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Título: |
Exibição original
(Am. do Norte): |
No Brasil: |
| 01 |
"Pilot" |
15 janeiro |
05 abril |
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Divertido, movimentado e previsível. Human Target, a nova série da Fox, baseada na HQ de mesmo nome, tem defeitos e qualidades, mas tudo indica que pode se destacar na programação. Isso porque conta com um bom ator na pele do herói bom-de-briga; Mark Valley, visto na primeira temporada de Fringe, vive Christopher Chance, um segurança freelancer que trabalha sempre disfarçado para proteger seus clientes. A combinação de charme e humor - tanto do personagem quanto das cenas de ação - lembra bastante um tal de 007. Este episódio-piloto tem uma trama bastante clichê, que pouco nos surpreende durante a sua progressão: é possível desvendar toda a história com muita antecedência, desde a identidade do 'vilão' até as soluções para escapar do trem desgovernado. O que chama a atenção, no entanto, são as ótimas cenas de luta, muito bem coreografadas; e o bom humor que a série investe nas cenas de ação (o encontro de Chance com um 'bandido' no duto de ventilação é hilariante!). Como se trata de um piloto, a previsibilidade dos eventos pode ser vista como um mecanismo para a rápida identificação com a série. De uma maneira geral, a série promete!
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| 02 |
"Rewind" |
18 janeiro |
12 abril |
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Agora sim está provado; Human Target chegou para ficar. Este segundo episódio é eletrizante do começo ao fim! A trama é apresentada de forma não cronológica e sabe aproveitar muito bem o recurso: além de criar a expectativa em saber como Chance vai conseguir pousar o avião, há também a curiosidade de descobrir como o segurança chegou naquela situação limite (que abre o episódio). O humor continua presente neste episódio, principalmente nos diálogos entre Chance e seus dois parceiros; Winston (interpretado por Chi McBride, visto em Pushing Daisies) e Guerrero (o brilhante Jackie Earle Haley, de Pecados Íntimos e Watchmen). Ainda mais divertido: que tal a cena em que Chance coloca o avião de ponta-cabeça e o computador a bordo trava a direção, deixando todos andando no teto da aeronave até o final do episódio?! Não sei até que ponto a série está levando essas cenas à sério; a ação e a adrenalina estão ali, com certeza, mas é possível dizer que há uma certa ironia nesta construção. No final, o importante é que a série diverte muito. Jack Bauer que se cuide; com mais simpatia e igual destreza, Chance pode roubar o posto de maior herói do canal Fox. |
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| 03 |
"Embassy Row" |
25 janeiro |
19 abril |
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A adrenalina corre solta no novo caso de Christopher Chance, após um cliente morrer envenenado e seu irmão aparecer contaminado para o grupo de segurança particular. Chance não tem muita sorte ao entrar em contato com o veneno, reduzindo seu tempo para encontrar um antídoto e impedir que os espiões eliminem também o irmão do seu cliente. O episódio é cheio de ação - tão irreais quanto um bom 007 - e continua mostrando que a marca da série deverá ser a intensidade das cenas de luta, longas e bem coreografadas. Human Target é um programa descompromissado; sem grandes tramas ou arcos dramáticos. Seu principal objetivo é divertir. Mesmo assim, este episódio deixa a desejar, principalmente se comparado ao excelente trabalho anterior de Chance. Ainda parece um episódio germinal, de origem; estabelecendo as identidades e as relações dos personagens. A série pode e deve evoluir muito mais nos próximos capítulos, e talvez apresentar uma trama mais complexa para a temporada. Aguardamos!
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| 04 |
"Sanctuary" |
01 fevereiro |
26 abril |
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Chance precisa invadir um monastério para proteger um habilidoso ladrão no seu novo caso, após ser contratado por uma garota irremediavelmente apaixonada pelo gatuno. Novamente são as ótimas cenas de ação e de luta que prendem a atenção; o caso em si, verdade seja dita, é uma bobagem, que não desperta o menor interesse e é narrado em uma fiapo de narrativa. Acontece, porém, de a série apresenta um pouco mais do passado de Chance através de uma linha narrativa paralela - esta sim bastante intrigante - com a investigação liderada por Guerrero. O sujeito - engraçadíssimo recusando as ligações de Winston - passa todo o episódio buscando documentos no escritório para entregar para um sujeito que aparentemente desejava se vingar de Chance. Há uma ótima construção sobre a lealdade de Guerrero ao amigo Chance; apesar de neutralizar a ameaça, Guerrero pensava mesmo em vender algumas informações para o tal sujeito. Qual é a ética de Guerrero? Essa é uma história que deve ser mais bem explorada nos próximos episódios. É esperar pra ver!
