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Heroes: 4ª temporada
Guilherme.
Publicado em: 09/02/2010

A quarta temporada de Heroes, também conhecida como Volume 5: Redemption contém 19 episódios.

#   Título: Exibição original
(EUA):
No Brasil:
01

"Orientation"

21 setembro 12 janeiro
 
As duas últimas temporadas de Heroes não serviram pra nada, é fato. A série só sobrevive porque a emissora NBC não tinha outro drama para colocar no ar este ano. E, ainda que a audiência das transmissões estejam muito abaixo do aceitável, Heroes é a série mais popular na Internet (em número de downloads acionados). Mais um ano começa, cheio de promessas, novos personagens entre heróis e vilões, e até uma experiência lésbica para Claire como forma de apimentar a divulgação da série. Mas, o que aprendi com os péssimos episódios dos últimos anos, é admirar uma grande atriz que se esconde entre o elenco. Estou falando de Cristine Rose. Sua personagem Angela Petrelli, que ganhou destaque na terceira temporada (principalmente na memorável cena no restaurante com Danko), continua segurando a série. O episódio de estreia vale por sua participação; em um restaurante japonês com seu filho Nathan, conversando sobre a criação da nova companhia. Entre um sushi e outro, Angela tenta controlar a emoção de Nathan, ou melhor, de Sylar, em crise. Em seu olhar, há desespero, mentira, ternura e trapaça. Podem até dizer que a atriz leva sua personagem muito a sério, mas me parece que ela é o alicerce dramático da série. Veja, por exemplo, a participação da atriz Ali Larter neste episódio: as cenas de ação envolvendo Tracy Strauss são interessantes, mas quando a sequência exige um momento mais íntimo (quando da conversa com Noah), Larter não consegue imprimir emoção com veracidade. Por isso, Cristine Rose dá um show, e é o único motivo que me fez assistir a série até este ponto. "Orientation", ou a primeira hora deste season premiere, é uma amostra de tudo que não funciona nesta série; dilemas bobos, agendas misteriosas e muita contradição. Por que Claire quer tanto ser normal? Por que Hiro e Ando não crescem de uma vez? E por que, meu Deus, todo o discurso sobre não voltar ao passado e ir mesmo assim trinta segundos depois?!
02

"Jump, Push, Fall"

21 setembro 19 janeiro
 
Assistir dois episódios de Heroes na sequência me fez pensar algumas coisas. Primeiro, que realmente a série é/está insurportável e a experiência de acompanhar duas horas seguidas dessa trama é excruciante. Segundo, é possível observar como a linha dos episódios é irregular. Após a primeira hora ("Orientation"), o ritmo muda em "Jump, Push, Fall", um episódio muito mais divertido de assistir, mais movimentado e que deixa alguma esperança para esta temporada. Não é a salvação da lavoura que os fãs esperavam, mas é um avanço. Quando a colega de quarto de Claire aparece morta na universidade, a trama parecia seguir um repeteco da primeira temporada (quando Syler queria roubar o poder da líder de torcida). Felizmente, o que se segue é quase uma paródia desta situação; de que a própria série só tinha história para contar na primeira temporada, com o serial-killer de pessoas super poderosas. Acontece que Claire parece estar traumatizada com os acontecimentos do passado e acredita que sua colega de quarto foi defenestrada. A suspeita alimenta todo o episódio, com a ajuda de Gretchen (ela mesma, a nova "amiguinha" de Claire), fascinada com a teoria do "pular, empurrar, cair" que dá nome ao capítulo. O desfecho desta investigação revela uma necessidade de aproximação de Claire e Gretchen, e esta pode ser a primeira linha narrativa decente da personagem (eu me esforço, mas Panettiere não ajuda) desde o começo da série. Não digo isso por fantasiar vê-las em ação, mas porque todas as relações anteriores de Claire eram com pessoas extraordinariamente chatas (o homem-voador, o homem-peixe), e talvez seja preciso uma experiência "humana" na sua vida. Esta mistura pode ser boa para série; o convívio entre "normais" e poderosos. Noah, o humano mais conhecido entre os super-poderosos, já nos mostrou como esta dinâmica pode ser interessante. Agora divorciado e solitário, Noah parece se engraçar por uma poderosa e indestrutível Tracy, mesmo depois do "banho" do episódio anterior. Por fim, outra indicação desse caminho "normais entre poderosos" é Peter, e sua decisão de ficar longe de Noah, de sua família e de outras pessoas com habilidades. Apesar de gostar particularmente do herói Peter, vê-lo como paramédico é interessante, resgata a sua história e tira o personagem da mesmice das últimas temporadas. Melhor que isso só o sumiço do Dr. Suresh... não faz a menor falta.

