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V: 1ª temporada
Guilherme.
Atualizado em: 19/05/2010

A primeira temporada de V contém 12 episódios.

#   Título: Exibição original
(EUA):
No Brasil:
01 "Pilot" 03 novembro 06 abril
  Os Visitantes chegaram! Com suas enormes naves, tecnologias avançadas, promessas de cura, beleza escultural e sorrisos cativantes; quem pode resistir a 'devoção' por esses seres extraterrenos? A sequência que abre a série - a chegada de 29 super-naves nas principais cidades do mundo - é de encher os olhos (há um bom senso estético na narrativa). Anna, a líder dos alienígenas, é quem comunica (via telões HD?) que a visita é pacífica. Os Visitantes estão longe de casa, precisam de água e minerais, e para tanto estão dispostos a estabelecer trocas com a raça humana. O anúncio desperta reações diversas entre os humanos: há o grupo admirado, os devotados, há o grupo desconfiado e os resistentes. Erica Evans (Elizabeth Mitchell), ao longo do episódio, passa do grupo desconfiado em relação a boa natureza dos visitantes para ser parte da resistência. Por trás da linda aparência dos alienígenas, há seres (de corpos repetilianos) com planos muito mais extremos para a raça humana. E o aparente descaso de Erica pelos visitantes é muito bem construído (a célula terrorista!). Quando os verdadeiros objetivos dos 'V' são revelados - em uma habilidosa sequência de ação - Erica entende que há uma guerra pela frente. As intenções dos visitantes não são nada pacíficas; a chegada foi uma grande farsa construída nos últimos anos (há quanto tempo eles já estão na Terra?!) e apenas o começo de um obscuro plano para exterminar a raça humana. Este episódio-piloto consegue apresentar bem a história - tão cheia de detalhes e códigos próprios (e reviravoltas?) -, e facilmente cativa os espectadores ávidos por uma boa ficção científica (podemos abandonar FlashForward?).

02 "There Is No Normal Anymore" 10 novembro 13 abril
  O episódio parte da (boa) premissa elaborada ao final do piloto, com a dupla central formada pela agente Erica Evans e pelo padre Jack descobrindo que não podem confiar em mais ninguém. A paranóia toma conta dos personagens e rende uma ótima construção dramática, em tensão e mistério, para a trama. Mas, ao contrário do episódio anterior, não há um avanço significativo na história. Talvez este sentimento seja indício do meu envolvimento com a série, da minha expectativa em ver o programa crescer e não decepcionar. Como o programa trabalha com um conceito limitado, há o risco da repetição e da falta de novidade. Espero estar fazendo uma projeção incorreta e ser surpreendido com o rumo da série. Até porque é ótimo acompanhar uma série com a Elizabeth "Juliet" Mitchell, não é verdade?



Apesar da minha devoção pela agente Erica, a narrativa envolvendo seu filho Tyler não está agradando. Talvez aqui o problema seja até mesmo de atuação, já que faltam expressões e nuances do jovem ator. A história do garoto com a visitante Lisa parece previsível e poderia ser evitada: a V poderia ser mais indecisa sobre as suas atividades na Terra, por exemplo. Gosto mais do jogo de ambiguidades do que de certezas, e acho que esta fórmula deveria ser mais explorada. O que o repórter Chad Decker faz neste episódio é muito bom neste sentido; provocando Anna ficamos em dúvida sobre o seu caráter. Será que Chad é assim tão narcisista ou estará usando a sua figura pública para um bem-comum? Anna também responde muito bem, e a sua imagem é ao mesmo tempo arrepiante e carismática.
03 "A Bright New Day" 17 novembro 20 abril
  Leva um tempo para este episódio engrenar: as primeiras sequências são pobres e alguns personagens ainda não despertam interesse. Mas assim que a trama avança, com algumas ótimas reviravoltas no percurso, o episódio fica excelente. A narrativa envolvendo Erica foi a mais bem desenvolvida; recrutada para investigar uma tentativa de assassinato contra Marcus (o segundo V em importância, sempre ao lado de Anna), a agente tem acesso às instalações dos alienígenas e descobre o seu sistema de vigilância (não muito impressionante em um mundo pós-Steve Jobs, para falar a verdade). Muito boa a relação de Erica com seu parceiro V: ela não esconde o seu desconforto e desconfiança entre os visitantes, o que aumenta a tensão das cenas. Erica consegue impedir que manifestante atire em Marcus, e ganha a simpatia dos visitantes. Será que Erica não desconfiou que tudo era um plano para conquistar a simpatia dos terráqueos? Eu desconfiava, mas não imaginava que o agressor era também um visitante. Apesar de parecer óbvio agora, isso não me passou pela cabeça. Esta tal de Anna é maquiavélica, não?!
Enquanto isso, o Padre Jack procura Georgie, o líder do encontro no armazém do primeiro episódio, e descobre os motivos da sua luta e resistência contra os Vs (simples, mas eficiente). E ainda outra boa narrativa do episódio envolve Ryan, o V 'rebelde - entre nós', que encontra um antigo parceiro-rebelde V. Mas Cyrus voltou a trabalhar para os alienígenas pela promessa de 'se reconectar' ao 'brilho' da raça. Curioso, não? O que será este 'brilho'? Descobrimos também com Ryan o nome do grupo de traidores - ou da resistência - contra os Vs: a Quinta Coluna, liderada por um místico John May. Será que Ryan tem razão: John realmente existe?



