Uma grande história contada com simplicidade por Clint Eastwood. |
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Publicado em: 29/01/2010 |
Não há uma imagem-síntese em Invictus. Não há uma cena de grande impacto. Eastwood conta a história do jogo de rúgbi que uniu a África do Sul com uma simplicidade e um senso de coesão admirável. O feeling apurado do diretor é o diferencial desta obra; conhecido por trabalhar rápido e não gravar mais do que dois takes de cada plano, Eastwood impressiona na escolha de ângulos e na composição de seus quadros. Entre um plano geral do estádio e um close dos jogadores disputando a bola no campo, há equilíbrio e harmonia, recriando na tela a sensação de união proporciada pelo time de rúgbi.
Eastwood parece ter se especializado nos últimos anos em transformar histórias medianas - como Menina de Ouro ou Gran Torino - em verdadeiras obras-primas da cinematografia. Com Invictus não é diferente. O roteiro é bastante formulaico, apesar de contar uma história linda, grandiosa e cheia de méritos. Mas Eastwood sabe criar muito bem a sua visão - com autoria assinada em todos os quadros -, e faz com este filme mais aula de direção e sabedoria. O diretor parece driblar todas as armadilhas do roteiro, evitando os lugares-comuns (tão perigosos e presentes nesta história) com escolhas inusitadas e surpreendentes. A regra do 'menos é mais' funciona à perfeição aqui; da direção às atuações contidas da dupla principal, o resultado demonstra o respeito da equipe pela história que queriam contar.
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Invictus |
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