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Lost: 6ª temporada

Guilherme.
Atualizado em: 10/03/2010


      A última temporada de Lost terá 18 episódios, com exibições duplas no season premiere e no series finale.
      Confira detalhes dos episódios exibidos clicando nos títulos desejados.


#   Título: Exibição original
(EUA):
No Brasil:
01

"LA X (1ª hora)"

02 fevereiro 09 fevereiro
 
***** Recap (reflexões prévias ao início da temporada): A hora chegou. Estamos a poucas horas do início da última temporada de Lost. Nervos à flor da pele, coração batendo mais forte. Mas antes de começar a discutir a trama deste último ano da série, sugiro analisar as nossas expectativas para esta temporada. Afinal, quais são as perguntas que queremos ver respondidas? Quais são os mistérios e os enigmas que nos intrigam? E quais desses deverão ficar sem solução? Nesta altura do campeonato, a Ilha já é um local conhecido por nós; sabemos seus segredos, sua filosofia e seu funcionamento. Aprendemos a entender como na verdade foi a Ilha que trouxe o grupo de pessoas (de sobreviventes do vôo da Oceanic) à ela; pelos chamados de Jacob ou pela experiência da jornada (mística, de redenção). São estas alternativas propostas pelo espaço e pelo tempo na Ilha que motivam os grandes protagonistas da série. E são essas histórias - dos personagens - que procuramos solucionar: como cada um chegará ao fim do jornada? De Jack a Kate; passando por Hurley e Sayid; aos mais importantes, Locke e Ben; e Jacob e seu contrário, o homem de camisa preta (o MIB). Terá Jacob arquitetado a queda do vôo Oceanic como uma maneira de salvar a Ilha? Se o homem de preto encontrou a falha que tornou possível matar Jacob; como será o seu 'governo' sobre a Ilha? A bomba explodiu; como isso afeta o espaço-temporal dos personagens? Jacob ressucitirá? E em que corpo? Vamos ao que interessa?*****



Um novo recomeço? Um mundo alternativo no qual o vôo 815 da Oceanic Airlines nunca caiu no meio do Pacífico? Qual é o sentido de 'apagar' cinco temporadas e finalizar a série mostrando o 'e se...' o avião pousasse com segurança em LAX, o aeroporto internacional de Los Angeles? O resultado, que chega até nós oito meses após Juliet acertar a bomba de hidrogênio, mostra que a história neste universo paralelo poderia ser frustrante. Afinal, depositamos muito tempo (e neurônios) sobre as jornadas dos personagens e precisamos ver aonde eles vão chegar. Felizmente, "LA X" apresenta não apenas este mundo paralelo, mas também a continuição da narrativa dos sobreviventes na Ilha.
Há portanto, uma nova linha histórica em que a Ilha está submersa quando o vôo 815 da Oceanic sobrevoa o Pacífico; uma narrativa onde os personagens não passam mais do que algumas horas juntos, o tempo do vôo entre Sydney e Los Angeles. O que acontece, porém, durante essa viagem parece indicar novas complicações na jornada de Jack. O médico é obrigado a salvar Charlie de uma tentativa de suicídio e a sua ação muda o destino escolhido pelo personagem; Jack continua longe de entender o propósito de sua jornada, e como médico, suas atitudes têm um efeito mais significativo sobre as vidas das pessoas. De certa forma, esta realidade do 'e se...' reforça a idéia do momento decisivo; do instante que mudaria a trajetória daquelas pessoas. Mas será que há qualquer realidade nesta história? Por que há tantas diferenças neste vôo: a presença de Desmond, a ausência de Shannon? E como justificar mudanças anteriores ao (o que seria o) momento do acidente, como Hurley afirmando ser o cara mais sortudo do mundo?
Somos apresentados também com a narrativa após a explosão da bomba de hidrogênio, que jogou os sobreviventes no ano de 2007; o que significa que a estação Cisne foi construída e que explodiu após Desmond não entrar com a combinação de números. Entre os destroços da estação, o grupo socorre Juliet, em seus momentos finais de vida. Quando Sawyer chega para se despedir da loira, ela consegue apenas dizer que tem uma coisa muito importante para lhe dizer (o que será: que ela conseguiu explodir a bomba? que ela encontrou o seu caminho para casa?). A morte de Juliet e o fracasso do plano de Jack (ou de Faraday) só faz Sawyer ficar com mais raiva ainda do médico. Enquanto isso, Hugo é orientado pelo fantasma de Jacob (que informa que morreu há uma hora!) sobre uma maneira de salvar a vida de Sayid. Hugo deverá levar Sayid até o templo com a ajuda de Jin, que esteve lá com os franceses 'na temporada passada'.
Por fim, seguimos com o plano do 'Homem de Preto' (MIB) após fazer o Ben matar Jacob. Aquele que ocupa a aparência de Locke pede agora para Ben trazer Richard Alpert; porém os guarda-costas de Jacob chegam ao local e revelam o corpo de Locke dentro do 'caixão'. Esse grupo vai atrás do 'MIB' e descobre que o nêmesis de Jacob acabou de matá-lo e queimá-lo na fogueira. Os soldados de Jacob começam a atirar no Homem de Preto, que logo se revela sua outra forma: o monstro de fumaça. O grupo até mostra uma certa resistência contra o monstro, mas no fim não sobra ninguém para contar a história. A não ser, claro, Ben que vê o monstro de fumaça assumir novamente a aparência de John Locke.