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| 05 |
"Run" |
08 fevereiro |
03 maio |
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Enquanto 24 Horas faz uma temporada decepcionante, Human Target investe pesado na adrenalina e rouba fácil o posto de melhor série de ação atualmente em exibição na tv. A prova disso é este insano episódio que coloca Chance e sua cliente destruindo parte de San Francisco correndo de carro de um lado a outro da cidade enquanto tentam despistar um grupo de policiais corruptos. As cenas de acidente e perseguição são bem realistas e movimentadas, além de serem divertidas demais de assistir; no melhor estilo 007. Chance ainda consegue flertar um pouco com sua cliente, que fica bastante interessada na história do seu segurança. Ele é que não dá chance para a moça.
Allyson (para Chance): Algo me diz que isso é só o começo. (...) Do que você está correndo?
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| 06 |
"Lockdown" |
15 fevereiro |
10 maio |
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Sabe aquele momento no filme de ação em que o mocinho faz o impossível, o inverossímel, o impensável? Pois Chance realiza diversas dessas cenas neste episódio de Human Target, cada vez mais próxima da paródia e da auto-ironia. O bom é que ele (e a série) não se levam a sério, caso contrário, o resultado seria um desastre. Do jeito que está, a série caminha perigosamente em cima do muro - algo como Chance, tentando não ser notado pelas câmeras de segurança -, e por isso mesmo demonstra coragem e ousadia; assume o risco e goza de si. Este episódio em específico não me conquistou tanto: há alguns buracos no roteiro que precisavam de remendos. Descobrimos através dessa história de quem Chance está correndo; seu ex-chefe parece disposto a encontrá-lo de qualquer maneira. Parece perigoso, mas ei, Chance não é o cara mais temido deste universo? Com todas as habilidades de Chance, esse ex-chefe não tem a menor chance. A não ser que o sujeito atenda pelo nome de Ethan Hunt ou Jack Bauer.
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| 07 |
"Salvage & Reclamation" |
10 março |
17 maio |
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De todas os casos de Christopher Chance, este me pareceu o mais estranho até aqui nesta temporada. Não sei se devemos ler essa aventura como uma tentativa de descobrir mais sobre o passado do protagonista ou apenas embarcar na ação e no humor da série. O resultado é um tanto irregular e a história de Chance com a ex-guerrilheira não convence. Ainda assim, o episódio é bastante movimentado e funciona em grande parte como uma aventura escapista e descerebrada; o que pode ser bom se a série encontrar o seu público. No que eu posso dizer objetivamente, a série tem qualidades comparáveis a qualquer filme de ação; com cenas grandiosas, inúmeros cenários e muitas lutas coreografadas. É esse aspecto que mais chama a atenção neste episódio - e que deve encarecer bastante a produção -, algo admirável para uma série estreante. Espero que os próximos episódios retomem a excelência de "Rewind" e "Run", porque Chance tem tudo para ser o substituto de Jack Bauer. E torço por ele. |
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| 08 |
"Baptiste" |
14 março |
24 maio |
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Human Target está valendo a torcida! Este ótimo episódio revela um pouco mais da história pregressa de Chance através da presença do personagem Baptiste, antigo pupilo de Chance e assassino profissional que está em Washington para realizar mais um trabalho. A trama é bem apresentada com uma montagem em paralelo do desenvolvimento do caso e do momento de conversa entre mestre e aluno na estação de metrô (onde acontece a resolução desta história). Baptiste é um vilão muito interessante para a série, capanga do ex-chefe e mentor de Chance, e que carrega um sentimento ambíguo de amor e ódio pelo seu mestre. Baptiste nunca conseguiu entender a relação de Chance por Katherine e ficou responsável de resolver a situação (matando a moça). As provocações do personagem sobre a natureza de Chance são ótimas, fazendo o protagonista questionar se virou mesmo um homem bom. O episódio conta ainda com a bela presença da agente Emma Barnes, mostrando que não esqueceu da operação na embaixada russa (terceiro episódio); e apresenta uma nova personagem na equipe de Chance (a divertida 'novata' Layla).
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| 09 |
"Corner Man" |
21 março |
31 maio |
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Era de se esperar um episódio de Human Target ambientado no mundo de competições de luta livre. Se há uma marca na série, é justamente as ótimas cenas coreografadas de luta, portanto, era lógico aguardar uma história como essa. Ironicamente, as cenas de luta deste episódio foram as menos empolgantes da temporada; talvez faltasse motivação - além da aposta - para nos fazer torcer por Chance. A história que coloca Chance no meio dessa competição também é fraca e pouco interessante. O que salva o episódio é a aproximação de Chance com Eva, a apostadora que se revela uma habilidosa manipuladora (de luta, de apostas e de homens). A melhor cena do episódio acontece após Eva chamar Chance para uma conversa na piscina: uma emboscada que deixa Chance amarrado no concreto no fundo da piscina. A trama serve para mostrar o nível de amizade entre Chance e Winston (feito treinador e empresário do 'lutador'); em parte funciona, mas poderia ser melhor apresentada (por fim, Guerrero sugere que eles procurem um quarto).
