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Bennett Miller, de Capote, dirige filme com Brad Pitt. |
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Publicado em: 17/12/2011 |
Visto agora, com relativo sucesso comercial e consagrado entre as principais premiações da indústria, parece difícil acreditar que Moneyball quase não saiu do papel, mesmo com nome de Brad Pitt associado ao elenco. A história da realização do longa é tão interessante quanto a sua narrativa; ainda lembro de ler a notícia, na metade do ano de 2009, quando a Sony decidiu abortar a produção apenas dias antes de começarem as filmagens - uma decisão rara em Hollywood, até porque uma parte do orçamento já havia sido gasta na pré-produção. Naquela época, Steven Soderbergh ocupava a cadeira de direção - mas a paixão de Brad Pitt pelo texto e pela história não permitiu que o astro abandonasse o navio junto com o amigo. Pitt insistiu, colocou o projeto embaixo dos braços e levou o material primeiro ao celebrado roteirista Aaron Sorkin (ainda mais em alta pelo buzz de A Rede Social), e depois ao diretor Bennett Miller, mais conhecido nos meios teatrais mas famoso pelo seu excelente trabalho em Capote. Essa patota conseguiu apresentar um projeto remodelado, mais barato, e enfim aprovado e financiado pelo estúdio.
O que esse pequeno conto dos bastidores não esconde, porém, é que tanto o projeto inicial quanto o realizado projetavam um apelo comercial limitado, devido ao tema esportivo e ao campo já conhecido de clichês do gênero. É, afinal, um filme sobre beisebol - mesmo que o esporte seja apenas um contexto para a proposta de recuperação e redenção que se discursa na obra. Há paralelos possíveis de se fazer em relação ao time do Oakland A's e ao sentimento que carregou a nação americana naquele ano seguinte ao atentado de 11 de setembro. O mesmo pode ser dito sobre o personagem de Pitt, em seu trabalho obstinado nos bastidores, na pouca credibilidade que havia durante quase todo o campeonato, e de como ele não reivindica pra si a vitória nem a derrota de seu time. Há boas pontuações da narrativa que humanizam o personagem, especialmente da relação dele com sua filha pequena - que tem o efeito de equilibrar, com emoção, a frieza racional e analítica com que comanda seu time de beisebol. A vibe indie e a cara de azarão não descaracterizam, entretanto, o formato comercial do filme - em três atos bem definidos - idealizado para ser mais acessível ao grande público. Não é de se esperar muito, Moneyball - em que se pese seu apelo curto - é, no máximo, um filme apenas eficiente.
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| O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball, EUA, 2011) Direção: Bennett Miller. Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright e Chris Pratt. Duração: 133 min. |
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