O gênero pode ser a salvação da lavoura? |
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Publicado em: 21/08/2009 |
É incrível o sucesso desta comédia. Em tempos de crise econômica, orçamentos exorbitantes e lucros modestos, chama atenção os números obtidos por esta despretensiosa (mas pesada) comédia dirigida por Todd Phillips (Caindo na estrada). O filme passa dos $400 milhões nas bilheterias mundiais, e é a comédia de maior sucesso no território norte-americano em todos os tempos. Seu custo? Apenas 35 milhões de dólares.
É difícil apontar a receita (ou os ingredientes) que faz este filme ser tão popular. Visto com certo distanciamento, podemos dizer que não há nada exatamente novo no longa, é uma verdadeira salada de referências, releituras e atualizações já aprovadas anteriormente pelo público. O resultado que se vê na tela, porém, evidencia um diretor dedicado e habilidoso por trás de sua obra. A comédia tem suas falhas e seus defeitos, e pode até incomodar algumas pessoas, mas é um produto bem realizado e acima da média.
À frente do elenco está o simpático Bradley Cooper (Ele não está assim tão interessado, Sim, Senhor), em seu primeiro papel de destaque e Ed Helms, conhecido pela série The Office. Mas quem rouba a cena mesmo é o ator Zach Galifianakis, com as tiras mais polêmicas, cenas ultrajantes e os momentos mais inesquecíveis do filme. Difícil ficar indiferente com sua interpretação, por vezes grosseira, outras beirando a inocência. O personagem pontua o filme, em ritmo e estilo. Deve agradar muita gente, mas não é para todos. Particularmente acho que o filme, e o personagem, perdem o tom de vez em quando. São alguns excessos que colocam o filme beirando o pastelão. Podia abraçar o pastiche, desconstruir o clássico, ser mais irônico. A sensação final é de um quase-lá.
Luz baixa: A ressaca do título original ser de ruffies (ou "roofies") e não de álcool. "Can't you see it coming"?
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Se Beber, Não Case |
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