To be continued: Qual é a importância daquela bússola? O que tudo ela faz?
03

"Ink"

28 setembro 26 janeiro
 
Finalmente os episódios de Heroes começam a melhorar. Não muito, é verdade, mas é certo que incomodam menos. A história de Nathan-Sylar-Matt parece ser a grande trama da temporada, mas é Peter e Samuel que despertam real interesse neste episódio. Samuel encontra em Peter um potencial substituto para o seu finado irmão Joseph (que Samuel enterrou na abertura dessa temporada) e usa o seu poder de manipular a terra para chamar a atenção do jovem Petrelli. Samuel consegue inserir sua imagem em uma fotografia de jornal com o uso da tinta "mágica" (feita de minérios?), que acaba no corpo de Peter. Quando Peter vai atender o desmoronamento de uma casa, a estranha tatuagem da bússola aparece no seu punho... girando! O que significa isso? O que a bússola e a sua tatuagem fazem às pessoas?
É preciso comentar a apresentação de uma interessante personagem surda que começa a enxergar sons como cores. Não é possível saber ainda qual será o seu papel na narrativa, mas a cena no Central Park tocando violoncelo é muito bonita. A série demorou para introduzir habilidades como compensação de deficiências; e a escolha aqui foi muito feliz. Espero que não seja uma simples vítima na temporada, ou que tenha sua habilidade roubada por outro personagem.


To be continued: Poderá Gretchen ser uma vilã nesta história? Não seria interessante?
04

"Acceptance"

05 outubro 02 fevereiro
 
O episódio parte da condição que os espectadores se importam com os personagens da série, e por isso se dá tão mal. Este capítulo pouco acrescenta sobre a trama da temporada e prefere acompanhar a 'jornada' dos personagens em seus processos particulares de aceitação (Tracy, Noah, Nathan e Hiro). Os dois primeiros até que se saem bem, mas as trajetórias de Nathan e Hiro são chatas demais. Veja, no final da primeira temporada, havia a possibilidade dos irmãos Petrelli terem morrido. No final da segunda, Nathan é baleado (e sobrevive). No final da terceira, ele finalmente morre. Mas aí Sylar é transformado em Nathan. Vamos combinar que isso não vai durar muito tempo? Será que podemos finalmente enterrar o mais velho Petrelli? Ou o processo de eliminação do personagem ainda vai passar por um doloroso momento de corpo-de-sylar e mente-de-nathan? E Hiro, posso torcer para que sua anunciada morte chegue logo? Vê-lo voltar ao passado (quando está posto que as viagens lhe adoeceram) para ajudar um empregado que foi despedido por fotocopiar a sua bunda é abusar da amizade. O que ainda é bom? O sumiço do Dr. Suresh!

To be continued: Sylar is back!
05

"Hysterical Blindness"

12 outubro 09 fevereiro
 
Com a história envolvendo Peter e Emma, a série consegue reconquistar os espectadores. Poucas cenas de ação e suspense envolvem o casal. Mesmo com a manifestação das suas habilidades, o clima romântico predomina entre os personagens. O episódio foi feliz em mostrar, em montagem paralela, os problemas de relacionamento dos dois. Peter, tentando se reconectar (sem sucesso) com sua mãe após terem dito que ele estava se afastando das pessoas. Emma, em processo semelhante, está lidando com uma sensação de luto e culpa (quem é Christopher?) e sua mãe quer convencê-la a retomar seus estudos. Finalmente, Peter e Emma se encontram - uma cena belíssima com Emma "vendo" os sons da cidade -, quando ele absorve a habilidade da moça, fazendo-a entender que ela não sofre de "cegueira histérica". A sequência no hospital, com as crianças cantando e o casal assistindo às cores do ambiente é bastante emocionante.
Na faculdade, Claire está se enturmando (demais?) com as garotas da fraternidade, e desperta os sentimentos de Gretchen. Sim, o aguardado beijo entre as duas finalmente acontece e devo dizer foi bem simples, sincero e bonito (bom trabalho de Madeleine "Gretchen" Zima). Ainda assim, quem você vai lembrar dessa história no final do episódio é Rebecca! Descobrimos que a moça tem também algumas habilidades (invisibilidade com certeza, e teletransporte? Como ela foi parar no circo Sullivan tão rápido?) e outros segredos (fiquei surpreso com a amarração aos episódios anteriores!). Rebecca estava de olho em Claire na faculdade, a pedido de Samuel - que procurava um substituto para o seu irmão Joseph. Mas quem chega para fazer parte da mesa da família Sullivan é... Sylar! Preciso dizer, acreditava que Peter ia terminar no circo (pelos acontecimentos no terceiro episódio; aliás, o que aconteceu com a tatuagem da bússola no seu braço?). Ver Sylar entrar no circo foi surpreendente, principalmente pela forma como Samuel aparece.


To be continued: Que habilidade é essa, que levou Sylar para o circo Sullivan?
06

"Tabula Rasa"

19 outubro 23 fevereiro
 
Novos rumos para três personagens da série. Sylar, Hiro e Noah iniciam uma nova jornada, de renovação e redenção. E, em cada uma dessas narrativas, ótimas cenas pontuam tais mudanças, combinando dramaticidade e efeitos visuais de tirar o fôlego.