MIB: Sinto muito que você teve que me ver dessa forma. (I'm sorry you had to see me like that)
02

"LA X (2ª hora)"

02 fevereiro 09 fevereiro
 
"Funcionou!" O que funcionou? Terá Juliet vislumbrado o mundo alternativo enquanto esperava ser resgatada dos destroços da estação Cisne pelo seu Orfeu? A explosão da bomba de hidrogênio pode ter desencadeado realidades paralelas ou a loira apenas encontrou o seu caminho para o céu? O recado que a loira deixou através de Miles sugere a progressão da história na qual a bomba evitou a queda do avião da Oceanic. De alguma forma estas narrativas deverão se encontrar em algum momento e formar um novo sentido para a trama; as diferenças que podemos verificar em cada personagem naquele mundo do 'e se...' pode indicar as respostas que eles procuram nesta jornada de redenção. Neste sentido, a sequência mais importante desta narrativa acontece no encontro de Jack e Locke no aeroporto: enquanto o médico reclama de ter "perdido o seu pai", Locke informa que também teve uma bagagem extraviada pela companhia. A situação em comum aproxima os personagens e proporciona uma troca de afeto e de visões do mundo;

Locke: E como poderiam saber? (...) Eu não estou falando sobre o caixão. Quero dizer, como eles podem saber onde ele está? Eles não perderam o seu pai, eles apenas perderam o corpo dele.

Jack: Nada é irreversível. (...) Se quiser uma consulta... é só me ligar. Por conta da casa.



Na Ilha, conhecemos o Templo indicado por Jacob como solução para salvar a vida de Sayid. O local sagrado dos Outros parece 'abençoado' com poderes de cura; e após ler o recado deixado por Jacob (no maior envelope da face da Terra - sim, o case para violão carregado por Hugo), os moradores realizam um ritual para tentar salvar Sayid, não sem antes avisar para seus companheiros que há riscos neste processo. Falha de memória? Seria este o mesmo ritual realizado em Ben, pelas mãos de Richard Alpert (quando o garoto Ben foi baleado por Sayid)? Quando finalmente acorda (Miles foi o primeiro a perceber que 'havia vida naquele corpo'), Sayid demonstra não saber exatamente o que aconteceu. Se há mais consequências - físicas, emocionais ou espirituais - pela realização do ritual, saberemos apenas nos próximos episódios. Antes disso, porém, os Outros precisam defender o seu templo, aparentemente dele - e não mais daquilo - o homem de preto, o monstro de fumaça ('o coisa ruim'). Os Outros disparam um sinalizador após descobrir de Hugo que Jacob está morto, e 'fecham' o templo com cinzas que impedem a entrada do sujeito. Na praia, Richard avista o sinal dos Outros e reconhece através de Locke aquele que habita o seu corpo.

