Robôs, explosões, bundas e chihuahuas excitados? Isto é Michael Bay! |
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Publicado em: 25/06/2009 |
Quase desisti! Lá pela metade da projeção do filme, considerei deixar a sala de cinema (ou pelo menos aproveitar a hora restante dormindo). Transformers 2 é uma bobagem sem tamanho, sem controle ou senso de ridículo. Mesmo para um filme de verão americano cujo único propósito é divertir o público adolescente, o longa peca com uma trama irregular, piadas infames, péssimo elenco e excesso de cenas em slow-motion. As duas horas e meia de duração são montadas pela justaposição de cenas de ação desconexas e respiros cômicos embaraçosos, em uma repetição nauseante até os créditos finais.
Mesmo antes de entrar na sessão já tinha me preparado para a tortura. O primeiro Transformers já era, pra mim, uma das piores coisas que Hollywood criou nos últimos anos. Aliás, Michael Bay é uma das piores coisas que Hollywood já criou... Pearl Harbor estará para sempre nas estantes para nos lembrar disto. Não poderia esperar nada além de uma megalomaníaca besteira para a seqüência da aventura baseada na linha de brinquedos da Hasbro. E mesmo assim, Bay alcançou um novo patamar em direção ruim.
Procuro não ser tão crítico com o modelo narrativo de Hollywood e seus blockbusters. Acho até saudável assistir algumas besteiras, se divertir com uma comédia ou um filme de ação, e se entregar uma vez ou outra ao padrão, sem muita reflexão ou exercício intelectual. O caso é que este Transformers deve estar ainda em outra categoria: entre as maiores “bombas” da história cinematográfica. É evidente que o diretor, os roteiristas e toda a equipe não levam nada daquilo a sério e a profusão de piadas deixa o filme com ar de pastelão. O problema é que o filme não abraça de vez a brincadeira e insiste em reproduzir os piores clichês em cenas de ação; o mocinho acenando para os militares, a mocinha gritando pelo herói desacordado no meio do tiroteio, tudo em câmera lenta com a trilha musical nas alturas. Em um misto de indignação e descrença, o público ri do filme e não com ele.
O que me fez ficar até o final do filme na sala escura era ver até onde ia os absurdos do longa e enumerar as bizarrices da história. E são vários, já que o filme é muito mais longo do que deveria (“Se for ruim, que seja breve!”). Pra começar a primeira imagem que temos de Megan Fox no filme é em cima de uma moto, com um curtíssimo short de jeans e botas até o joelho, numa posição sugestiva e sem-vergonha. A associação do mulherão na oficina mecânica é boba, fácil e imediata demais.
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Mas até aí tudo bem, você deve pensar; afinal, é um filme para o público adolescente masculino, fissurado em carros e.. (hmm) motos. É natural que o diretor use este artifício. Mas como defender ou justificar a bunda do John Turturro em close no meio do filme? Puro mau-gosto. No início, temos ainda um cachorro de Sam (Shia LaBeouf) tentando montar no outro, enquanto robôs destroem a casa da família. A piada continua lá na frente quando Mikaela carrega um pequeno decepticon em uma maleta e o personagem de John Turturro brinca que ela está adestrando o robô como um chihuahua. Já viu, né? Em seguida, o decepticon está tentando “montar” na perna da Megan Fox. E o que dizer sobre os robôs "black", que fazem um tipo estereotipado, "não muito chegados em leitura"? Ou a “experiência” da mãe do Sam no campus universitário? É um absurdo total! E assim deve ser assistido este filme (se este for realmente o caso).
Transformers: A Vingança dos Derrotados |
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