![]() |
|
Publicado em: 15/06/2010 |
Caros conspiradores de plantão, antes de invadir um país se certifiquem sobre a cultura previamente. Muito além da linguagem, a simbologia cultural também pode ser uma grande barreira que esconde o desconhecido. Que testemunhem sobre isso os soldados americanos no Iraque. Para habitantes da antiga Mesopotâmia, o sinal de positivo (polegar para cima) é uma das piores ofensas.
Ao passar em meio aos civis, as escoltas americanas recebem o apoio dos populares, com seus gestos de positivo... Mal sabem eles, que isso de fato é um xingamento, daquele tipo que os americanos adoram, só que utilizando o dedo do meio.
E isso não é só lá, a mesma coisa acontece na Rússia, em locais da África, na Austrália, Grécia, Itália. Já na Turquia, a coisa muda de figura, o mesmo símbolo é uma cantada para um encontro homossexual.
Os significados não são diferentes à toa, muitos deles se baseiam no contexto histórico. Na Antiga Grécia, no tempo do Império Bizantino, os juízes quando da condenação ou castigo de um réu, eles espalmavam a mão, passavam na poeira e sujavam o rosto do cidadão. Por conta disso, fazer um simples tchauzinho na terra de Atena está fora de cogitação.
Mover a cabeça lateralmente, em grande parte dos países significa não, mas na Bulgária, Grécia, Irã e Turquia, é sim.
Esses códigos de linguagem se expandem para fora do senso comum e escondem significados que vão muito além do sim e do não, do insulto ou do elogio, carregam consigo significantes escondidos; são marcas tribais, que reúnem os indivíduos e se fazem reconhecer dentro de um algo comum. Símbolos que separam ou juntam os joios.
Os seguidores, de tudo e qualquer coisa, têm também em seu cotidiano uma simbologia particular inserida. Seja por gestos ou por símbolos, são identificações muito avessas ao nosso conhecimento. A grande mudança estrutural em andamento, chamada de Nova Era, tem sua codificação própria e secreta. São símbolos de nosso cotidiano transformados em arautos do apocalipse. Baseados nos princípios da analogia, esse desenhos representam e evocam significados ocultos.
A união dos 3 números 6 representa o Símbolo da Besta; o colorido arco-íris, apenas pela metade, representa a Nova Era, uma tal ponte entre a alma humana individual e a tal “Alma Universal”, energia cósmica, cidade Shambala (não é o jogador do time da África do Sul) – representação essa que, no antigo testamento, significou a Aliança entre Deus e o seu povo.
A borboleta representa os adeptos da Era de Aquário. A lagarta,que se transforma em borboleta, representa a metamorfose, assim como a humanidade, que de casulo passará a borboleta quando a transformação acontecer – uma transformação em todos os sentidos.
É a deturpação de uma simbologia arraigada. É pura contravenção, é o estremecimento de ícones culturais que constituíram a base ideológica e religiosa do mundo que por enquanto conhecemos. È a manipulação do familiar em prol de uma mudança menos dolorosa e perceptível. Assim a Nova Era vendida como a salvação da lavoura, se alastra pelos esgotos e sobre por dentre as árvores, enquanto a chuva ácida ainda está por vir.
Na contramão de Freud, quase sempre um charuto é muito mais que um charuto.
Na psoríase passada:
E no Pano Ficou o Bigode
| Compartilhar | ||||
Deixe o seu comentário: |
||||
![]() |
![]() |