MIB: Olá, Richard. É bom vê-lo livre daquelas correntes.
Richard: Você?
MIB: Eu.

Sem tempo de reagir, Richard é nocauteado pelo MIB, que anuncia em seguida para todos na praia que ele está desapontado com eles. Qual é a razão do desapontamento? E, afinal, quem é ele? Um deus irritado, um anjo vingador? A dica fica conta de seu objetivo, confessado em particular com Ben; ele quer ir para casa. Com o corpo de Richard Alpert nas costas, o MIB ruma floresta adentro. Qual será a sua próxima parada? Quem será sua próxima vítima?

Ainda Lost: Claire apareceu! No banco de trás do táxi durante a fuga de Kate do aeroporto de Los Angeles. Grávida de Aaron? Possivelmente, mas não vemos a sua barriga na cena. Mas que tal encontrar a loirinha na narrativa da Ilha?
Mais Lost: Desmond aparece no vôo da Oceanic, apesar de não ser originalmente um dos passageiros: o que ele estava fazendo lá? Estaria ele indo de encontro a Penny? Sua presença significa uma nova constante para a linha do tempo?
Lost & Found: Juliet voltou para terminar a sua história na Ilha. A atriz Elizabeth MItchell deve estar comprometida com sua nova série (V, que você pode saber acessando a nossa seção de séries), mas não seria interessante descobrir a versão da sua personagem em Lost para o mundo do 'e se...'? Se Charlie e Desmond apareceram no avião, entendo que tudo é possível! De repente ela está feliz e casada com Sawyer... sim, faço parte do Team Juliet.
03

"What Kate Does"

09 fevereiro 23 fevereiro
 
"What Kate Does" parece uma progressão natural da história para um segundo episódio de temporada - com menos surpresas e estabelecendo com mais tranquilidade a trama deste ano -; não fosse esta a última temporada da série, que eleva a nossa expectativa às alturas, o resultado seria mais satisfatório. Seguimos com Kate em Los Angeles, do momento em que invade o táxi com Claire no banco de trás, fugindo da polícia. A jornada da personagem está bem definida: após se livrar dos passageiros e das algemas, Kate se depara com a mala de Claire contendo os pertences do bebê (por vir) e inicia o seu 'caminho de volta' (de redenção). O que segue nesta história - com Kate levando Claire para o hospital depois de se desiludir com o casal que deveria adotar Aaron - sugere que este mundo paralelo ('e se... o avião não caiu na ilha') pode representar o caminho vitorioso dos personagens. O que quero dizer é que não será estranho assistir esta narrativa substituir a outra (na ilha) gradativamente até o final da série. A teoria aqui é que não há uma realidade 'mais real' do que a outra (neste sentido, há apenas nossa identificação maior com a história na ilha, a qual acompanhamos nos últimos anos). O que me faz respeitar ainda mais o time criativo da série é que eles decidiram manter a narrativa na Ilha: a explosão da bomba não significou um simples reboot, um reset da trama, é algo mais complexo que isso. Minha percepção neste momento é que haverá uma escolha por uma das linhas narrativas; uma decisão deverá ser tomada até o final da série: qual história irá prevalecer para os personagens?



Hurley: Você não é um zumbi, né?
Miles: Como você pode ver, o Hugo aqui assumiu a posição de líder.

Na ilha, de 2007, descobrimos o que aconteceu com Sayid após voltar à vida. Requisitado pelos Outros para uma avaliação, o torturador iraquiano (e atirador de criancinhas) passa por um exame cruel nas mãos de Dogen (o líder dos Outros que prefere se comunicar em outra língua para se distanciar dos seus seguidores). Dogen revela que Sayid está infectado e pede para Jack convecê-lo a tomar uma pílula; porque Jack sente-se culpado pela 'morte' de Sayid e assim poderá se redimir de suas ações (alguém ainda duvida que a jornada de redenção de Jack é a trama principal da série?). Acontece que Jack está por demais desconfiado das atitudes desses Outros e resolve ele mesmo tomar a pílula (que é verde, não é azul ou vermelha, viu?!), obrigando Dogen a retirar a pílula de sua boca e revelar que aquilo era veneno.

Jack: Eu não confio em mim mesmo. Como vou confiar em você?