Noah: no encontro com o healer, Peter congela o tempo alguns décimos de segundo tarde demais após o disparo da arma e Noah precisa convercer o garoto com habilidade de cura (e também de morte), que ele pode voltar a fazer o bem e salvar a vida do Peter.
Hiro: no hospital, Hiro conhece Emma e acredita que precisa mostrar para ela como lidar com sua habilidade. Para tanto, Hiro prepara um número de mágica para as crianças com a moça. Um passeio belíssimo pelos sons coloridos no tempo congelado de Hiro.
Sylar: na sala de espelhos do circo Sullivan, Sylar confronta o policial que está à s sua caça e redescobre seus poderes.

To be continued: Charlie. Texas.
07

"Strange Attractors"

26 outubro 02 março
 
Um episódio muito, muito estranho. Depois de uma leva de quatro bons episódios, este "Strange Attractors" traz o que há de pior na série; dialógos óbvios e redundantes (Noah e Tracy discutindo a vida na invisibilidade), ações desmotivadas (Samuel? Rebecca?) e histórias despropositadas (ei, de tantas formas possíveis, por que transformar Matt em Sylar pelo recurso da bebedeira?). A narrativa envolvendo Jeremy parecia promissora - uma habilidade interessante, um garoto muito problemático -, e é muito triste ver a sua participação terminar aqui. Em alguns momentos, considerei o envolvimento do rapaz com a família Petrelli, numa tentativa de reviver o senador Nathan. Ou, de forma mais direta, na cura de Hiro. Mas, parece mais um personagem sub-aproveitado na série. O ideal é que Heroes adiante alguns acontecimentos, porque, no fringir dos ovos, este episódio não acrescentou muita coisa (o caça ao tesouro foi uma total perda de tempo!). Que tal esclarecer as motivações de Samuel? Ou definir "onde está Sylar": corpo e mente?

To be continued: Tracy no circo Sullivan?
08

"Once Upon A Time In Texas"

02 novembro 09 março
 
Reviver a primeira temporada de Heroes atesta o fracasso desta quarta. A motivação de Hiro de voltar para o Texas de três anos atrás e salvar Charlie não convence (de repente ele lembra que não colocou ela na lista e então faz de tudo para salvar a moça, arriscando o próprio 'continum' espaço-temporal?). E se pensar no resultado dessa jornada - com o sequestro da moça por Samuel -, a história é ainda mais decepcionante. A trama em paralelo com Noah é uma perda completa de tempo; não acrescenta nada sobre o personagem ou sobre a trama da temporada. O que há de bom é Sylar. O velho Sylar. O Sylar da primeira temporada, confrontando Hiro 'do presente' e descobrindo o plano da sua morte. Pena que não podemos esperar por consequências (no presente? no futuro?) desta intervenção de Hiro no plano espaço-temporal. A série tem preferido o caminho seguro e deixou de arriscar com a mitologia estabelecida. Uma pena.
09

"Shadowboxing"

09 novembro 16 março
 
"Shadowboxing" começa exatamente onde "Strange Attractors" terminou - Claire e Gretchen no caça ao tesouro 'macabro' com a invisível Becky -, o que mostra que podemos esquecer "Once Upon a Time in Texas" completamente. Então, as meninas precisam lidar com a habilidade revelada de Claire e "enquanto Noah não vem" inventam que foram drogadas para enganar a dupla que participava do caça ao tesouro ("eu vi vocês duas se beijando"). Então papai Bennet chega ao campus e - surpresa! - está acompanhando do Haitiano. O cara não faz nada, entra mudo e sai calado, e ainda assim a sua presença é magnética (ei, você pode apagar a minha memória?). E apesar do excesso de diálogos - e um flashback muito sem graça - a narrativa envolvendo os Bennet encontra sentido na trama da temporada, com o confronto das atividades de Samuel (ainda não entendo seus objetivos, mas tudo bem) e as motivações de Becky.
Em paralelo, a narrativa envolvendo Peter e Emma continua boa. Os dois enfrentam um dia cheio no hospital devido a um acidente de trem que deixou vários feridos na cidade. Peter usa os poderes de Jeremy para cuidar dos casos mais graves e Emma decide seguir a carreira médica após ajudar uma menina com pneumotórax. Apesar de algumas revelações - o sobrinho de Emma, o cansaço de Peter - de fato não acontece muito nesta narrativa, mas a simplicidade funciona, ancorada principalmente no carisma dos personagens (sim, isso ainda existe).



O que realmente não funciona para mim é a narrativa envolvendo Matt e Sylar. Acho que os roteiristas abusaram demais da troca de corpos, da história de corpo em um e mente no outro. Acho até que a trama neste episódio beira o constrangedor. Tudo é muito mal-resolvido: então Matt decide contar tudo para Sylar para proteger a "fofa" Lynette, mas quando Sylar colocou a sua família em risco, Matt nada fez. Os seus planos para se livrar de Sylar são ridículos (sério, quem escreveu a cena do aeroporto merece ser despedido), e na sua última e desperada tentativa, Matt é fuzilado por uma dezena de policiais. Seria ótimo terminar esta história (e este personagem) por aqui, infelizmente, um pouco mais à frente na trama, temos um plano de Matt na ambulância. Que droga, não?!

