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Sookie: Eu sou uma fada? How fucking lame!
Para quem não aguentava mais o mistério sobre a verdadeira natureza de Sookie, eis que temos uma resposta definitiva. Mas será que a classificação da telepata em uma nova categoria muda alguma coisa? Sem mais nem menos, o episódio começa com o questionamento de Sookie - um tanto decepcionada - no meio da reveladora conversa com o vampiro Bill. Fadas, explica ele, também são conhecidas como finodrerr, ellyllon, o povo antigo, ou ainda alienígenas. A explicação de Bill se justifica: chamar Sookie simplesmente de fada é muito podre mesmo. Pelo que o vampiro sabia, acreditava-se que as fadas estavam extintas e que, em parte, os vampiros foram os responsáveis pelo fim da espécie. Ao beber o sangue das fadas, sabemos, um vampiro pode caminhar na luz do dia; mas também, acrescenta Bill, o sangue das fadas é altamente viciante e de um sabor inigualável. Não à toa, todos os seres sobrenaturais contam que "os fae" foram exterminados pelos vampiros. Legal! Qual é o pensamento seguinte de Sookie depois de descobrir sua origem? Perguntar para Bill se ele realmente a ama ou se está viciado em seu sangue: How fucking lame!
A questão permanece, porém, no que diz respeito aos poderes e funcionalidades da personagem na diegese: o que mais ela pode fazer? A dois episódios do final da temporada, podemos esperar por novidades sobre Sookie. Como ela manifesta a luz de suas mãos? Conseguirá ela reencontrar Claudine? O que mais a "fada madrinha" pode dizer sobre a espécie? Certamente, a garçonete deverá ser uma peça importante do confronto final com Russell. Para o bem ou para o mal, o desenho da trama desta temporada segue o mesmo padrão dos anos anteriores, com a luta dos mocinhos para vencer o vilão. Nada muito original, posto dessa forma, mas assim é. No final do episódio, Sookie procura por outras respostas com o vampiro Eric, que havia insinuado que Bill esconde informações da telepata. Pressionado por Pam (e pelo desejo de vingança contra Russell), Eric decide aprisionar Sookie no porão do Fangtasia. Como ele vai utilizar Sookie no seu plano contra o rei?
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Ainda que a revelação sobre a natureza de Sookie seja um pouco decepcionante, o diálogo entre "os vampiros de Sookie" recupera o conflito dos personagens. Afinal, entre Bill e Eric, qual é o mais vampiro mais atraente? No cenário de um possível confronto com Russell, os dois vampiros terão que lutar lado a lado? A trama principal da temporada pode até não ser a mais original, mas a verdade é que essa narrativa ainda é muito mais interessante do que as histórias paralelas. A bobeira mais notável neste episódio é o grande e desnecessário flashback com Sam. Pode-se simpatizar com o personagem, mas a história pregressa não funciona neste ponto da temporada; simplesmente porque falta um conflito interessante ao personagem neste momento. Igualmente sem sentido é a longa sequência de Lafayette e Jesus usando v e alucinando com seus "ancestrais": a história dos dois vai chegar em algum lugar, com certeza, mas acompanhar essa jornada aqui - neste meio do caminho - pouco acrescenta ao arco narrativo dos personagens.
Entre outros acontecimentos apresentados no episódio, vale citar: Jessica e Hoyt confessam seus sentimentos um pelo outro; Arlene conta para Terry que o bebê que ela está esperando não é dele, mas sim de Rene; Tara beija Jason em gratidão, e ele em seguida confessa que matou Eggs; Crystal, por fim, revela sua verdadeira forma para Jason (mais uma vez: how fucking lame!). Resta saber como essas tramas secundárias vão influenciar a história principal nos últimos episódios da temporada.
Sangue fresco: O beijo real e o beijo "sonhado" entre Sookie e Eric.
Sangue artificial: O flashback de Sam e a trip de Lafayette e Jesus.
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