Então as coisas começam a ficar mais interessante: Jack exige uma explicação para a vontade dos Outros de matar Sayid. Dogen explica que Sayid (assim como Claire!) foi "reinvidicado": aparentemente, no processo de morte e ressuscitação, há o risco do corpo ser consumido por um força maligna, que pode representar um perigo para o povo no Templo. O que isso significa? Um recrutamento por parte dessa entidade? E o que teria acontecido com Claire: ressucitada no Templo? E como esse processo difere daquele administrado em Ben? Quais são os critérios de seleção dessa entidade? Poderá Kate salvar Claire da danação? E Jack conseguirá reverter o estado de Sayid? Sabemos que uma afirmação feita na ilha assume o caráter de promessa; Jack conseguirá manter a palavra?

Ainda Lost: Jin e Sawyer saem do Templo com motivos semelhantes; o primeiro na esperança de encontrar Sun, o segundo, na necessidade de reviver as lembranças de sua finada Juliet (estou contigo, companheiro!). Sawyer entrega a cena mais dramática do episódio; completamente destruído por perder Juliet antes de pedí-la em casamento.
Mais Lost: Ethan é o médico que atende Claire no hospital em Los Angeles. Ele diz que prefere não colocar um monte de agulhas em Claire, caso não precise. Além da ironia; isso significa que podemos encontrar outros integrantes da iniciativa Dharma nesta linha narrativa? Podemos encontrar Juliet (logo, ainda) ?
Lost & Found: Claire aparece na narrativa da Ilha para salvar Jin da morte certa. Seu visual 'Rousseau' sugere que a loirinha está mais piradinha do que nunca. Por onde ela andou todo esse tempo?
04

"The Substitute"

16 fevereiro 02 março
 
Não diga o que ele não pode fazer. Na realidade alternativa, Locke precisa aceitar a sua situação debilitante enquanto procura um novo emprego (ao voltar da Austrália, Locke é demitido por mal uso do dinheiro da empresa). Na ilha, o MIB - o homem de preto que assumiu a aparência de um John Locke - revela as limitações que tenta contornar para conseguir os seus objetivos. O elo de ligação entre os dois personagens está definitivamente perdido; o Locke original está agora morto e enterrado, mas há um tanto de sua personalidade no Locke da realidade alternativa e - o que é mais interessante e intrigante - há um tanto de Locke no homem de preto. O que isso significa? Qual é a importância dessa relação?
Neste misto de excitação por respostas e por mais mistérios, o episódio corresponde às nossas expectativas. Temos a certeza agora que o homem de preto está recrutando pessoas para trabalhar ao seu lado; depois do fracasso de formar uma parceria com Richard, o escolhido do monstro de fumaça é Sawyer, que tem motivos de sobra para abandonar a ilha e voltar para o mundo (como conhecemos). Nesta aventura da dupla, chegamos a um novo local da ilha: uma caverna aberta na encosta da terra com o mar, que foi abrigo de Jacob (e diria também do MIB). Lá, o homem de preto relata para Sawyer a de Jacob - de sua missão de proteger a ilha e de trazer os passageiros da Oceanic como possíveis candidatos para o posto - e também a sua razão de considerar tudo uma grande besteira; oferendo três opções a Sawyer: fazer nada, proteger o plano de Jacob, ou simplesmente ir embora. Perceba que assim o homem de preto coloca Sawyer como o portador do seu próprio destino; nada importa além da vontade do indivíduo. É justamente este o embate entre o MIB e Jacob; a diferença na crença e na filosofia de vida. Mas será que o homem de preto está dizendo toda a verdade, ou não estará ele - como seu arquiinimigo - manipulando Sawyer para alcançar os seus próprios objetivos?