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| 10 |
"Tanarak" |
28 março |
31 maio |
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Pela primeira vez em Human Target, o episódio falha em entregar boas cenas de ação e de luta; elas demoram para acontecer e quando acontecem são curtas demais. O primeiro indício dessa ausência acontece quando Chance derruba o primeiro 'bandido' na ilha de Tanarak; o sujeito tira uma arma do porta-malas do carro e - corta! - logo ele está desacordado no chão. Não vemos o golpe, não derrama sangue, nem um pingo de suor. Enquanto a narrativa com Chance decepciona, o episódio se salva pelas participações dos sócios Winston e Guerrero. A relação entre os dois personagens é responsável pelos momentos mais divertidos da série. Mas não é só; neste episódio podemos ver como eles podem ser ameaçadores. Seria interessante ver esses personagens participando mais ativamente da ação, principalmente Guerrero que já vimos assassinando um personagem (episódios atrás) e que aqui revela o seu lado mais assustador, pressionando um informante para obter documentos. Ou seja, Human Target tem bastante material para desenvolver e para crescer nos próximos episódios.
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| 11 |
"Victoria" |
04 abril |
07 junho |
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Human Target pode ser interessante em duas situações: uma, quando a série revela mais sobre o passado de Chance ("Baptiste"); ou, quando há um exercício da forma no tratamento do roteiro ("Rewind"). Não é o que acontece aqui, infelizmente. O episódio é melhor do que os dois últimos casos de Chance, mas ainda falta uma dose a mais de adrenalina, tão presente nos primeiros episódios da temporada. Fica claro neste "Victoria" que é difícil acompanhar tantos casos diferentes de Chance quando sabemos que os clientes não têm relevância para a história da série (especialmente de Chance). Aliás, será que alguém como Victoria não despertaria alguma antipatia em Chance, considerando seu passado? O lado positivo dessa história, porém, é a participação de Guerrero na trama. O sujeito dá uma de nova-iorquino que acha que entende tudo da sua cidade, discutindo com Winston sobre o uso do GPS no carro. Melhor do que isso é vê-lo em ação para proteger o amante da princesa Victoria, procurando uma história mais picante sobre o envolvimento amoroso que abalou a realeza ("certo, já basta, não era a resposta que eu estava esperando").
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| 12 |
"Christopher Chance" |
11 abril |
07 junho |
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Human Target encerra a temporada com um excelente episódio, entregando mais pistas sobre o passado do seu protagonista e deixando uma nova missão para Chance resolver no próximo ano. Mais cheio de ação, perseguição e luta do que últimos episódios, este season finale recupera o que há de melhor na série, além de desenvolver melhor os personagens e aumentar o mistério sobre a origem de Chance. A ação começa logo que o antigo chefe de Chance (e de Baptiste e de Guerrero) invade o escritório da equipe em busca de respostas sobre o último caso em que o 'Júnior' trabalhou para ele. Chance, ou seja lá qual for seu verdadeiro nome, precisa lembrar da missão que mudou sua vida, do trabalho em que conheceu e perdeu Katherine Walters. O episódio corresponde às expectativas sobre esta história, que desde sempre ameaçava Chance nos casos anteriores na forma de trauma ou recalque; aprendemos por exemplo que o envolvimento de Chance com suas clientes assume a fantasmagoria de Katherine. Mas será que a moça realmente morreu, foi encontrado um corpo naquela explosão, feito testes de reconhecimento? Outro acerto do episódio é trazer de volta o ótimo rival de Chance nos trabalhos de campo: Baptiste, como já sabíamos desde o episódio que leva seu nome, foi o responsável pela morte de Katherine. O objetivo do episódio, porém, é mostrar como a equipe formada por Chance, Winston e Guerrero se conheceu; da decisão de Chance de mudar de lado (após reencontrar o seu mentor, um outro - de vários - Christopher Chance!), da proposta feita por Winston e da personalidade de Guerrero (que contracena com Chance a melhor sequência de luta da série). Isso sem falar na origem do cachorro Carmine. Como Chance não entrega o que o seu ex-chefe quer, Winston é levado como refém. Onde e com quem está o livro? Hein, Guerrero?
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