Comédia constrói paródia sobre guerra a partir de uma piada. |
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Publicado em: 28/03/2010 |
A história começa com uma piada - francesa, por sinal - de que durante a Guerra Fria, a corrida armamentista entre russos e americanos levou os países a utilizar táticas incomuns de guerra. A piada envolvia um submarino que fora neutralizado pelos russos usando apenas o poder da mente. Os russos sabiam que a história não bastava de um boato absurdo, porém eles acreditaram que os americanos passariam a estudar a parapsicologia como arma de guerra. Já os americanos entendiam que toda a história não tinha fundamento, mas sabiam que os russos poderiam iniciar um programa baseado neste boato apenas para não ficar atrás da corrida armamentista. Mais ou menos assim começa esta bizarra história das forças especiais de guerra.
O filme é uma paródia da ideologia de guerra americana, que se constrói pelo conflito da geração 'paz e amor' durante a Guerra do Vietnã (através do líder interpretado por Jeff Bridges) e que se atualiza na guerra do Afeganistão (transpondo a falta de perspectiva e o fracasso daquela época). A trama se estabelece pela tensão do ceticismo do repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) e a convicção cega de Lyn Cassady (George Clooney) sobre seus poderes Jedi. A piada é uma só: o ridículo das situações em que esses personagens se colocam pela suas crenças absurdas. Em parte, a comédia funciona; principalmente quando esses homens encaram cabras até a morte. Mas algo no seu discurso derradeiro perde o impacto da crítica ideológica. Será que devemos acreditar no que quisermos; a ponto de atravessar paredes? Talvez dar de cara contra a parede seria uma conclusão mais interessante para o filme.
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Homens que Encaravam Cabras |
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