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Carolina Nunes da Motta
Eventualmente realocando sobre o nariz um óculos que não está lá, prende uma das mãos entre as pernas – que nunca encontram uma posição cômoda para manter estática – enquanto a outra flutua, desorientada, discorrendo sob a voz sobre um sentido qualquer, talvez idealizando a Refluxo, talvez lamentando a banalização dos vampiros. Cerra, sob as pálpebras, os pensamentos enunciados, e, para dormir, precisa ainda que um dos braços esteja firmemente subjugado sob o peso do corpo (que não sossega, de modo algum, sem ter ao menos um lençol a recobri-lo. Freud explica?). |
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