To be continued: Nathan (Sylar) procura Peter. Onde está mamãe Petrelli?
10

"Brother's Keeper"

16 novembro 23 março
 
Que surpresa, um ótimo episódio de Heroes! Provavelmente o melhor da temporada. Basicamente porque finalmente as histórias se desenvolveram, com informações importantes da trama deste ano - convenhamos que já era tempo - e mais detalhes dos principais personagens desta temporada. Através do Dr. Suresh (sim, eles está de volta e não foi tão ruim assim!) descobrimos mais sobre de Samuel Sullivan. Em um vídeo gravado pelo seu pai Chandra Suresh, na Coyote Sands de 1961, Mohinder assiste o nascimento do bebê Samuel no acampamento e descobre que a criança é capaz de absorver e se alimentar da força/energia de outras pessoas com habilidades. Aparentemente, todas as pessoas com algum tipo de habilidade emite uma quantidade de força detectável, e quando dois indivíduos estão juntos, suas habilidades são acentuadas. Samuel pode alimentar-se dessa força e pode assim ampliar sua habilidade em até mil vezes, dependendo do número de pessoas a sua volta. Que hoje ele more em circo cercado de pessoas com habilidade não é mera coincidência. Mas, como descobrimos com uma sequência passada nove semanas atrás, seu irmão Joseph estava encarregado de esconder a verdade de Samuel. Com Mohinder, Samuel aprendeu que poderia se fortalecer, e por isso está convidando os habilidosos para se mudarem para o circo. Será Tracy a próxima a se juntar ao grupo? E, qual será a motivação do 'homem borboleta perigoso'? Qual são seus planos e seus objetivos em ter tanto poder em suas mãos?



Na outra (boa) narrativa do episódio, Nathan pede ajuda de Peter na sua crise de identidade. Fiquei intrigado com mamãe Petrelli querer usar o Haitiano nos seus filhos, mas também me questionei se Peter realmente não soube o que aconteceu com seu irmão no final de temporada passada. De qualquer forma, agora sabe. A história em geral foi bem construída (respondeu perguntas como 'ninguém sentiu falta do senador Petrelli'?) e soube aproveitar a mitologia da série (Peter diz que o corpo de Nathan deve ser de um metamorfo). E começamos oficialmente a nos despedir do rosto de Natham; Sylar já descobriu toda a verdade e é questão de tempo para tomar a consciência de Nathan. A não-pessoa que ocupa atualmente o corpo de Nathan é talvez a melhor coisa que aconteceu nesta temporada. Ok, ele ainda não é Sylar, mas sabe que também não é Nathan. É um nada; isso não é fantástico?!

To be continued: Mohinder internado no hospital psiquiátrico; Sylar assumindo o seu corpo de volta.
11

"Thanksgiving"

23 novembro 30 março
 
Mamãe Petrelli precisava aparecer no episódio de Thanksgiving, certo? Adoro esta mulher, esta personagem e esta atriz, e já estava com saudades da sua presença na série. A sua participação aqui é fundamental para esclarecer o nó da trama envolvendo seus filhos e especialmente a lavagem cerebral feita em Sylar. Confrontada por Peter e Nathan, Angela se vê obrigada a confessar o método pelo qual as memórias de Nathan foram implantadas na cabeça de Sylar, após este assassinar o mais velho Petrelli no final da temporada passada. A cena com sua confissão é carregada de dramaticidade; seja expressando vergonha ou pedindo perdão. A veracidade destes sentimentos sensibiliza Peter (e a nós!) que deseja fazer de tudo para ter o seu irmão de volta. O conflito que segue é ótimo; afinal, começamos a nos despedir de Nathan e sentimos a sua falta, mas é revigorante ver o bom (ou mau?) e velho Sylar também. Conflito de personalidades? E como ficamos nós espectadores? Querendo ver mais Nathan ou mais Sylar, o diabo reencarnado?
O episódio apresenta ainda outros dois jantares de ação de graças. Noah recebe sua ex-mulher com o novo namorado (uma "pérola", que acha Claire "oh-so-lovely"), além da sua filha Claire, mais Gretchen e Lauren (sim, elas ainda existem!). As sequências envolvendo os Bennets servem como alívio cômico neste episódio. Mas apesar da falta de ação, as cenas divertem. O outro jantar acontece no circo Sullivan, onde Samuel cuida dos preparativos enquanto Hiro vai passear com Lydia no passado para descobrir o verdadeiro assassino de Joseph. Depois de todas as dicas da trama, não surpreende ver Samuel acertando a garganta do seu irmão com uma pedra. Mas o personagem mostrou mesmo sua verdadeira face quando colocou Hiro em um estado alternativo de consciência como vingança: "bad butterfly man".

