O filme mais cool do ano traduz com inteligência a linguagem dos quadrinhos. |
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Publicado em: 01/06/2010 |
Em determinado momento do filme Kick-Ass - Quebrando Tudo, conhecemos a história pregressa do personagem interpretado por Nicolas Cage, através de uma sequência que emula a enunciação de uma história em quadrinhos. A apresentação é genial em traduzir para o meio audiovisual a dinâmica das imagens fixas dos quadrinhos: há ritmo e movimento em cada passagem, enriquecendo os quadros desenhados. Essa sequência, perto da metade do filme, é uma das mais belas construções sobre a relação entre as duas linguagens. Kick-Ass é o melhor exemplar entre as adaptações de histórias em quadrinhos da história cinematográfica recente, homenageando o meio original e explorando os seus recursos narrativos.
O que pode pesar contra a aceitação do público para esta obra é o apelo bastante juvenil da história. Como os quadrinhos em que foi baseado não são tão conhecidos como os do Homem de Ferro, o filme depende da divulgação para desmistificar o tratamento da adaptação. Pois, apesar da aparência jovem, o longa-metragem pode ser assistido sem preconceitos pelos mais crescidinhos também. Na verdade, a impressão que fica do filme é que se trata de uma obra tarantinesca, mesclando humor e (muita) violência. Pode até ser visto como uma versão mais comercial - retratando um universo jovem - da estética daquele diretor; mas a influência é clara. E isso pode ser dito sobre o filme mesmo antes de aparecer uma tal de Hit-Girl na história, personagem que guarda muita semelhança (da concepção à habilidade em luta) com A Noiva de Tarantino. Mais importante do que a jornada dos personagens, porém, é o tratamento entre o realismo e fantástico das cenas de ação que devem conquistar os espectadores. Kick-Ass é o filme mais cool do ano até o momento.
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Kick-Ass - Quebrando Tudo |
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