenta neste mês de agosto no Brasil, é a melhor amostra do potencial dessa série.
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| Nina Sharp | Walter e Peter Bishop |
Vamos ao ponto: a grande narrativa dessa temporada se concentra no grupo ZFT e sua relação com a Massive Dynamic. O suspense sobre o envolvimento da empresa de Nina Sharp e William Bell com o grupo intensifica nos últimos episódios do ano. E para entender este arco final que a Warner exibe nas próximas semanas, é importante lembrar a história de David Robert Jones. O bioquímico apareceu a primeira vez no sétimo episódio da temporada (In Which We Meet Mr. Jones), preso em Frankfurt, quando Olivia precisa da sua ajuda para salvar um agente do FBI. Já no décimo episódio (Safe), Jones consegue fugir da prisão, se teletransportando para Boston. E no décimo quarto e mais importante episódio da temporada (Ability), Jones se entrega ao FBI sofrendo de efeitos colaterais do teletransporte e conta mais sobre o ZFT (destruição pelo avanço tecnológico, em tradução livre), escritos que relatam um conflito do mundo com um universo paralelo. Jones é um dos seguidores da "seita" e quer recrutar Olivia neste episódio.
O desenvolvimento dessa narrativa deveria levar alguns anos, segundo os produtores e roteiristas da série. Após pesquisas apontarem que o público estava pronto para maiores revelações e novidades na série, a equipe decidiu adiantar alguns acontecimentos, o que justifica este salto criativo no final de temporada. [Atenção para spoilers do final da temporada!] Jones possivelmente levaria muito mais tempo para ir atrás de Bell e revelar sua verdadeira motivação, mas a resolução 'apressada' dessa trama deixou o season finale eletrizante. A revelação do universo paralelo seria mostrada apenas no final do terceiro ano, mas a decisão de fechar o primeiro ano com esta cena foi perfeita e 'abre caminho' para várias possibilidades narrativas.
Assista agora à espetacular cena final da primeira temporada e entenda porque este é o melhor season finale da temporada 2008/2009. O último episódio deste ano, com o título "There's More Than One of Everything", vai ao ar no Brasil no dia 25 de agosto às 23 horas pelo Warner Channel. Não perca!
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| Charlie (Kirk Acevedo) | Olivia com John Scott (Mark Valley) |
[Atenção redobrada para spoilers!] Não são poucas as revelações feitas no último episódio. Além de descobrir o universo paralelo de William Bell, onde os ataques de 11 de setembro não aconteceram, descobrimos também uma verdade chocante sobre Peter Bishop. A possibilidade de Peter ser na verdade sua versão 'paralela' faz pensar sobre o retorno de outros personagens falecidos, como o agente John Scott. Para a segunda temporada já está confirmada a participação de Leonard Nimoy (Bell) em alguns episódios. Porém, a produção dispensou Kirk Acevedo, que interpreta o agente Charlie na primeira temporada. A informação oficial é que o personagem teria pouca participação nesta temporada e os produtores resolveram "liberá-lo" para outros trabalhos. O personagem vai aparecer apenas no season premiere. Alguma idéia do que vai acontecer com Charlie?
Confira abaixo um vídeo promocional do novo ano de Fringe. A segunda temporada começa em 17 de setembro nos EUA com o episódio "A New Day in the Old Town". Você poderá acompanhar os desdobramentos, os questionamentos e as surpresas da nova temporada na nossa seção Linha de Série. Até lá!
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