Ficamos no final com a promessa de formação da resistência, com o encontro de Erica, o padre Jack, o V Ryan e o sem-família George. Talvez agora temos um pouco mais de ação, de caça alienígena e cinzas de corpos! O episódio mostrou ainda que há rebeldes infiltrados na nave-mãe; uma cena excelente para complicar as relações de poder da série. A última cena traz ainda outra revelação importante para a trama: Anna é a mãe de Lisa, que informa que Tyler (o filho de Erica) é o escolhido. Qual é o plano da loirinha-réptil para o garoto? Será que ela quer ter um filho do rapaz? Ou ainda, será que o pai de Tyler não era um V? Alguma coisa diferente ele deve ter. Queria mesmo que o rapaz sumisse de cena - ele é terrível (o que era aquele posse na moto, com cabelinho de Zach Efron?) - fora!
04 "It's Only the Beginning" 24 novembro 27 abril
  Estou bem curioso para ver a aparência desses visitantes. Como será a anatomia de sua forma reptilia? Terão membros bem definidos como a raça humana? Tudo indica que seu corpo é uma grande gelatina, asquerosa e sem estrutura. Uma essência que os próprios visitantes parecem não gostar. Será este o motivo pelo qual ainda não vimos a sua aparência? E será por isto que os alienígenas vieram para a Terra: para estudar o corpo humano?
O fato é que os interesses dos visitantes começam a ficar um pouco mais claros com este episódio. Com a história entre Tyler e Lisa (sim, eles são péssimos na tela, mas felizmente a trama evolui), aumenta a suspeita que o objetivo do relacionamento é gerar um filho híbrido das duas naturezas. Ele é o escolhido de Lisa e tem a oportunidade de conhecer Anna pessoalmente - quem não gostaria? - além de poder visitar a sala de máquinas da nave sobre NY. Mas talvez a primeira cria a nascer desse encontro tenha os genes do visitante Ryan, infilltrado há anos na Terra e contrário às idéias de Anna. Parece no entanto que Ryan teme a gestão; mas também o casal esconde muitos segredos um do outro. Por que a sua namorada não contou a possibilidade de cura (da sua doença cardíaca) pelo centro dos visitantes?



