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Último filme da saga do famoso bruxo chega aos cinemas. |
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Publicado em: 18/07/2011 |
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Luiza.
Lumos
Para nós, Potterianos “Who have stuck with Harry until the very end”, foi com grande pesar e ansiedade que nos dirigimos ao cinema para assistir o último filme da saga. Como a maior parte dos filmes, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II tentou seguir o livro o mais próximo possível, mas por questões de tempo e de falta de informações nos filmes anteriores, as alterações necessárias foram feitas. E, claro, já que nada é perfeito, as alterações desnecessárias também foram feitas.
A cena em que Nevile Longbottom mata a cobra Nagini, uma das minhas cenas favoritas no livro, deveria ter ocorrido assim que Harry chega ao pátio externo de Hogwarts nos braços de Hagrid. Houve uma grande desvalorização do “Menino que deveria ter sido” quando colocam Rony e Hermione atrás da última horcrux, e Neville falando calmamente com o chapéu seletor na mão, quando na realidade, ao ver o amigo “morto”, Longbottom se levante e grita contra o Lorde das Trevas, golpeando Nagini no mesmo instante.
Luna Lovegood foi outra personagem que sofreu alterações dispensáveis. Seu papel ficou forçado, ela sendo a única sem uniforme, correndo pela escola com calças cor-de-rosa. Pouco esperado vindo de alguém que passou despercebida até o quinto ano. As falas colocadas para Evanna Lynch fizeram uma ótima personagem parecer fora de contexto.
O beijo tão esperado de Rony e Hermione também poderia ter seguido a descrição de Joanne, apesar da mudança não ter sido ruim.
As cenas da destruição do castelo, que chamei por muitos anos, e ainda chamo, de lar, foram angustiantes, me permitindo afirmar que estavam entre as mais bem feitas do filme, assim como as cenas da memória do Príncipe Mestiço. O diretor conseguiu passar para as telas quase todo o amor do Severus Snape pela ruivinha Lily Evans.
O filme, como um todo, não deixou a desejar, e será visto e revisto por muitas gerações, que irão manter a magia viva quando os Potterheads de hoje já não estiverem mais aqui.
Nox
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Guilherme.
Harry Potter diz muito para muita gente. É, afinal, a franquia de maior sucesso nas salas de cinemas e As Relíquias da Morte - Parte 2 acaba de quebrar todos os recordes (do Cavaleiro das Trevas) como melhor final de semana de estréia ($475 milhões mundialmente em três dias). E fará muito mais. Para cada um dos milhões de pottermaníacos, porém, o filme tem significados diferentes. Se este é o melhor da série ou não, depende também da percepção sobre qual é o material literário mais interessante. Se esta é a melhor adaptação fílmica, há de se considerar como o filme dialoga com aqueles que nunca folhearam uma página da serie. É, portanto, difícil dizer.
Dos aspectos cinematográficos, Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2 é excelente. Não apenas há um cuidado maior nos efeitos especiais e nas cenas de ação, como o diretor David Yates também aperfeiçoou suas escolhas estéticas e seus posicionamentos de câmera. Isso se traduz em um reconhecimento dos espaços e cenários; mesmo nas sequências mais movimentadas, sabemos qual é o ângulo e a direção de suas tomadas. A direção consegue extrair também o máximo de Radcliffe, que mostra enfim a maturidade de Potter neste longa. O ator tem seus vacilos de sempre, mas entrega o que é esperado dele quando o momento pede. Em geral, há uma melhora considerável de todo o elenco, dos menos aos mais talentosos: Helena Bonham Carter resolveu mostrar serviço no final da saga e Ralph Fiennes se não corrigiu o tom do seu Voldemort pelo menos parece se divertir mais no papel.
Como o final da saga remete a particularidades para cada um, é com muita satisfação que recebo a conclusão daquele que é o meu personagem favorito: Severus Snape, interpretado pelo excelente Alan Rickman. O desfecho do personagem rende, pra mim, o melhor e mais emocionante trecho do longa: de sua morte testemunhada por Potter às memórias vistas por este na penseira. Snape me parece ser uma das melhores construções de Rowling: um protetor - nas sombras - do filho de sua amada Lilian. Os restos, os excessos e as afetações do longa - dos quais podemos culpar Rowling, que não sabe como terminar seu livro - não prejudicam o resultado. Harry termina por cima, como uma das melhores séries já vistas nos cinemas.
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Elisa.
Dez anos depois, carregado de efeitos especiais e demasiados excessos, chega ao fim a saga do famoso Bruxo. Não sou nenhuma adepta incontrolada, nem fiel leitora de todos os livros, empaquei no quinto e lá fiquei. Mas é inegável o sucesso e a recepção da história pseudo criada por J.K. Rowling. Em tempos de sociedade consumista, lições de moral com manual de instruções são muito bem-vindas.
Como história, o filme dá continuação e fecha a saga. Sob escombros e pedras, Harry Potter triunfa sobre seu arqui-inimigo e a felicidade retorna ao mundo bruxo. Caprichada, a produção tem seus altos, sempre protagonizados por Severus Snape, o incompreendido personagem que personifica a palavra lealdade.
Entre choros, suspiros e diversos beijos na boca, protagonizamos o desmembramento de um história movediça que conquistou algumas gerações. Para os fãs mais adeptos, fica a lembrança e a memória das fantasias infantis embaladas por Hogwarts, os sapos de chocolate e a tal cerveja amanteigada. Para a história, fica um dos maiores "blefes" literários já vistos, mesmo sendo inegável a sedução que o universo mágico causa no imaginário coletivo, que fique o questionamento: carecemos de magia nessa vida?
| Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2, EUA/Reino Unido/Alemanha, 2011) Direção: David Yates. Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Michael Gambon, Helena Bonham Carter, John Hurt, Jason Isaacs, Helen McCrory, Kelly Macdonald, Tom Felton, Matthew Lewis, Evanna Lynch, Maggie Smith, Jim Broadbent, Julie Walters, Mark Williams, Emma Thompson e Gary Oldman. Duração: 130 min. |
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