"Eu não sou um programa. Meu nome é Sam Flynn". |
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Publicado em: 22/12/2010 |
Contra todas as expectativas, altas ou baixas, que poderia se ter em relação a este Tron - Legado - continuação do cult de 1982 - o filme surpreende, com elegância, em uma belíssima atualização sobre o conceito de imersão virtual. O roteiro é econômico e muito esperto na explicação sobre o universo de Tron; afinal, a maior atração do filme são os incríveis efeitos visuais. A jornada do protagonista Sam Flynn se mantém em nível básico: sua missão é salvar o seu pai, preso na realidade de Tron sob o comando de Clu (um avatar do próprio Kevin Flynn). A premissa pode ser bastante simples, mas os atores encontram espaço para inflexões interessantes em suas atuações; Bridges parece se divertir no filme, e o novato Garrett Hedlund não decepciona mesmo nos lances mais shakespearianos da história (da luta por seu reino de direito). A presença mais agradável, porém, é a divertida participação de Michael Sheen, excelente ator que mostrou toda a sua veia cômica recentemente em 30 Rock - seu personagem aqui aparece apenas na segunda metade da projeção, mas chega no momento certo para dar fôlego novo ao filme.
O espetáculo que se propaga sobre Tron - O Legado - dos exuberantes efeitos visuais (muito bem realçados em 3D) - revela um diretor habilidoso atrás das câmeras. As cenas mais divulgadas nos trailers, como a disputa em motocicletas, são certamente lindas e bem coreografadas; mas há outras qualidades na direção do estreante Joseph Kosinski - nos ângulos e composições de quadro que valorizam a arquitetura e os cenários, bem como na incrível trilha-sonora que casa com perfeição na montagem deste espetáculo de luzes e sons. Além do trabalho primoroso da dupla Daft Punk na trilha eletrônica, não poderia ser melhor a passagem de Sam Flynn para o mundo de Tron ao som de Sweet Dreams de Eurythmics - who am I to disagree?
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Tron - O Legado |
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