A série entra agora em uma grande pausa nos EUA, e nos deixa com várias tramas em aberto. Após o ataque no depósito de vacina (você pensou em gripe suína? somos assim tão previsíveis?), o padre Jack é seguido por um visitante até a Igreja. Ferido com um golpe no abdomen e largado no chão, o padre pode estar com a vida em perigo, ou pode ser o seu ponto de ruptura: continuará sendo apenas um padre ou vai se tornar um soldado? Aposto na segunda opção.
Na nave sobre Nova York, a quinta coluna - o grupo rebelde - quase teve seu líder infiltrado revelado a Anna (ela sabe ser assustadora, né?), mas um subordinado de Joshua saiu em sua defesa e se entregou no lugar. O rapaz, este que passa por um doloroso - e obscuro - processo de tirar a pele, enfatizou a importância de Joshua para a quinta coluna; mas será ele o lendário John May? Ou a importância é apenas a sua posição na hierarquia da nave? Respostas, só em março!
05 "Welcome to the War" 30 março 04 maio
  Para uma série que ficou quatro meses fora do ar, esse retorno é meio decepcionante. "Welcome to the War" não é nada do que sugere seu título; é mais uma recapitulação, preparando o terreno para a guerra por vir. Há muita conversa e pouca ação, e é justamente no excesso de didática que o episódio aborrece: os personagens contam a história em vez de participar dela. E como eles falam! O motivo de tanta discórdia pode ser sintetizado pela cena em que Anna conversa com Joshua sobre as doses de R-6 destruídas. A câmera roda em 360 graus em torno dos personagens enquanto eles discutem aquilo que já sabem: que todo o estoque foi destruído pela explosão. Toda a cena é injustificável; do tratamento estético - virtuosismo que nada acrescenta em conteúdo - ao diálogo sem fundamento. Isso porque Anna havia minutos atrás ordenado que implantassem uma digital nos restos da explosão, incriminando um humano procurado pela polícia. "Entregue um vilão e um herói surgirá". Para combater a resistência da Quinta Coluna, Anna promete formar um exército, escolhendo 'a dedo' o seu genitor. Enquanto isso, as doses de R-6 começam a ser usadas em humanos e o padre Jack é um dos primeiros a receber a injeção. O composto se revela mais uma arma de espionagem dos visitantes, construindo um enorme banco de dados sobre os humanos. Mas a guerra em si está longe de acontecer; se há um discurso unificador neste episódio, esse é sobre a inteligência dos visitantes e como a Quinta Coluna precisa estar mais bem preparada para enfrentar esses alienígenas. Aliás, Anna parece ser capaz de gerar todo um exército com muita rapidez... e sem muito esforço. Quantos soldados vão 'nascer'? Os visitantes são ovíparos, ovovivíparos ou vivíparos?

06 "Pound of Flesh" 06 abril 04 maio
  A cena inicial é empolgante e nos deixa esperançosos por um bom episódio de V. Na nave de Sydney, um rebelde da Quinta Coluna realiza um ataque suicida e mata vários visitantes enquanto eles recebiam a benção de Anna. O atentado desperta a ira de Anna que percebe que os visitantes rebeldes estão se infiltrando nas grandes naves. Apesar da interessante premissa, o resultado do episódio é decepcionante: além do excesso de diálogo (mal-escrito, inclusive), a série perde várias oportunidades de entregar boas cenas de ação e suspense. É o caso, por exemplo, da ida de Ryan até a nave em Nova York, vazia e com pouca emoção; ou da cobertura de Georgie, que ataca um visitante para proteger Ryan, que poderia render um clímax com mais adrenalina e tensão. Parece assim que a série é feita de promessas, mas que essas nunca se realizam. É uma pena, pois o assunto é tão interessante e há elementos de sobra na série que podem ser melhor aproveitados. O maior problema continua sendo a relação de Erica e Tyler, especialmente porque o garoto não convence em cena. A conversa em que Tyler tem com seu pai, assumindo para si a culpa do divórcio dos seus pais é sofrível. O diálogo é uma mera desculpa para nos informar que os pais de Tyler escondem um segredo dele; sendo essa uma série sobre alienígenas, há apenas uma dedução lógica: Tyler é adotado. Ok, tudo bem, desde que o personagem não ganhe muita atenção ou se torne o salvador da pátria. Tyler precisa morrer!

