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Publicado em: 15/12/2009 |
Minha ignorância é sempre a última que morre e vai morrer, enquanto isso o mundo inspira contra mim, me colocando na risca. Meu cérebro inquieto pinça e pinça deixando meus neurônios cada vez mais desgraçados. Enquanto durmo e faço meu bebido pedido de tranqulizante, repinço o dia e me encorajo para o amanhã que, ainda, bem, nunca dura para sempre. Quando todos os gatos são párias, ele cutucou a ovelha e me tirou do tiroteio.
O anjo quadrado, quebrado, fingido do céu, me disse a frase de um impasse e causou espaço em mim: leve o menor porque é o mais importante, ou leve menos que tem mais importância, se ele mesmo descasca o que falou, aí pensa a minha ignorância já delatada pela minha própria onisciência.
Ainda pinço no miolo da cabeça, a verdade disposta na frase caída. Acho que o depósito era esse, fazer pinçar me dentro de uma ignorância nata. O que queria esse banjo sem corda, tocar aos meus ouvidos surdos de incoerência?
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