To be continued: Claire e Gretchen em viagem tendo apenas a bússola como direção.
12

"The Fifth Stage"

30 novembro 06 abril
 
Bye bye, Nathan. Bem-vindo de volta, Sylar. Foram necessários cerca de doze horas de programa para chegarmos ao quinto estágio - de aceitar a morte de Nathan -, processo inevitável desde que Matt bloqueou a memória de Sylar e permitiu a sobre-vida do irmão mais velho dos Petrelli. Finalmente a história teve um fim. Claro que vai deixar saudades, não vou negar: fica a lembrança de como era Heroes na primeira temporada. "Tenho a sensação que o mundo não viu tudo ainda"; com certeza, Nathan. Durante a sua queda prédio-abaixo, a imagem do Petrelli se transforma no assustador Sylar, com um sorriso no rosto. A promessa de Peter é por vingança; mas será preciso mais que do que o poder do Haitiano ou pregar nosso vilão preferido em uma cruz de madeira para detê-lo. Sério, Sylar só pode ter ficado muito enfurecido com tudo que fizeram com ele neste último ano. Assim como nós que acompanhamos esta jornada.



Outra promessa que fica para janeiro, quando a série retorna da pausa de final de ano, vem de Samuel. Após conquistar Claire para fazer parte de sua trupe circense, o misterioso homem informa que assim que todos estiverem reunidos, que eles estabelecerem o lar, tudo vai fazer sentido. Que alívio! Eu já estava preocupado que a temporada terminasse em algo completamente nonsense - talvez como os finais de temporadas passadas. Pelo menos o personagem nos adiantou que tudo vai ser esclarecido. Ufa! Não entenda mal, o mistério sobre o personagem é tamanho (e de certa forma, bem construído) que fica impossível prever seus planos. Neste episódio ele quase nos convence que não é de todo mal. Na sequência final, enquanto Samuel discursa para sua família - em uma cena idêntica à abertura da temporada - , vemos uma montagem de imagens randômicas de personagens: Emma, Hiro, Ando e Suresh. Como todos eles vão se interligam na segunda metade? É esperar para ver!
13

"Upon This Rock"

04 janeiro 13 abril
 
"Aonde você pensa que vai, Barbie?" O episódio que marca o retorno de Heroes depois de um mês sem um capítulo inédito só não é um desastre total graças à linha narrativa envolvendo Claire. A bonequinha com habilidade de cura se vê presa no circo Sullivan após desconfiar das ações de Samuel. Enquanto Samuel vai trabalhar (somar mais 'especial' para sua crescente família de pessoas incomuns), o Homem Replicante (Ou Implicante?) fica de olho em Claire, cuidando de todas as suas ações. A solução da mocinha para fugir de seus múltiplos vigilantes passa por um bobo confronto na sala dos espelhos (vimos algo muito melhor nesta sala alguns episódios atrás). Mas quem aparece para salvar a história é Doyle; possivelmente o segundo melhor vilão desta série. O passado entre Doyle e Claire - ela salvou o vilão mesmo depois de ter sido atacada por ele - aparece como uma dívida entre os dois. As motivações são um tanto obscuras: por que Doyle suspeitaria de Claire e por que ele diz para ela procurar Lydia? Parece tudo muito gratuito; com o claro objetivo de impulsionar a narrativa. Mas que é bom ver Doyle na tela: isso é inegável!



A presença de Doyle pode ser suficiente para salvar a narrativa no circo Sullivan, mas o que dizer do resto do episódio? As outras duas histórias - envolvendo Hiro e Ando, e Samuel e Emma - são bastante equivocadas. Não entendo porque os roteiristas decidiram destruir com o personagem Hiro nesta temporada! Matem-o de uma vez, mas não o humilhem desta maneira! As cenas são tão vergonhosas que vou simplesmente ignorá-las. Já Samuel revela-se para Emma como seu admirador secreto: aquele que lhe mandou o violoncelo-destruidor-de-paredes. Mas o presente esconde também uma agenda secreta: Samuel quer que Emma 'encante' uma pessoa em especial. Que Emma não soubesse de suas capacidades 'sereísticas', tudo bem. Acontece que eu esperava uma participação mais significativa para a moça na grande trama desta temporada; não apenas servindo de isca para Samuel pegar um peixe maior. Espera aí... 'grande trama desta temporada'? O que eu estou dizendo? Faltam apenas cinco episódio para o fim deste ano e ainda não temos nada de concreto! Uma luta no circo Sullivan: é isso que nos aguarda o final de temporada?
14

"Let It Bleed"

04 janeiro 20 abril
 
"Tenho uma relação de amor e ódio com terraços". O que a família Petrelli esperava de Peter? Que socasse a parede e chorasse rios de lágrimas pela morte do seu irmão? Será que nós espectadores conseguiríamos assistir a mais uma hora de luto pelo personagem; morto, vale lembrar, na temporada passada?! Sua atitude rebelde - de sair para combater o crime como um cavaleiro noturno - pode parecer inadequada, algo adolescente e desproporcionada para um personagem tão habilidoso. Por outro lado, Peter me convence no seu discurso para Claire; justicando os motivos que o fazem continuar a sua vida, mesmo com raiva e um forte sentimento de vingança. Peter já era um herói, já era um enfermeiro, e já passava as noites salvando vidas. De alguma forma, ele está lidando com esta perda, mesmo que transformando este luto em ação. Há algo de Batman neste Peter Petrelli. E não há nada de errado nisto!