07 "John May" 13 abril 11 maio
  O episódio pode não ter muita ação ou até mesmo falhar nos elementos de ficção científica (o ridículo comunicador de Ryan e Joshua), mas pelo menos a trama avança quando os personagens decidem revelar todos os segredos e jogar limpo daqui pra frente. Dramaticamente, as cenas ainda são fracas e sem sentimento; e talvez o elenco pode ser responsabilizado pela falta de sintonia (estou falando com você, Tyler).
A história apresenta quem foi John May: a importância em ser o primeiro visitante a entender as emoções humanas e servir de inspiração para os seus seguidores. Ryan, aos poucos, relata as circunstâncias nas quais conheceu John May e, através de James May (o filho adotivo de John), como aprendeu a se aproximar dos humanos.
Muitas cenas não funcionam como deveriam (Chad Decker, é com você!) e a série corre um grande risco de ser cancelada se continuar com esta qualidade; mas o episódio termina melhor do que começou e nos deixa com uma certa esperança para os capítulos seguintes. A maneira como o episódio amarra, nos momentos finais, as tramas dos personagens, correlacionando as rupturas e as crises de cada núcleo familiar, funciona e cria um ótimo impacto. Ainda é difícil se emocionar com os personagens, mas suas histórias começam a ganhar profundidade. Afinal, o que aconteceu com Erica, se ela tem tanta certeza que seu ex-marido é o pai de Tyler? Qual é o segredo?
08 "We Can't Win" 20 abril 18 maio
  Chad Decker é um péssimo jornalista: sem opinião formada, ele precisa escutar do secretário-geral do fórum de políticas estrangeiras quais são as reais intenções de Anna, ou como suas ações escondem uma agenda secreta de invasão à Terra. Será que ele é assim tão cego ou estará apenas preservando a sua pele?
O melhor do episódio é - incrivelmente - a chatinha Lisa, que falha no teste empático de Joshua. A trama me surpreendeu de diversas maneiras; primeiro pela possibilidade de ver a loirinha virar cinzas na frente de sua mãe lagarta. Ainda mais, o fim de Lisa poderia provocar uma reação no muito-sem-graça Tyler. A discussão entre Joshua e seu parceiro da Quinta Coluna na nave de Nova York, porém, revela algo mais interessante: será que a realização do teste em Lisa não é também um teste em si por parte de Anna para verificar a lealdade de Joshua? É um elemento perturbador na história; parece que Joshua e seus aliados fazem de Lisa sua nova arma na rebelião, uma arma que poderá ser usada a qualquer momento e com qualquer finalidade. Será que Lisa pode ser um meio de convencer Anna sobre uma convivência pacífica com os humanos? Ou será que Anna está apenas usando sua filha para desmascarar Joshua e a Quinta Coluna da nave de Nova York? E Lisa, terá mesmo reprovado no teste ou o resultado foi ele também manipulado? Os sentimentos de Lisa para com Tyler são verdadeiros? Que tal a conversa entre mãe e filha, esmagando um ovinho?!

09 "Heretic's Fork" 27 abril 25 maio
  V está decepcionante. Mesmo com um episódio mais movimentado, com muita correria, tiros e até uma machadada, falta justificativa para a história e os personagens não convencem. A progressão da trama é cheia de buracos e feita de desculpas para entregar cenas de ação; ora, por que Ryan precisava ficar sem sinal no celular, por que o humano traidor não abriu a boca logo no começo do episódio? Simples, porque Erica precisava fazer alguma coisa neste episódio. Só. Ponto final. É uma pena, mas parece que os roteiristas não têm a menor simpatia pelos protagonistas dessa série; quem é mais bocó: a agente Erica ou o padre Jack? Neste episódio, Erica é incapaz de perceber o jogo de Lisa para levar Tyler para o programa Viver a Bordo (a lagarta chatinha coloca Tyler contra Erica em questão de segundos). Acaba de me ocorrer que a trama pode ser ainda pior e que Lisa criou mesmo uma afeição por Erica; isso significa que Lisa vai combater Anna (sua própria mamãe-lagarta?). Mas quem queima a cara mesmo neste episódio é o padre Jack, convencido que o grupo precisa tratar o humano capturado (que trabalhava para os visitantes) com dignidade até que se tenha provas. Hobbes dá uma ótima lição ao padre molenga; pedindo que todas as pessoas decentes deixem a sala. Será que os protagonistas vão se deixar corromper pelos personagens secundários: Lisa, Chad Decker?