Talvez a pergunta que mais nos interessa no momento seja: afinal, qual é a importância da realidade alternativa para a história? Claro que é prazeroso acompanhar esta versão para Locke (um personagem tão querido dos fãs), com tantas referências ao universo da série. O que não sabemos por enquanto é como estas duas realidades vão se cruzar (é o que esperamos, certo?). A questão não é mais se vamos curtir as histórias alternativas (claro que sim!); mas como essas vão interagir com a narrativa dita principal da série. Por exemplo; é relevante saber que Locke é o professor substituto de Ben na cadeira de história européia?! Estarão os personagens pré-destinados a se conhecer; seja lá em qual realidade for?!
Com estes questionamentos em mente, podemos recuperar outras informações deste episódio; daquilo que ocorre paralelamente na ilha. O homem de preto se deparou na ilha com um garoto (que pode ser visto por Sawyer, mas não por Richard!), que informou que as regras não poderiam ser quebradas e que o homem de preto não podia matar Jacob. Em seguida, o MIB nega para Sawyer a presença do garoto, mostrando que na verdade era o conteúdo da conversa que deveria ficar em sigilo. O que aquele garoto representa e quais as implicações de sua aparição?
Adiante, continuando com as revalações da narrativa na ilha; mais precisamente, na caverna onde o MIB mostra para Sawyer os nomes dos possíveis candidatos para substituir Jacob, percebemos que o homem de preto risca o nome Locke (4) enquanto conta como Jacob trouxe todas aquelas pessoas para a ilha. Algumas opções ainda estão em aberto, de Hugo Reyes (8) e Sayid Jarrah (16) a Jack Shephard (23) e Kwon (42, Jin ou Sun?), passando, é claro, pelo próprio Sawyer (número 15, Ford); por que as várias opções? Por que tantos candidatos? Será a ameaça assim tão perigosa? E, estará este homem de preto eliminando os possíveis candidatos de ocupar o lugar do seu arquiinimigo ou estará ele usando Sawyer para fugir da ilha (algo que ele parece não conseguir fazer sozinho, assim como precisou de Ben para matar Jacob)? Quais são as regras que ele não consegue contornar? Quais são os seus limites?

Ainda Lost: Ilana recuperou um tanto das cinzas de Jacob e guardou consigo, mas nada de reencarnação por enquanto.
Mais Lost: Quem é aquele garoto, e por que a sua semelhança com Sawyer, ou mesmo Jacob? O garoto poderia representar uma versão jovem deles? Terá aquele menino sido a primeira vítima do homem de preto?
Lost & Found: Ok, descobrimos que os números representam os candidatos escolhidos por Jacob para proteger a ilha, mas será só isso? Serão números arbitrários ou terão significados intrínsecos?
05

"Lighthouse"

23 fevereiro 09 março
 
"Lighthouse" parece confirmar algumas de nossas suspeitas. A primeira delas, que a versão alternativa em Los Angeles representa uma espécie de final feliz dos personagens. Neste episódio, conhecemos a história de Jack após aterrissar sem o corpo do seu pai no caixão. O conflito desse Jack com - pasmem! - seu filho David é solucionado de forma afetiva; algo que o Jack acidentado ("quebrado", como ele mesmo diz) na Ilha não consegue resolver. Posto de outra maneira, a relação de paternidade - tão conflituosa para Jack - está mais esclarecida para o personagem na realidade alternativa do que na ilha (de fato, é uma questão de grau, o conflito permanece). Há, portanto, modificações entre estas duas realidades que vão além do acidente e da história pregressa dos personagens: Jack é uma pessoa aparentemente mais bem resolvida na realidade alternativa, sabendo inclusive rir do seu pai Christian que escondeu o testamento no escritório ou recusar uma bebida. Na ilha, porém, Jack parece destinado a cometer sempre os mesmos erros: de sua tentativa de ser o herói enquanto não tem a capacidade para tanto. É o prognóstico de Christian - que Jack não tem as qualidades de um líder - que atormenta o protagonista mais uma vez; e que aqui é usado por Jacob para levar Jack (através de Hugo) até o farol, onde estão dispostos os nomes dos candidatos.
Outra suspeita que é confirmada neste episódio, se refere aos nomes dos candidatos a proteger a ilha; idéia que nos foi apresentada pelo MIB no episódio anterior em conversa com Sawyer. Aqui, descobrimos que Jack (o número 23) é um dos favoritos de Jacob. No farol, porém, Jack se revolta ao descobrir que Jacob estava vigiando "os candidatos" através de um aparelho e a sua reação de quebrar os espelhos do local expressa o seu sentimento interno ao não encontrar as respostas que queria. Talvez o desejo de Jack fosse encontrar o fantasma de Christian ou de Jacob - representações paternas - no topo do farol; mas tudo que ele e Hugo encontraram é um mecanismo de "iluminação" dos candidatos.