A impressão é que este episódio se sai um pouco melhor que o anterior, parte da sessão dupla programada pela NBC norte-americana. Mas apesar de todo o meu amor por Peter, nem tudo são rosas neste "Let It Bleed". Primeiro porque há uma desnecessária justificativa para a morte de Nathan (a queda de avião) que nos coloca momentaneamente alguns dias atrás do 'presente' diegético. Acho que poderíamos muito bem deduzir esta informação (do acidente forjado) pelo contexto. Ainda mais grave, porém, parece ser a narrativa envolvendo Noah neste episódio. O início até é promissor; com o ataque, a captura de Edgar e a companhia da 'dama de ferro' (iron maiden). Infelizmente a construção se perde em diálogos e ações cheios de contradições e em uma solução bem decepcionante (a cara de 'tempo perdido' de Noah é significativa). Qual será o próximo passo de Edgar? Tanto faz, certo?! Em compensação, Sylar finalmente está de volta... ou quase isto. O vilão mais boa-pinta da tv está com corpo e mente 'sincronizados', mas por algum motivo sente-se incapaz de matar. Quer saber o motivo? Quer mesmo? Bom, de acordo com Lydia, é porque ele não se sente amado (ou amável!). Eu sei, é de rir, mas é a mais pura verdade. Lembra daquele desastre chamado "Once Upon A Time In Texas"? Pois não é que os roteiristas decidiram fazer este episódio ser relevante para a temporada!? Toda aquela conversa furada de Hiro - no Texas de três anos atrás - convenceu Sylar que ele vai morrer sozinho. Logo, bateu a deprê no nosso vilão preferido. Se nem o encanto de Lydia levantou o ânimo de Sylar; será que tem remédio? A resposta para esta pergunta é ainda mais ridícula: cheerleader! ("D'oh!")

To be continued: Sylar encontra a animadora de torcida regenerativa.
15

"Close to You"

11 janeiro 27 abril
 
É brincadeira, né? Os roteiristas só podem estar zoando conosco! Será que eu não estou mais entendendo o conceito desta série? Ok, a ficção científica continua lá, mas em algumas cenas deste episódio pensei estar diante de uma comédia paródica... de Heroes. "O esquema com Sylar foi uma péssima. Eu admito", confessa Noah para Matt sobre o processo de colocar o vilão na cabeça do telepata (posso concordar?). "Eu já cansei dessas suas besteiras, Hiro", exclama Mohinder sobre a fala confusa e codificada de Hiro (nossa, posso concordar mais ainda?). Podemos afirmar que esta temporada foi um fracasso, principalmente depois dessas frases 'auto-conscientes' dos personagens. Mas a impressão que fica sobre este episódio é ainda mais inquietante. Os diálogos são terrivelmente mal escritos (a lembrança da conversa entre Noah e Matt na cozinha, citando Bin Laden, é de revirar o estômago) e grande parte da ação - daquilo que realmente ocorre na trama - parece boicotar a narrativa desta temporada. Vejamos; a tão alardeada doença terminal de Hiro é solucionada em poucos segundos de tela. Mohinder comenta que se Hiro viu Ando matá-lo em Tóquio do futuro, logo ele não irá na América ("So, we are good to go"). Sério? Então simplesmente Ando passa um pouco do seu mojo vermelho na cabeça de Hiro e voilà, curadinho da Silva. De certa forma, é um alívio (quem aguentaria mais o Hiro-retardado?), mas o conflito se resolve de uma maneira muito infantil.



Mesmo assim, apesar de todas estas baboseiras, precisamos admitir que o episódio avançou bastante com a trama deste ano, talvez mais do que qualquer episódio nesta temporada. O responsável por tamanha progressão é Peter (meu herói!). A sua narrativa apresenta o que parece ser o grande evento que nos aguarda no season finale: a ameaça que deverá unir os heróis contra o homem-borboleta-do-mal no Circo Sullivan. Com os poderes de mamãe Petrelli, Peter sonha com Emma na sala de espelhos tocando o violoncelo-destruidor-de-paredes, ouvindo ao fundo os gritos de 'milhões' de pessoas. Sem pestanejar, nosso herói corre para o apartamento de Emma e destrói o instrumento (e o coração de Emma?). Será que esta atitude é suficiente para evitar o sonho premonitório? Ou será a causa da tristeza da moça? Diria Mohinder "so, we are good to go" após estes eventos? Sinceramente, depois deste episódio, é difícil saber o que esperar para o final de temporada; toda e qualquer direção parece possível, tudo que fora construído pode ser rapidamente desfeito, em questão de segundos.

