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Publicado em: 15/02/2012 |
Na história da humanidade, a ideia ou compreensão de Deus já assumiu diversas concepções de acordo com as sociedades. Mesmo nas mais primitivas comunidades, a existência dessa figura divina já era concebida. Sem predicados certeiros que o descrevam ou o personifiquem, tudo fica no campo do imaginário mitológico, na incógnita nunca respondida, relegando à fé o poder transformador.
Mas um dia um homem ordinário, que,em tese, seria a imagem e semelhante de Deus, decidiu por criar uma raça especial de seres deuses.
Isso aconteceu na Grécia Antiga, quando Hipócrates atesta e desenvolve o que podemos chamar de medicina ocidental. Essa tal ciência já era muito praticada pelas sociedades orientais e primitivas, como uma atividade dentre tantas outras, também importante para que a ordem e a rotina das coisas fossem mantidas dentro do clã ou da comunidade.
Responsabilidades à parte, quando elaborou o seu famoso juramento, o grego certamente estava cheio de boas intenções – não que elas faltem no inferno: tinha como prioridade o cuidado aos doentes, a valorização da vida e do bem-estar dos indivíduos e tudo mais que pareça politicamente correto.
Entretanto, em algum momento no decorrer dos anos, o curau desandou, e a carroça resolveu dispensar os bois. Chancelada, uma nova raça de Semideuses não saídos do Olimpo é forjada e então se espalhara pelo mundo se autoproclamando-a dos deuses do mundo contemporâneo – instaurando um Império tão poderoso quanto aquele que se ergueu sobre a pedra de Pedro.
Quando falta a imagem do Deus criador, sobram figuras que se autodenominam deuses e se acham detentores da manutenção ou não da vida, da sabedoria para definir o que é melhor para todos, de como se estruturam as coisas ou de qual é o bem comum.
Quem lhes atribuiu esse poder? Eu não sei, mas certamente não foi Deus – que insatisfeito com tais versões pirateadas suas, não seria favorável à alienação do seu rebanho por meio do uso indiscriminado de psicotrópicos com intenção de construir um monobloco neoliberalista.
Na psoríase passada:
Ruína
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