Quando Jacob reaparece para Hugo, descobrimos que o seu objetivo era mesmo mostrar aquela imagem para Jack (da casa onde ele cresceu); o que nos leva a novos questionamentos. É possível que Jacob esteja mesmo manipulando as pessoas de acordo com suas vontades e que talvez não seja ele a boa entidade que imaginamos. Seja como for, Jacob aceitou com naturalidade a reação de Jack e talvez continue vendo Jack como o principal candidato para "proteger" a ilha.
E como um bom episódio envolvendo a família Shephard, nem tudo é sobre Jack. Sabemos um pouco mais da trajetória de Claire nos seus últimos três anos na ilha. Perseguida e torturada pelos Outros, a loirinha aparece disposta a encontrar Aaron e mantém Jin sob seus cuidados. Seu relato gera uma série de dúvidas sobre o que de fato aconteceu neste período (ela parece não saber ao certo quanto tempo passou na ilha): estará mesmo infectada? por que de sua aparência Rousseau? quando ela montou o bebê-esqueleto no berço? o que terá acontecido com seu pai? e como ela conheceu o MIB e descobriu que aquele não é Locke? E ainda, como será o encontro de Claire e Kate?

Ainda Lost: Jacob pediu que Hugo rodasse o disco a 108 graus; quando a roda passa por este número vemos a imagem de um templo nos espelhos do farol. Mas quem é o candidato representado por este número; de sobrenome Wallace?
Mais Lost: Quem é a mãe do menino David, filho de Jack na realidade alternativa? Será Juliet?
Lost & Found: Se os candidatos estão dispostos em graus na roda, serão 360 candidatos originalmente? E por que Hugo não mostrou nenhuma reação ao ver aqueles números com os nomes não-cruzados?
06

"Sundown"

02 março 16 março
 
Sayid teve as respostas que queria? Depois de ser torturado/testado por Dogen na procura de sinais "da infecção", Sayid finalmente enfrentou o líder de poucas palavras do templo e levou o caos à pequena comunidade. O episódio revelou tudo o que nós precisamos saber sobre o final da série: sobre qual é o lado do bem, quem representa o mal, e como um grande confronto está sendo preparado para o fim. Talvez Sayid não tenha todas as respostas, mas nós, espectadores privilegiados, temos; ou pelo menos podemos interpretar algumas informações e tirar nossas próprias conclusões.
Na ilha, Sayid é instruído por Dogen para matar o MIB assim que o encontrasse do lado de fora do templo (no momento em que se apresentasse como alguém que já morreu e antes mesmo que pudesse dizer qualquer coisa). Sayid falha na tarefa; talvez porque o MIB teve a chance de se anunciar antes de levar o golpe ou talvez porque o plano era mesmo uma emboscada de Dogen na tentativa de matar Sayid. De qualquer forma, o monstro personificado no corpo de Locke tem a chance de oferecer um acordo a Sayid; de reencontrar a falecida Nadia. Servindo de mensageiro do MIB, Sayid consegue "abrir as portas " do templo para o monstro de fumaça, eliminando Dogen da jogada.
Enquanto isso, acompanhamos na realidade alternativa a vida de Sayid ao reencontrar seu irmão, casado com Nadia e com dois filhos; envolvidos em plano de extorsão comandado por Keamy (ainda um dos personagens mais assustadores da série!). A história mostra que Sayid endereçou Nadia para seu irmão por acreditar que não merecia a moça (devido ao seu passado como torturador do governo iraquiano); mas ainda guarda um grande sentimento por ela. No entanto, Sayid se vê obrigado a ajudar sua família, apesar da resistência inicial. Para proteger Nadia e seus sobrinhos, o ex-soldado precisa pôr um fim na ameaça representada por Keamy (que colocou seu irmão no hospital, o mesmo local em que trabalha um certo Jack Shephard). Sayid enfrenta Keamy - revelando portanto a sua natureza violenta e vingativa - e de quebra encontra Jin (como ele chegou lá?!) mantido amarrado pela gangue.