Visitante: Para um soldado V - nascido para lutar - a criatura é meio fraquinha, não?
10 "Hearts and Minds" 04 maio 01 junho
  Em comparação aos últimos episódios, este "Hearts and Minds" possivelmente é o melhor deles. Cheio de problemas, sim; furos de roteiro, confere; justificativas e motivações implausíveis, também: a série está se especializando na mediocridade. Primeiro, temos que lidar com isso e rebaixar nossas expectativas em relação ao desenvolvimento da história. Feito isso, assim é possível se divertir minimamente com esse trambolho da programação.
O que salva este episódio do desastre é a sensação de paranóia que ronda Erica no FBI depois que o ataque da Quinta Coluna contra uma nave dos visitantes revela ter gerado várias vítimas humanas. Por vezes a série aposta na ação como sua principal característica, mas acho que se tratando de uma invasão alienígena o suspense paranóico deveria ser o elemento dramático mais importante da história. Afinal, quem é lagarto-do-mal e quem é confiável para os rebeldes humanos? A dúvida sobre o caráter dos personagens sempre é mais interessante que a certeza e a série deveria aproveitar mais esse aspecto em suas histórias. Neste sentido, o chefe de Erica no FBI é quem melhor gera essa desconfiança; poderá ser ele mais um visitante infiltrado ou seu mau-humor é uma constante?



O papel desempenhado pelo jornalista Chad Decker é de extrema importância neste episódio, mas o objetivo das suas atitudes ainda não fica claro. Possivelmente o jornalista está ajudando mais Anna que os integrantes da Quinta Coluna (através do padre Jack), mas será que ele não está sendo rastreado pela Rainha Lagarto, como ela faz com outros humanos que passam pela nave? Ele tem motivos para desconfiar da benevolência de Anna ou tudo faz parte do seu jogo com as fontes de informação? No fim, a sensação é de que o jornalista é mesmo mais um tolo nesta história. Falando em tolos, o maior problema da série parece ser a falta de carisma dos personagens (e a dificuldade de acreditar em seus dramas). O padre Jack continua com sua estúpida pregação sobre como tratar os visitantes (e Erica parece estar sempre o apoiando). Na cena em que o padre é pego pelo FBI e precisa explicar o que fazia no local do ataque contra a nave V, Jack se justifica da maneira mais implausível possível, a ponto de parecer que ele se incriminou de vez ali (e de quebra comprometeu a agente Erica). Não à toa, começamos a torcer pelos bichanos lá do alto.

Tyler: Por que eu sou tão idiota?

Pois é, Tyler. Por quê?!

