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Publicado em: 15/05/2010 |
Carregando o pano do filho do carpinteiro, queimando livros e enforcando bruxas, eles conspiram em defesa de sua perenidade. A verdade, sempre negada, fica pra história.
Desde que o mundo é mundo e as baratas sobrevivem, o mundo conspira. Resfolegando, pulsando na veia ela cresce entre ávidos ambiciosos e no desejo dos rejeitados.
E, assim liderado por um segundo, o mundo viu, calado, acontecer uma das maiores matanças da humanidade.
Especulações à parte, a crise gritava tanto quanto a fome na barriga dos alemães, tudo estava indo de mal a pior e a lâmpada do futuro havia se queimado.
Temos causa, motivo e oportunidade: nesse contexto caótico e deprimente, um senhor cabuloso se levanta e, levando o país na rédea curta, convence a todos os seus que o diferente é adverso e merece um único fim.
O resto é história que a maioria não ignora.
ATENÇÃO aos falsos profetas que defendem a bandeira da pedra edificada que há muito já virou uma mega-organização.
O mundo carecia de heróis. Enquanto o sangue escorria pelas canaletas da Europa, o pequeno país repleto de defensores da paz e da humanidade se manteve calado, e seu líder-mor assinou concordata com o inimigo unindo forças contra os vermelhos que se levantavam acerca dos montes Urais.
Líder que, hoje, a hipócrita comunidade tenta levar ao altar. Por que teria ele se calado diante de tamanha destruição? Não seria essa a oportunidade de redenção para aqueles que já tinham na ficha o homicídio histórico de outras minorias? Seria medo da retaliação?
Maléfico, ganancioso, interesses próprios ou o bem coletivo, teria ele perpetrado a matança ou se omitido em nome da manutenção da unidade de seu poder?
Para que colocar em risco um império - já estremecido pela Revolução Francesa e pelo racionalismo - em prol de algumas vidas hereges? Talvez limpar a "heresia" seria uma chance de fortificação da doutrina? Fato é que ninguém sabe, o que há de comprovado é que para salvar os nazistas católicos trazendo-os à América do Sul, o medo não o impediu.
O resultado de uma intervenção na época é impossível de ser calculado, mas como força política, era o momento da Casa de Pedro e seu Ser Supremo, se manifestarem na tentativa de colocar um pouco de discernimento nas cabeças enxaguadas daqueles que apoiavam a "limpeza racial" hitlerista. Se posicionar, gritar em nome daqueles que perdiam suas vidas pelos cantos... Se não convencesse seus líderes, certamente abalaria às bases do sistema e traria mais contribuintes para o salvamento anônimo de refugiados.
Havia opções, ele detinha o poder e o cajado, mas nada fez. Alguns supõem que em surdina, ele tenha ajudado no salvamento de muitos. Há a promessa de que documentos que confirmem tal alegação serão apresentados, mas caso os houvesse, já não teriam sido apresentados?
Enquanto isso, continuamos no meio da guerrilha cerrada, oscilando nossa fé entre as possibilidades apresentadas pelos que se denominam defensores da força maior.
Refreamos nossa racionalidade temendo o inferno, enquanto pseudo-arautos demandam de nós a conduta da salvação.
O recurso é confiar nos ocupantes do Impala Preto e torcer pelo melhor, já que o Almirante abandonou a embarcação e estamos à deriva.
Na psoríase passada:
De Revesgueio
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