Do que podemos apreender que a realidade alternativa pode representar este mundo prometido pelo MIB (a entidade contrária a Jacob, o "outro lado da moeda"). Esta realidade, ainda que longe do clássico final feliz, cumpre com os desejos de Sayid: de ter Nadia viva, do seu lado (mesmo que não com ele). Das histórias já apresentadas neste mundo alternativo, descobrimos um Jack mais bem resolvido com suas questões paternais; um Locke capaz de aceitar sua condição e até mesmo uma Claire disposta a criar o seu filho Aaron. Parece portanto, uma terra prometida; será esta realidade feita dos acordos com a entidade conhecida pelo homem de preto?
No que se deduz que a realidade alternativa não é consequência direta da explosão da bomba Jughead, mas antes da morte de Jacob pelo monstro de fumaça. Ou seja, da substituição no comando da ilha (ou da realidade). Enquanto Jacob permanece na forma de fantasma (para Hurley) e não encontra o seu candidato, a continuidade dessa narrativa na ilha como conhecemos estará ameaçada pelos ideais do MIB. Possivelmente é este o discurso de livre-arbítrio da entidade; fazendo valer a vontade de cada um, através - claro - da manipulação e da sugestão (ora, ele não deu exatamente uma opção para Sayid, certo?). Afinal, tudo se resume a uma questão de escolha: destino ou livre-arbítrio? Não será a própria escolha pré-determinada? Talvez exista uma outra "força" que possa julgar os acontecimentos na ilha: afinal, quem é a pessoa que está chegando na ilha (como anunciou Jacob no episódio anterior)?
Parece certo, por enquanto, que apenas uma das realidades prevalecerá. A fantasia, o desvaneio, o mundo imaginado ou a terra prometida; essa deverá ser superada pela realidade "estável" (que termo difícil, mas estamos falando de Lost, certo?). Essa dualidade de mundos, de narrativas, pode ser reconhecida pelos opostos Jacob e MIB; personagens-conceitos, sínteses do bem e do mal, respectivamente. A pergunta agora passa a ser: como cada um deles vai influenciar os demais personagens e quem será o responsável por "acordar" na realidade definitiva. A noção de julgamento - da natureza humana - predomina no episódio: Sayid é mais uma carta fora do baralho, revelando em ações (um banho de sangue!) a sua escolha por um dos lados da balança; é mais um recruta daquele que não deve ser nomeado para seu exército. Você acha que ele teve escolha, ou foi consumido pela "infecção", como a desvairada Claire? A sequência final, de puro terror e adrenalina, fica como um marco para a série.

Ainda Lost: Por onde andam Jin e Sawyer; se perderam na mata?
Mais Lost: Sayid assinou o seu atestado de maldade e sua impossibilidade de redenção; está definitivamente do lado negro da força (também conhecido como monstro de fumaça, o não-Locke, MIB, ou aquele que não deve ser nomeado).
Lost & Found: Kate finalmente reencontra Claire no templo e conta que criou Aaron fora da ilha; a aposta é que Kate vai pagar um preço alto por esta revelação. Não queria estar na pele da moça, com uma maluca no seu pé!
07

"Dr. Linus"