Visitante: "Quebre as pernas dela"; nada como um novo plano de Anna para sua filha Lisa para terminar bem o episódio.
11 "Fruition" 11 maio 08 junho
  O confronto de Anna e Erica rende o melhor episódio da série. Pela primeira vez consegui admirar os diálogos, mais espertos e menos óbvios do que a maioria dos episódios da série. As cenas entre as duas mães também foram bem interpretadas pelas atrizes. A nossa perspectiva acompanha a protagonista Erica, dos conhecimentos que a agente tem sobre os visitantes e da guerrilha que organiza para desmascarar e neutralizar a ameaça dos lagartos do céu. Erica nos conquista com suas ações, desdobrando-se em várias para manter intacta sua posição frente o trabalho, seu filho e a Quinta Coluna. Eu sinceramente achava que Erica já sabia que Lisa era uma visitante e confesso que esta informação muda bastante a minha percepção sobre alguns eventos anteriores (por exemplo quando Lisa foi encontrar Tyler na casa do pai); erro meu, mas por que então Erica tinha tanta resistência contra Lisa, simplesmente devido ao programa embaixadores da paz? De qualquer forma, a narrativa resolve muito bem essa dinâmica com o 'ataque' realizado contra Lisa. A filha de Anna deixa de ser a chatinha-lagarto e passa a ser uma figura-chave na guerra que se aproxima entre humanos e visitantes. O episódio apresenta justamente essa transformação da personagem; do momento em que apanhou da mãe Anna, da conversa com Erica e da falsa acusação de Parker (que desenvolveu uma possível arma contra os lagartos), e finalmente da sua aproximação com Joshua (será que eles conseguirão destruir os ovos de Anna a tempo?). Outro personagem que cresce bastante na trama é Hobbes, que após ser incriminado pela segunda vez pelos visitantes, começa a tomar medidas próprias para garantir sua sobrevivência. Isso significa uma traição aos seus parceiros da Quinta Coluna ou será que ele esconde um plano contra os visitantes? Podemos esperar uma emocionante guerra entre as duas raças no próximo episódio ou o final de temporada será invariavelmente decepcionante? Acho que o posicionamento dos peões aqui foi muito bem realizado, mas sinto que o próximo episódio não vai corresponder às expectativas. Espero estar errado. Afinal, o que será privilegiado: o nascimento do exército de Anna ou do filho híbrido de Ryan? Quem terá suas atividades desmascaradas: Erica, Lisa, Hobbes, Joshua, a parceira de Erica no FBI?
12 "Red Sky" 18 maio 15 junho
  Chega o season finale e V, a série, ainda precisa provar ao que veio. O episódio tem ótimas cenas de ação, mas ainda apresenta problemas sérios de ritmo e encadeamento de sequências. O plano de Erica de destruir o exército em gestação de Anna é um clímax adequado para a história, principalmente agora que a série foi confirmada para retornar com uma nova temporada. Ainda não é uma guerra épica sobre a invasão dos alienígenas, mas é um passo certo nessa direção. O que não funciona neste episódio (para não dizer em toda a temporada) é a trama de Ryan com sua esposa grávida de um híbrido. Podemos entender uma necessidade do roteiro de possibilitar um reencontro do casal antes do bebê nascer na nave de Nova York, mas esse se torna um grande problema para a narrativa. Ora, por que Ryan precisa deixar a sala após a sua esposa dizer que não quer ficar sem ele? Claro, porque Anna vai matar a mulher assim que o bebê nascer e, sem saber o que aconteceu, Ryan será convertido para a raça dos lagartos. Não seria mais interessante se Ryan chegasse depois do nascimento da criança, sem poder se despedir da sua esposa? Acho que seria dramaticamente mais interessante, além de não ter que sumir com o personagem na nave enquanto a mulher dá à luz.
Felizmente, o episódio melhora consideravelmente na metade final, a partir do momento em que Erica vai ao jantar oferecido por Anna na nave, acompanhando o casal Tyler e Lisa. A dinâmica entre as duas mães é o que há de mais explosivo na série; é difícil saber quanto Anna confia em Erica, e essa dúvida que nos corrói aumenta a tensão das cenas. Não sabemos também qual é conteúdo do bilhete do padre Jack que, através de Chad Decker, avisa Anna sobre um possível novo ataque da Quinta Coluna. Será que este bilhete não entregou pistas demais para Anna? Pois no momento em que Joshua é alertado para desligar o seu comunicador e o destino do personagem entra em jogo, comecei a rogar pragas contra o padre. Interpretado por Mark Hildreth, Joshua é possivelmente o personagem mais interessante da série e seria desastroso vê-lo morrer, principalmente quando podemos culpar o padre sem-graça pela sua morte (reze vinte Pai Nosso por essa, padre!). Assim que Erica consegue detonar a bomba sobre os ovos de Anna, porém, Joshua realmente se entrega no confronto e pede para Erica - na intenção de proteger a identidade da agente - atire nele para matar. Imediatamente, comecei a questionar o caminho que a série deveria seguir sem ele (o lagarto mais boa-pinta de todos); Lisa poderá assumir o comando da resistência na nave no seu lugar? Pois nos seus últimos minutos, a série surpreende pra valer com um ataque histérico de Anna - sua primeira emoção humana - que ordena que as naves tornem o céu vermelho. O que isso significa? Eu não faço idéia, mas possivelmente não será visto com bons olhos pelos humanos. Porém, tudo isso seria inútil caso, entre essas últimas cenas, o episódio não apresentasse que Joshua foi salvo pelos visitantes. Ufa! Estou feliz de novo. Mas ele conseguirá sobreviver aos mecanismos de tortura? Poderá ser resgatado pela Quinta Coluna? O fato é que com Joshua a bordo, quero saber como a série vai continuar a história na próxima temporada. E você? Curioso para saber o que significa o céu vermelho?




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