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Terror de modelo blockbuster é traiçoeiro, mas espectador não se arrependerá. |
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Publicado em: 19/04/2011 |
Traiçoeiro cabe na tentativa de resumir esse filme. Com uma abertura impactante e que relembra os melhores clássicos da cinematografia negra, temos um ambiente muito bem apresentado e uma trilha sonora de meter medo.
Não são poucos o momentos de sobressalto, nem pouca a angústia que se sente ao acompanhar o sofrimento da mãe de família Renai e sua tentativa de manter as coisas a despeito do relaxado comportamento de seu marido, interpretado pelo sempre irritante Patrick Wilson.
O filme se constrói de maneira consistente e vai envolvendo o espectador em um clima de suspense, graças às suas tomadas de câmara claustrofóbicas e sua música muito alta. A proposta é a tradicional "engana e assusta", que leva o espectador ao limite da tensão para aliviá-lo e na sequência pegá-lo no contrapé.
O que decepciona, como sempre em filme de terror, é o final. Com uma explicação que não cabe avaliar a veracidade, o filme acelera brutalmente na tentativa de amarrar todas as suas pontas.
Com uma nuance nada violenta, o diretor de Jogos Mortais - James Wan - apresenta sua nova obra, que facilmente transita entre o terror blockbuster e o humor negro, com suas bonecas bizarras e pseudovampiros, nada que já não tenhamos visto em obras anteriores.
A sensação que fica não é de arrependimento, mas não se engane.
| Sobrenatural (Insidious, EUA, 2011) Direção: James Wan. Elenco: Patrick Wilson, Rose Byrne, Ty Simpkins e Barbara Hershey. Duração: 103 min. |
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