09 março 23 março
 
Como você recebeu a(s) história(s) de redenção de Benjamin Linus? É crível que o personagem procure as escolhas corretas depois de todo mal que ele causou? Não fosse o trabalho excepcional do ator Michael Emerson, talvez não acreditaríamos nessa possibilidade: de que tanto na realidade alternativa quanto na ilha, Ben tenta fazer o melhor nas devidas situações. Porém, o episódio pesa no tratamento do tema e não imprime com a mesma facilidade a discussão central da temporada. Os diálogos são incisivos demais na abordagem sobre o bem o e o mal, na relação de escolha e destino, e no caso de Ben, no fardo e na responsabilidade das questões de poder. Em geral, são pequenos comentários que mais parecem brincadeiras dos roteiristas em ressaltar a popularidade da série: Frank Lapidus comentando que deveria ter pilotado o vôo da Oceanic, Hugo perguntando se Richard é um ciborgue ou um vampiro. É uma pena que esta queda de qualidade aconteça justamente em um episódio de Ben; um dos personagens mais interessantes da série.
Conhecemos neste episódio um pouco mais de Benjamin no mundo paralelo; conforme ele nos foi apresentado no episódio "The Substitute", um professor de história descontente com seu trabalho e principalmente com a escola e seus colegas de profissão. Em casa, Ben cuida ainda do seu pai enfermo Roger - em cuidados especiais que espelham a forma como foi morto na ilha (pelo seu filho) -, que nos informa sobre a viagem que juntos fizeram para a ilha da Iniciativa Dharma. Enquanto Ben reclama da sua carreira, Roger convida a pensar o que teria acontecido caso tivessem permanecido na ilha. A motivação deste Dr. Linus é mesmo Alex, transformada neste mundo paralelo na aluna exemplar da escola, que tenta uma vaga na universidade de Yale. É Alex quem revela para o professor Linus sobre o caso do diretor da escola com uma das enfermeiras da instituição; trazendo à tona a cobiça de Ben pelo cargo do colega. Para conseguir provas do caso, Ben conta com a ajuda de Leslie Arzt, que coleta a troca de e-mails entre o diretor e a funcionária. O diretor, porém, faz uma ameaça para Ben, que tem que escolher entre ficar com o cargo de diretor ou ajudar Alex na indicação que precisa para entrar na Yale. Talvez a escolha do Dr. Linus não seja tão previsível quanto parece (afinal, ele sacrificou Alex na ilha); mas a narrativa é maniqueísta demais, até mesmo para Lost.



Mais interessante, porém, é o desenvolvimento da narrativa na ilha. Ben reencontra o grupo de Ilana, mas é dedurado por Miles sobre a morte de Jacob (será esta a única utilidade das cinzas de Jacob?). Feito refém, Ben é obrigado a cavar a sua própria cova. Como nunca antes, Ben está no limite do desespero e da perdição; é quando o MIB vai de encontro com o prisioneiro e oferece a ele o controle da ilha (assim que o homem de preto e sua turma deixarem a ilha, ela precisará de um novo líder). O MIB encoraja Ben a encontrá-lo na estação Hydra e o liberta de suas correntes. Então, Ben corre para o seu destino prometido, mas é perseguido por Ilana. Desse confronto resulta a melhor cena do episódio: Ben relata para Ilana os motivos que o levaram a matar Jacob e por que decidiu seguir "Locke".

Ben: Porque ele é o único que me aceitará.
Ilana: Eu te aceitarei.

Ao retornar com Ilana para a praia, Ben assiste ao retorno de Jack, Hugo e Richard e o reencontro com o resto do grupo (cena clássica de Lost). O trio passou por uma provação de fé nas mãos de Richard, disposto a se matar (ou melhor, se matar com a ajuda alheia) depois que soube da morte de Jacob e de tudo que ele idealizava (o templo, por exemplo). Richard revela um pouco mais da "graça" de Jacob, da crença que tudo acontece por um motivo (cada vez mais esse conflito parece uma luta entre Neo e o agente Smith) e de como Jacob o dizia que ele era parte de um plano. A revelação "divina" acontece através de Jack, que prova para Richard a importância de estarem na ilha e de darem continuidade ao legado de Jacob. Isso se Charles Widmore deixar, é claro!

Lost & Found: Charles Widmore está chegando com seu submarino; indo em direção a estação Hydra?
08 "Recon" 16 março 30 março
 
 
09 "Ab Aeterno" 23 março 06 abril
 
 
10 "The Package" 30 março 13 abril
 
 
11 "Happily Ever After" 06 abril 20 abril
 
 
12 "Everybody Loves Hugo" 13 abril 27 abril
 
 
13 "The Last Recruit" 20 abril 04 maio
 
 
14 "The Candidate" 27 abril 11 maio
 
 
15 "Across The Sea" 04 maio  
   
16      
   
17 Series finale (1ª hora) 23 maio  
   
18 Series finale (2ª hora) 23 maio  
   



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