To be continued: Vanessa, a musa de Samuel, feita refém no circo Sullivan.
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"Pass/Fail"

18 janeiro 04 maio
 
Ora ora, quer dizer que Hiro continua com o tumor na cabeça? Então os três rapazes foram até Noah simplesmente para Hiro cair no chão desmaiado e ir parar no hospital? Deus, oh Deus, por quê? Bom, se a narrativa de Hiro neste episódio não serviu para nada (alguém por acaso pensou que Hiro poderia morrer nesta temporada? Claro que não!), pelo menos tivemos a oportunidade de rever Adam Monroe/Takezo Kensei. Ok, George Takei também está lá no 'mundo fantasioso / corredor da morte de Hiro', mas o ator David Anders (que interpreta Kensei) é pura simpatia (and oh, so cute).
Mais estranho que a narrativa de Hiro, Sylar procura a líder de torcida regenerativa em busca de conselhos. Bad judgement! Claire não sabe nem o que quer da vida, é a personagem mais perdida da série; mesmo assim Sylar acha que há muitas semelhanças entre eles (e inclusive escreve algumas características em comum no quadro). Parece, na verdade, que Sylar foi até Claire ajudar ela. O ex-serial-killer - lembre-se ele está deprimido por isso não consegue mais matar - conseguiu o impossível: tirou a menina super-poderosa do armário. (Beija! Beija!)
Mas ei, nem tudo isso foi pior que a história de Samuel. Terá o vilão da temporada feito tudo pelo amor por Vanessa? Todo o discurso de encontrar um lugar melhor para seus colegas e familiares era uma mentira? A atitude do personagem de destruir toda a vila após ser abandonado por Vanessa demonstra muita burrice, mesmo para ele. Você há de concorda comigo que alguém que já matou seu próprio irmão não precisa de mais motivos para seguir o caminho de destruição, não é mesmo? Então, por que mostrar o envolvimento com Vanessa e seu 'coração partido'? Para dizer que Samuel é um egocêntrico filho-da-p***? O final da temporada se aproxima, e Samuel chega ao fim da vida com o péssimo título de vilão mais fraco da série. Quem vai matar o sujeito? Sylar? Peter? Hiro? O bebê de Matt Parkman?

To be continued: Sylar procura Matt, mas encontra sua mulher e filho.
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"The Art of Deception"

25 janeiro 11 maio
 
Um personagem morre. Hiro e Mohinder não aparecem. Peter e Sylar voltam a se encontrar. Este não pode ser um episódio ruim de Heroes. Mas também não é a salvação da lavoura. Com o evidente desgaste da série, entre personagens e narrativas podres, é preciso nivelar a série por baixo para embarcar minimamente na história desta temporada. A sensação ao assistir este episódio é que os roteiristas não planejaram os arcos dramáticos dos personagens este ano. Noah e Claire são de longe a dupla mais cansativa da série; contando sempre a mesma história. Por que Noah continua tão obcecado em salvar a sua filha (que não pode morrer!), por que Claire insiste em levar uma vida normal?! A simples menção de Noah ir até o circo Sullivan para proteger Claire (capturar Samuel significa isso, certo?!) já me tirou do sério. Não há nada mais interessante para contar? Será pura falta de criatividade dos roteiristas? Por algum motivo, a série está anulando todos os seus personagens: Sylar talvez seja o personagem que mais sofreu nas mãos dos roteiristas este ano. Nada explica a sua esquisita participação neste episódio: ele quer 'ver' como Matt consegue levar uma vida normal e pede para o telepata 'bloquear' seus poderes. A tensão aumenta quando Sylar tenta atacar a esposa de Matt; ora, ele só precisava de um motivo para realizar a operação na cabeça do serial killer de super-poderosos (!!). E ainda quando parece que a situação está resolvida, eis que aparece Peter para tirar Sylar da prisão mental implantada por Matt. Quanta enrolação. No circo Sullivan, a situação não é muito melhor pois o confronto de Noah e Samuel é previsível desde o começo: em breve Samuel será desmascarado para o seu grupo circense e Noah poderá abraçar a sua filha. Certo? Neste episódio, a narrativa no circo serve para reforçar a vilania de Samuel; com o ataque forjado (culpando Noah) contra o seu próprio grupo, que acarreta na morte da empática Lydia. A morte da personagem foi a maior demonstração de coragem dos roteiristas. Eles poderiam prosseguir nesta direção e eliminar outros personagens do caminho. Samuel poderia nos fazer o favor de matar Noah de uma vez por todas, não é mesmo?



To be continued: Peter entra na cabeça de Sylar e tenta libertá-lo da prisão construída por Matt.
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"The Wall"

01 fevereiro 18 maio
 
O que fazer a um episódio para o final de temporada? Como preparar o terreno para o clímax de uma série de ação? De acordo com os roteiristas de Heroes, a série mais popular e mais mal falada atualmente em exibição, o 'segredo' é prender os personagens em locais improváveis (uma Los Angeles imaginária, uma sala de espelhos) e fazer eles conversarem. Sim, é isto que os personagens fazem: discutem as relações passadas, colocam as diferenças de lado e se perdoam dos erros cometidos. Para os Bennetts, a reflexão é literalmente projetada por Samuel (e seu mendigo super-poderoso) nos espelhos do circo Sullivan. O objetivo de rever o passado de Noah - a história do seu primeiro casamento e de como foi chamado para trabalhar para a Companhia - ainda me foge a compreensão; Samuel fez tudo isso apenas para conseguir a aprovação de Claire? Ele é assim tão estupidamente carente? Mais interessante, mas não menos esquisito, é a discussão da relação entre Peter e Sylar; obrigados a conviver (por anos!) em um espaço imaginário (criado por Matt, na cabeça de Sylar, que Peter entrou usando o poder de Matt, simples assim!). Enquanto murram a parede (de sentimentos, ressentimentos, arrependimentos, incompreensões, amarguras, ódios, etc.), Peter e Sylar se aproximam e criam um laço de amizade: Peter consegue perdoar Sylar por ter matado Nathan (meu Deus, ele ainda!) e percebe que Sylar mudou, que não é mais o serial killer de antes. Heroes também mudou. Quando conseguem quebrar o bloqueio de Matt (que simplesmente deixou os dois pensando na vida no porão da sua casa, e foi pescar de certo), os dois se vêem cercados por várias cópias do homem-múltiplo; sim, podemos esperar pelo menos uma boa cena para o season finale na próxima semana. Enquanto Peter e Sylar arrebentam as múltiplas caras do sujeito, Samuel se dirige para Nova York, onde deverá acontecer o ataque de Emma e seu violoncelo-destruidor-de-paredes; chegará Sylar a tempo para impedir a morte de milhares de pessoas? Será assim tão óbvio?



To be continued: Claire e papai Bennett soterrados por Samuel; só um tem poder regenerativo. Comece a torcer.
19

"Brave New World"

08 fevereiro 25 maio
 
Esta é a noite que 'eles' esperavam. A noite em que finalmente os planos de Samuel se concretizam e os super-poderosos se revelam para o mundo. "Depois dessa noite, nós seremos respeitados", diz o palestrante principal do show. Ou não?! Claro que atrás de Samuel há um grupo de pessoas que não gosta muito de circo e que está disposto a impedí-lo de matar centenas de inocentes em plena Central Park. Apesar da resolução da trama desta temporada ser um tanto óbvia (Doyle!) e decepcionante (ei, queria ver a luta de Peter e Sylar contra o Homem-Múltiplo!), podemos extrair alguns bons momentos do episódio: primeiro, a quase-morte de Noah (alguém mais torcia para ele bater as botas, como eu?) e o resgate comandado por Tracy Strauss e sua versão aquática (se ela é feita de água, não precisa respirar, certo?); depois, o confronto entre Samuel e Peter no circo Sullivan - brincando de gangorra com o chão - enquanto discutem suas diferenças e similitudes. Até mesmo Hiro consegue emocionar com a conclusão da sua saga 'eu quero a Charlie da primeira temporada'. Ou seja, de uma maneira geral, a temporada conclui acima da média (eita, média baixa!). Há uma sensação de progressão ('coisas acontecendo') e um bom aproveitamento dos personagens, mas ainda senti falta de ação neste season finale. Talvez algumas sequências poderiam mostrar mais e sugerir menos (precisamos deduzir a luta contra o Homem Múltiplo ou Doyle), e alguns confrontos poderiam ser mais explorados (o encontro de Peter e Samuel tem pouca duração). Mas o episódio conclui a trama, satisfatoriamente. É um progresso. Como é de costume nos episódios de final de temporada da série, há uma introdução ao capítulo seguinte da história: "Brave New World" sugere a revelação para o mundo das pessoas com habilidade. Claire se joga, para todo mundo ver, do alto de uma roda gigante, e a sua regeneração é gravada pelas câmeras presentes no circo Sullivan ("ela está partindo o meu coração", sintetiza Noah, pela sua perspectiva). Mas será que veremos o desenrolar deste capítulo, ou "Brave New World" será apenas o epílogo dessa jornada? Não há ainda uma confirmação do retorno da série pela rede NBC. A proposta é boa; Heroes poderia encontrar a direção certa com esta trama. A cena - uma queda e tanto! - nos deixa com a esperança de ver a série encontrando o seu tema principal (da relação dos poderosos com os comuns, do preconceito, do medo e do controle). Será que Heroes sobrevive para ver o Mundo Novo? Você gostaria de acompanhar mais uma temporada?



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